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"LANKESTERELIOSE"
"LANKESTERELIOSE"
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- Uma das principais causas de morte das aves jovens, após a separação dos pais, podendo ocorrer entre a 5.ª e a 10.ª semana. Nas várias conversas sobre ornitofilia, com os mais diversos criadores de aves de gaiola e de viveiro tenho constatado o desconhecimento quase total, por parte destes, de uma doença que ocorre em determinados períodos da vida das aves de pequeno porte, enquanto jovens, doença essa denominada Lankestereliose.
Começou esta doença por ser detectada em alguns centros de reprodução, mais ou menos grandes, alastrando-se como será óbvio aos pequenos criadores, face à aquisição de aves naturalmente portadoras.
A Lankestereliose provoca surtos de elevada mortalidade entre os jovens, após a separação dos pais, a partir da 4.ª ou 5.ª semana de vida. A incubação é efectuada por um período de cerca de 8 dias, findo o qual poderá provocar uma elevada mortalidade, que se poderá situar entre os 50% e os 95%.http://canarios.com.sapo.pt/images/lanke.gif
Esta doença não vem acompanhada de sintomas clínicos precisos, sendo portanto logo de desconfiar quando a nossa jovem ave está sonolenta, penas eriçadas, não disputa a comida ou poleiros, isolada ou a um canto da gaiola ou viveiro.
A Lankestereliose é provocada por um parasita no sangue da jovem ave, apresentando nas autópsias como sinal mais característico, um grande aumento de volume do baço, sem mais outras lesões particulares.
Assim, recomendam-se duas situações, a fim de evitar uma exagerada mortalidade após a separação dos jovens dos seus pais, as quais eu tenho utilizado nas duas últimas épocas de reprodução, com muito êxito, sendo:
Utilizar como meio PREVENTIVO (antes de as aves apresentarem qualquer sintoma), durante 3 dias por semana e no período que decorre entre a 5.ª e a 10.ª semanas, de uma associação de sulfadimetoxina sódica 8% e Pirimetamina a 1%, na dose de 7 gotas por bebedouro de 60 ml ou 5 ml por litro de água. Como meio CURATIVO, isto é, se de facto se constata qualquer sintomas, administrar durante 8 dias, nas mesmas doses acima indicadas. Este medicamento, que eu conheça, existe no mercado ornitófilo, importado de França e é também extremamente eficaz na prevenção e tratamento da Coccidiose, Salmonelas e da Pseudo-Tuberculose das aves de gaiola. Pode e deve ser administrado conjuntamente com um complexo vitamínico, sempre da mesma marca do medicamento, a fim de não existirem incompatibilidades.
Não administrar aos reprodutores, já que provoca esterilidade.
Bibliografia utilizada: Moureau Ornithologie
Retirado do Boletim Informativo do Clube Ornitológico Português com consentimento do Autor.
BENEFICIOS DO ALHO
Alho parece ser um aditivo útil na água. O principal componente associado ao alho é a alicina. Ela é ativada logo que os dentes de alho são esmagados. A alicina é conhecida por possuir propriedades antibacterianas e diz-se que é eficaz mesmo em concentrações baixas como uma parte de alicina em 125,000 partes de água. Quando comparada à penicilina, diz-se que a alicina possui uma ação de cerca de 1% da ação da penicilina.
O alho inibe o crescimento, ou destrói, cerca de uma dúzia de tipos de bactérias (inclusive Estafilococos e Salmonela spp.), e pelo menos 60 tipos de fungos e leveduras. A alicina parece ser o principal elemento químico responsável por esse efeito.
Os microminerais selênio e germânio são dois componentes do alho japonês, e esses minerais podem surtir algum efeito por sua ação, primeiramente como antioxidantes, isto é, substâncias que protegem células e tecidos dos efeitos nocivos dos peróxidos no organismo. Em segundo lugar, eles são importantes para o desenvolvimento normal do sistema imunológico e, em terceiro lugar, eles podem possuir uma boa ação como agentes anticancerígenos.
O selênio tem demonstrado possuir um largo espectro de ação anticancerígena em ratos, por exemplo. Há indícios que os componentes químicos do alho podem ajudar auxiliar o organismo na desintoxicação, neutralizar ou eliminar substâncias nocivas.
Doenças no Oryzoborus angolensis
Canibalismo dos pássaros: É o vício dos pássaros bicarem uns aos outros, comer pena, causando ferimentos, que às vezes leva até a morte. Deve usar o medicamento BICAVE, o canibalismo é causado por espaço limitado, arejamento deficiente, dentre outros.
Coccidiose: É provocada por um protozoário e causa: penas arrepiadas, diarréia, fraqueza, para de cantar, as penas da cauda e da asa caem e fica suja as penas perto da cloaca. O tratamento é feito com penaviar, terramicina e averol.
Verminose: É causada pela má higiêne na gaiola, seus sintomas são: diarréia, fraqueza, tristeza. É tratada com mebendazole, piperazina, folhas de chicória, hortelã e mastruz.
Sarna: Esta doença é causada por um parasita que deixa as pernas dos pássaros mais grossas e infeccionadas. O tratamento é feito com pomadas (quadriderme, hipoglós, neomecina e outras).
Diarréia: Uma doença comum nos pássaros em que o mesmo evacua freqüentemente (liquido abundante). pode ser tratado com alguma gotas de limão, água de arroz ferventado, soro caseiro e em casos extremos usa-se o medicamento "penaviar".
Gripe Coriza ou Resfriado: Os pássaros são atacados nas vias respiratórias perdendo o apetite, dormindo constantemente e parando de cantar. O tratamento é feito com algum antitérmico infantil, terramicina e nacoriza.
Dicas sobre prevenção de doenças
Estresse: As aves em cativeiro necessitam de uma vida social , ou seja ver pessoas , escutar sons , passear , etc. , porem o bom senso deve prevalecer pois expor as aves a situações de incomodo podem causar danos irreparáveis. Portanto devemos evitar a presença de cães, gatos, guarda-chuvas , lagartixas , lugares úmidos , vento , frio , e qualquer outro objeto ou animal que perturbem as aves.
Higiene e Limpeza:Fator preponderante para evitar as doenças , a higiene começa pelo tratador , as mão de quem maneja as aves e de que prepara os alimentos devem ser bem lavadas antes do trato. Com relação as gaiolas o papel de fundo deve ser trocado diariamente ( evite jornais pois a tinta contem chumbo ) , os acessórios de plástico ( comedouros, bebedouros , etc. ) devem ser lavados com água e sabão e freqüentemente desinfetados com ( cloro , amônia, quaternária, iodo , etc. ). As gaiolas devem ser desinfetadas no mínimo duas vezes ao ano e de preferencia com calor , atualmente utilizamos o Vaporetto após a retirada de todos os resíduos. É recomendável a utilização de aparelhos tipo steriler , para purificação do ar .
Quarentena:Quando adquirimos uma ave nova ou participamos de algum torneio , é muito importante que a ave fique pelo menos 20 dias em observação, e se possível submeter a ave a exame de fezes parasitológicos e cultura microbiológica.
Medicamentos Preventivos:Coccidiose : O remédio NF-180 devera ser ministrado durante 5 dias e repetido após 15 dias . Duas vezes ao ano. A dosagem ideal é 1grama pôr litro de água.
Doenças respiratórias: O remédio Tylan devera ser ministrado durante 5 dias e repetido após 15 dias . Duas vezes ao ano . ( imprescindível no inverno ). A dosagem ideal é 1 grama para cada 2 litros de água.
Doenças nas aves
HEMOCROMATOSE
A hemocromatose é mais freqüentemente diagnosticada em tucanos, aves do paraíso, mainás e quetzais, mas também tem sido descrita em psitacídeos.Os tucanos geralmente não apresentam qualquer sintomatologia antes de sua morte, mas em alguns casos o animal apresentar alteração de comportamento 24 horas antes do óbito. Outra apresentação clínica menos comum da patologia faz-se com dispnéia, emaciação e ascite. Algumas patologias cardíacas têm sido descritas em passeriformes. Os sinais clínicos nos mainás incluem fraqueza, tosse, dispnéia e ascite.
A hemocromatose é geralmente considerada de origem hereditária, enquanto uma doença secundária ocorra pela exposição dos animais a uma quantidade excessiva de ferro na dieta, anemia e outros fatores. Estudos demonstraram que aves do paraíso absorvem 90% do ferro existente na dieta enquanto o homem absorve apenas 10%. O ferro é absorvido no trato gastrintestinal, transportado na corrente circulatória por proteínas denominadas transferrinas e armazenado em associação às proteínas ferritina e hemossiderina. Aparentemente determinadas espécies desenvolveram mecanismos que possibilitam maior eficiência na absorção intestinal do ferro. É o caso dos ranfastídeos (tucanos e araçaris), lóris e mainás, por isso essas espécies são mais susceptíveis a doença.
O Rx pode revelar cardiomegalia (aumento do coração), hepatomegalia (aumento do fígado) e ascite (acúmulo de líquido abdominal), e desordem na função hepática. Diagnóstico especifico é realizado por biópsia hepática. Histologicamente, depósitos de ferro são mais freqüentemente identificados nos hepatócitos e células de Kupffer, mas também são encontrados no baço, epitélio renal tubular, pulmão, pâncreas e intestino. A avaliação da quantidade total de ferro plasmático pode não ser útil na avaliação do status de ferro corporal do paciente. Níveis plasmáticos protéicos baixos e AST elevados constituem anormalidades comuns nas bioquímicas plasmáticas. A dosagem de LDH (Lacato desidrogenase), ácidos biliares, ferro sérico, ferritina, capacidade total de ligação do ferro, e índice de saturação da transferrina também são indicadas. A dosagem de ferro em um organismo deve ser obtida a partir de 3 compartimentos: as reservas de ferro, o ferro transportado e o ferro contido nos eritrócitos. A abdominocentese revela geralmente um transudato amarelo ou um transudato modificado. Neoplasia incluindo linfossarcoma, carcinoma hepatocelular, e eritrobalstose tem sido associado com aumento da quantidade de estocagem de ferro hepático.
Tucanos geralmente não reproduzem em cativeiro. Como o fígado é essencial na formação da gema, talvez seja possível que os problemas hepáticos relatados possam afetar diretamente sua capacidade reprodutiva.
Ocorre um prognóstico de mau a sombrio associado com a hemocromatose, mesmo no caso de uma terapia intensiva.
PERDA DE VOZ - ROUQUIDÃO
As aves têm um órgão fonador chamado siringe, que é encontrada na bifurcação da traquéia em brônquios primários. Quando a ave tem rouquidão é porque alguma coisa nasce nesse local, impedindo-a de liberar o som com todas as variações. Pode ser uma inflamação por ácaros, por viroses, por bactérias e mycoplasma etc.
Doença ocasionada por vairos motivos, entre eles pela conseqüência de um resfriado forte por exposição da ave a corrente de vento ou comida gelada, alem de fungos suspensos e ambientes muito úmidos e por exposição a ar condicionado.
Os sintomas são: voz fanhosa, perda total da voz, respiração ofegante, chiado na respiração, um intermitente abre-fecha do bico e intensa dificuldade para respirar.
O diagnóstico é a simples observação do canto da ave e notar a evidente diferença para a voz normal.
A profilaxia é não expor o pássaro à corrente de vento, não sair com a ave nos dias em que estiver ventando muito, não permitir que cantem de forma exagerada, notadamente após os torneios, bem como fechar devidamente os vidros do automóvel nas viagens para passeios.
Alem disso, não colocar as gaiolas das aves em contato com paredes úmidas e mofadas, principalmente em banheiros, cozinhas e finalmente nunca manter aves debaixo de ar condicionado.
Como terapia, dependendo da causa, usam-se os remédios homeopáticos Alium-sativa, própolis, antibióticos e quimioterápicos,vitaminas etc.
Quando a doença estiver associada à dificuldade para respirar, ministrar antibiótico à base de cloranfenicol, eritromicina, norfloxacina e tilosina, que seria o tratamento para à base de cloranfenicol, eritromicina, norfloxacina e tilosina, que seria o tratamento para a DRC (doença respiratória crônica), mycoplasmose (melhor tratamento é a tilosina). É importante que se façam nebulizações diárias utilizando 4 ml de soro fisiológico e 4 ml de antibiótico à base de tilosina.
Para o ataque de ácaros, as soluções são inseticidas com piretrina e o medicamento ivermectin. Para o ataque de fungos, ministrar fungicida na água por até 15 dias.
Se for um macho muito cantador, é fundamental ainda que se obrigue a ave a parar de cantar colocando-se duas fêmeas frias uma de cada lado da gaiola a uma distância de dez centímetros. A verdade é que, infelizmente, quase sempre não se consegue a cura completa. A voz é prejudicada e a ave fica meio fanhosa para o resto da vida.PSITACOSE
É provocada por ataque de ácaros e pela falta de higiene e de banho.
Autor: Aloísio Pacini Tostes
Doença de ocorrência comum em psitacídeos. Pode ocorres em outros pássaros.
Causa: Chlamydia psittaci
Sintomas: Diarréia esverdeada, sanguinolenta; corrimento nasal e ocular, dispnéia; fígado e baço aumentados com focos de necrose; sacos aéreos espessados.
Tratamento: Uso das tetracilinas.
Prevenção: Evitar a manutenção de psitacídeos próximo ao criatório. Quarentena com novos pássaros.
POLAINAS DE CASCA NOS PÉS E NAS PERNAS
Aparecem sob a forma de cascas, parecendo uma bota ou cobertura, que cobre os dedos e toda a canela das aves, dificultando a articulação, e pode levar à atrofia e à paralisia dos movimentos do pé.
É provocada por ataque de ácaros e pela falta de higiene e de banho. Quando é muito grave, chega a forçar e prender a movimentação do anilho, que terá que ser retirado imediatamente para evitar-se a gangrana.
Como profilaxia deve-se manter a gaiola o mais limpa possível, notadamente os poleiros, e propiciar condições para que a ave tome banho todos os dias.
Na terapia, uma única vez, usar-se como tratamento tópico o seguinte procedimento: colocar o pássaro no contentor e banhar em água morna os pés e as canelas, para amolecer as cascas. Após isso, passar pomada que contenha bastante óleo e friccionar levemente com os dedos as áreas atingidas, até que o material da polaina se desprenda. Tomar todo o cuidado para não forçar e na pressa arrancar a pele. Em seguida cortar as unhas, se necessário, e passar pomada desinfetante, antibiótica, fungicida e inseticida.
É importante também que se pulverize periodicamente a ave doente com solução de algum inseticida/fungicida direcionando o jato para os pés.
Chamamos de Pevide à crosta que se forma na extremidade da língua de alguns pássaros, reflexo de uma inflamação que está associada a hipovitaminose.
Fonte: Canto e Fibra
PEVIDE
Pevide: Chamamos de Pevide à crosta que se forma na extremidade da língua de alguns pássaros, reflexo de uma inflamação que está associada a hipovitaminose.
Crosta retirada com auxílio de uma pinça
Causas: A principal causadora é carência de vitamina A.
Sintomas: O pássaro apresenta dificuldade para alimentar-se, abrindo e fechando o bico constantemente. O pássaro passa a se alimentar menos e emagrece.
Tratamento: Quando a crosta esta se soltando com relativa facilidade, o que ocorre na medida em que vai perdendo sua flexibilidade, poderá ser removida com uma pinça. A remoção da crosta facilitará a alimentação do pássaro.
No local deve ser passado um cotonete embebido em Nistatina solução oral, uma vez ao dia, durante uma semana.
Há estudos que apontam para uma associação de infestação parasitária com o surgimento da Pevide, embora essa seja conseqüência indireta. É indicado exame de fezes para identificação de infestações verminóticas e coccidiose.
Prevenção: Dieta equilibrada e controle verminótico do plantel
Peito seco não é propriamente uma doença, é sim, um sintoma.
Fonte: Criatório Pena Preta
PEITO SECO
Peito seco não é propriamente uma doença, é sim, um sintoma.
A perda de massa corporal indica a incapacidade do organismo para aproveitar os nutrientes ingeridos.
Causas: Várias são as causas possíveis, a mais comum é a coccidiose. Também as verminoses mais significativas poderão levar a perda de massa corporal.
Sintomas: A perda de massa corporal faz com que o osso do peito do pássaro tome a forma de facão (certo exagero). Esse é um sintoma apresentado em um estagio avançado da doença. Um criador atento a seus pássaros perceberá alterações de comportamento, apetite, disposição e volume de ingestão de líquidos muito antes do peito secar.
Tratamento: É altamente indicado um exame de fezes para definir o diagnostico e determinar o tratamento. Na impossibilidade, ministrar um medicamento para coccidiose imediatamente. Manter farinhada com prebióticos e probioticos e complexo vitamínico. Concluído o tratamento da coccidiose. Aguarde uma semana e faça uma vermifugação.
Prevenção: Higiene, equilíbrio da dieta, ministrar probióticos regularmente ao plantel e observar as aves, procurando identificar possíveis problemas sanitários antes que se configure o peito seco.
| Mycoplasma |
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Por não produzirem ácido fólico, também são resistentes às sulfonamidas e à trimetoprima. Autor: Jose Carlos Pereira
MYCOPLASMA Microorganismo perigoso Os Mycoplasmas são os menores microorganismos de vida livre, diâmetro variando entre 100 e 300 nanômetros e comumente encontrados tanto em plantas como em animais, inclusive o humano. O Mycoplasma pneumoniae, nos anos 60, chegou ser confundido com os vírus e foi chamado agente Eaton. A extrema pequenez do genoma limita muito a capacidade de biossíntese, o que, explica as difíceis exigências nutricionais para o seu cultivo em laboratório e a necessidade de ter existência parasítica(vivem às custas de outros seres vivos. Sólon, um dos sete grandes pensadores gregos, chamou de parasita o freqüentador assíduo dos banquetes oficiais. É, amigos, puxa-sacos e sócios do erário público existem há muito tempo) ou saprófita (vivem sobre outros seres vivos sem os prejudicar). Dependem, para a sobrevivência, da ligação às células dos hospedeiros para na busca de precursores essenciais como ácidos gordurosos, nucleotídeos, aminoácidos e esteróis. Por não terem parede celular, sendo contornados somente por três membranas, apresentam como propriedades biológicas mais importantes a resistência aos antibióticos betalactâmicos (antibióticos, como as penicilinas e as cefalosporinas, que possuem na sua fórmula o anel betalactâmico e agem destruindo a parede celular da bactéria. A bacitracina, por agir da mesma maneira, também sofre a resistência dos Mycoplasmas) e grande pleomorfismo (capacidade de apresentarem-se de diversas formas, como cocos, bastonetes e anelar dependendo do meio em que se desenvolvem). Por não produzirem ácido fólico, também são resistentes às sulfonamidas e à trimetoprima. A ausência da parede também os torna sensíveis a fatores externos: sobrevivem apenas por poucas horas em superfícies secas e durante dois a quatro dias na água e, muito bom para os criadores, são pouco resistentes aos desinfetantes comuns. Têm predileção pela colonização do revestimento mucoso, provocando inflamações crônicas nos tratos respiratório e urogenital e nas articulações (juntas) de várias espécies de animais, inclusive aves e cães. Aí está, amigo Ivan, mais uma causa daqueles passarinhos com as juntinhas inchadas e com dificuldades para pousar no poleiro. Causam desarranjo dos cílios (formações digitiformes que movimentam a camada de muco) das células mucosas e, algumas vezes, a destruição celular. Alguns, como o U. urealyticum, expressam uma protease (enzima) que destrói a imunoglobulina A, um dos fatores de defesa mais importantes da mucosa (membrana que forra os órgãos ocos e as cavidades naturais do organismo, mantida úmida por uma camada de muco). Pertencem à ordem Mycoplasmatales, da classe Mollicutes. Foram agrupados em três gêneros: 1- Mycoplasma, que necessitam colesterol para o crescimento; 2- Acholeplasma, não necessitam colesterol para crescerem e 3- Ureaplasma, também necessitam do colesterol para o crescimento, além de uréia para o metabolismo energético. Umas quatorze espécies de Mycoplasmas já foram descritas como causadoras de doenças no homem/mulher (vivo perguntando, por que falar somente no homem sempre que queremos nos dirigir aos humanos? Parece um critério machista do homem, querendo ter primazia até nas doenças, sô!). O Mycoplasma orale e o salivavarium até o momento são tidos como reles comensais da cavidade oral; o Mycoplasma pneumoniae, o mais famoso da patota, é uma causa comum de pneumonia em todas as idades humanas. O Ureaplasma urealyticum e o M. hominis (olha aí de novo, por que não também M. mulheris?) em geral vivem assintomáticos no trato geniturinário, mas podem provocar infecções oportunistas em adultos e recém-nascidos. O M. genitalium, o M. fermentans e o M. penetrans podem ser encontrados nos tratos respiratório e geniturinário humano e merecem a atenção. O básico para a patogenicidade do Mycoplasma é a aderência às células mucosas do hospedeiro, processo multifatorial e complexo responsável pela patogenicidade de muitas outras bactérias. Embora a maioria dos mycoplasmas fixem residência e multipliquem-se na superfície celular, algumas, como o M. fermentans, o M. penetrans e mais raramente o M. pneumoniae, podem localizar-se no interior celular onde ficam protegidos dos antibióticos e dos anticorpos do hospedeiro; aí está a explicação para a cronicidade da doença e a dificuldade de cultura em meios artificiais. Algumas espécies produzem citotoxinas, como as exotoxinas e o H2O2 (peróxido de oxigênio), e polissacarídeos. Nas aves, como em outros animais, existem alguns fatores que facilitam a infecção pelos mycoplasmas: membrana epitelial imatura, ambientais(ar seco e calor), excesso de NH3 e infecções por alguns vírus (paramixovírus, reovírus, adenovírus) e bactérias como a Escherichia coli. Num surto dentro de um aviário podem haver desde pássaros assintomáticos até os quadros mais graves e mortais. Uma importante propriedade do M. hominis é a metabolização do aminoácido arginina com a conseqüente liberação de amônia que é tóxica para as células. O M. pneumoniae e o hominis produzem peróxido de hidrogênio, oxidante potente capaz de lesar as células. Os Ureaplasmas, que exigem colesteróis para o crescimentos e formam colônias bem pequenas em forma de ovo frito em meio contendo agar, diferentemente dos outros gêneros da classe Mollicutes, têm atividade de urease (enzima) que pode induzir a produção de cálculos urinários e a degradação das imunoglobulinas A secretoras que têm importância vital na defesa da mucosa. Alguns indivíduos infectados com o M. pneumoniae desenvolvem anticorpos reativos contra o cérebro, coração e músculos e auto-anticorpos da classe IgM que aglutinam os eritrócitos humanos a 4 graus centígrados (aglutinação a frigore). Para a imunidade (defesa) os Mycoplasmas genitais exigem anticorpos específicos, o que, explica o fato da falta de anticorpos maternos, que passam para o feto nos meses finais da gestação, ser a causa do alto risco da doença para os prematuros. Dentro de uma Ordem as diferentes espécies provocam reações cruzadas entre elas, determinadas pela pequena antigenicidade (capacidade de reagir com anticorpos resultantes de uma resposta imunológica) determinada pela ausência de parede celular e por ficarem nos recessos da parede celular pouco acessíveis aos mecanismos de defesa do hospedeiro; essa baixa especificidade leva ao alto número de reações falso positivas em exames laboratoriais. Os Mycoplasmatales possuem baixa infectividade, exigindo para a disseminação contato próximo entre os indivíduos, sendo as infecções mais comumente encontradas nos locais de maiores densidade populacionais. Os tratos respiratórios e genital são as portas de entrada primárias. Os microorganismos são disseminados pelas excreções das vias respiratórias (como as gotículas eliminadas durante a fala, canto, tosse ou espirros) e pelas gônadas de ambos os sexos. Nas aves, a infecção dos sacos aéreos pode conviver com a do ovário e dos folículos em desenvolvimento. Como pode haver muitos pássaros, inclusive filhotes, contaminados assintomáticos mas capazes de transmitir a doença, a atenção do criador na inspeção do seu plante e para a higiene do ambiente Nos ninhegos o contato direto é a principal maneira de disseminação. Pais podem contaminar os filhotes alimentando-os com conteúdo contaminado do papo. A transmissão transovariana pode ser importante em alguns criadouros. A fêmea contaminada é capaz de transmitir o microorganismo diretamente a toda à ninhada. Citam-se também a transmissão pelas penas ou poeira contaminadas. Estresses como o frio corrente de ar e exercícios intensos (como os longos vôos de pombos de competição) podem tornar aparente uma infecção até então inaparente. No homem, os Mycoplasmas mais importantes são o M. pneumoniae, o Ureaplasma urealyticum e o M. hominis.O Mycoplasma pneumoniae é responsável por aproximadamente 15% das pneumonias nos humanos, sendo causa comum de traqueobronquites e bronquiolites. A adesão às membranas celulares ciliares é mediada pela proteína de adesão P1; a invasão da parede das vias respiratórias no máximo chega à membrana basal. As culturas, como de material colhido da garganta e do catarro, são demoradas e o exame sorológico mais usado para confirmar o diagnóstico é o ELISA (enzyme-linked immunosorbent), exigindo o diagnóstico definitivo a soroconversão em dois exames feitos com intervalos de 2 a 4 semanas. Embora haja controvérsias, podem ser usadas dosagens de IgM e IgG e a fixação do complemento. Sempre que for confirmada a presença de um caso na comunidade será muito provável a existência de outros. Os anticorpos encontrados no ELISA e na fixação do complemento apresentam reação cruzada com outros antígenos, principalmente de outros Mycoplamas, o que requer muito cuidado na avaliação. O Ureaplasma urealyticum, com 14 sorotipos, e o Mycoplasma hominis, com sete sorotipos, são os chamados Mycoplasmas genitais, podendo ser isolados no trato urogenital baixo de mulheres e na urina, no sêmen e na uretra distal de homens assintomáticos. Provocam inflamação crônica do trato geniturinário e das membranas amnióticas (membranas que se desenvolvem em torno do embrião dos vertebrados superiores e formam o saco amniótico). Fazem parte do grupo das DST (doenças sexualmente transmissíveis). O M. hominis é uma das causas da doença inflamatória pélvica, inclusive a salpingite (inflamação da tuba uterina por onde passa o óvulo) que pode levar à infertilidade. Mycolasmas em aves. Muitas espécies de aves podem ser contaminadas pelos Mycoplasmas, inclusive os pássaros ditos de gaiola (cage birds). Embora possa atingir a ave em qualquer idade, a incidência é maior entre os filhotes. Os Mycoplasmas mais comumente encontrados nas grandes criações de aves domésticas são o Mycoplasma gallisepticum, que provocam lacrimejamento, catarro nasal, problemas respiratórios com tosse e inchaço dos seios infraorbitários pela sinusite, saculite, queda na produção de ovos e septicemia secundária pela Escherichia coli (coisa ruim nunca vem sozinha); o Mycoplasma synoviae, que se manifesta por diarréia esverdeada, inchaços das almofadas das patas e nas articulações dos membros anteriores (asas) e posteriores (patas) que levam a ave a movimentar-se muito pouco. Nas articulações o quadro típico é o de sinovite (inflamação da membrana sinovial, revestimento interno da cápsula articular), principalmente dos tendões (tenossinovite), como acontece comumente nos jarretes. A bursite (inflamação da bursa, bolsa contendo líquido situada em locais de atrito mais forte) do osso esternal pode a piorar a respiração e Mycoplasma meleagridis, manifestado por queda da fertilidade, mortalidade de filhotes, deformidades de membros e pescoço, sinais respiratórios de média intensidade, catarro nasal, inflamação e inchação dos seios infra-orbitários (sinusite) e grande predominância entre os perus. O Mycoplasma iowae está também entre os mais encontrados, provocando mortalidade embrionária e queda na fecundidade dos ovos A incubação varia com a espécie de ave e do Mycoplasma, girando em torno de 6 até 21 dias. A mortalidade pode ser alta, podendo chegar a 90% entre os filhotes de faisões. A doença dissemina-se lentamente e os olhos do criador devem estar atentos para os primeiros sinais como o pestanejar freqüente e a arranhadura das pálpebras. Aos poucos o estado geral vai se deteriorando, as pálpebras incham-se, a ave torna-se incomodada com a luz (fotofobia) e os olhos ficam encatarrados. Pode haver letargia, ficando a ave indiferente ao meio ambiente, inapetente e sonolenta, chocalhando a cabeça para remover secreção nasal grossa. Aos poucos vai perdendo peso. À inflamação da pálpebra (blefarite) ou da conjuntiva (conjuntivite) pode seguir inflamação da córnea (ceratite) que, nos casos mais sérios, pode levar à cegueira e morte por caquexia pela ave não ter condições de achar ou movimentar-se até o alimento. Muito característico é o aumento, às vezes gigantesco, com pouca ou nenhuma secreção, dos seios infraorbitários. O pássaro fica dispneico (falta de ar), principalmente quando está excitado, e respira com o bico aberto. Podem ser ouvidos sons respiratórios murmurejantes (putz!). Algumas espécies de Mycoplasma e Acholeplasma podem ocasionar alta mortalidade embrionária. Em algumas espécies de aves, como gansos domésticos, pode haver infecção com necrose do falo, infecção da cloaca (cloacite), saculite (infecção dos sacos aéreos), orquite (infecção do testículo) e peritonite (inflamação do peritônio, membrana serosa que reveste internamente as cavidades abdominal e pélvica e externamente as vísceras nelas contidas) determinados pelo M. cloacale e, mais raramente, pelo M. anseris; nos criadouros atingidos pode haver altas incidências de ovos não férteis e mortalidade embrionária. O A. axanthum pode ser isolado de fezes e de secreções das vias respiratórias de aves de criadouro com mortalidade embrionária acima de 50%; nesses criadouros podem haver muitos casos de salpingite e saculite. As rinites, sinusites, conjuntivites e traqueites apresentam-se com secreção grossa gelatinosa. Muitas vezes os Mycoplasmas lesam as mucosas e preparam o terreno para infecções secundárias por bactérias como a Escherichia coli, vírus e fungos. A infecção pode ficar endêmica num criadouro com pequenas evidências da sua presença como sinais respiratórios vagos, lacrimejamento, sinusite ou debilidade. Somente após contaminar um grande número de aves, ou nas situações estressantes, torna-se aparente. Aí está uma aspecto muito sério do problema e que deve ser sempre levado em conta par todo criador consciente. Os Mycoplasmas estão entre os agentes que mais comumente provocam morte embrionária, conhecida pelos criadores como anel de sangue (blood-ring) ou morte dentro da casca. Chegam ao ovo pelo oviduto ou pelo sêmen de machos infectados. Os antibióticos mais usados nas aves são a enrofloxacina, tilmicosin, tetraciclinas, tylosin, tylamutin e lincospectin, os quais, somente devem ser usado por indicação do veterinário. Geralmente os antibióticos são usados na água de beber, nos alimentos e, muito interessante, injetado nos ovos (Tylosin ou a combinação de lincomicina e espectinomicina injetados nas câmaras aéreas); há quem banhe os ovos em soluções contendo antibióticos. Vi descrito que a elevação da temperatura em uma incubadora (forced-air incubator) até 46 graus centígrados por 12 a 14 horas é efetiva, mas pode diminuir em 8 a 12% a fertilidade dos ovos; não me perguntem se surte efeito porque não aconselho e não gosto de ovo cozido. Se o tratamento é área de atuação do veterinário, o papel do criador na profilaxia é essencial: - A manutenção higiênica do prédio onde está instalado o criatório deve ser diária, evitando o acúmulo de dejetos e restos alimentares. As excreções do hospedeiro protegem os parasitas da ação dos desinfetantes e devem ser removidas ante do uso dos mesmos. Ter um jogo de mangueira, pazinha de limpeza, baldes, botas, vassouras, rodos, cestos de lixo, etc. somente para dentro do criatório. Se existirem mais de um ambiente, um jogo para cada um. Verão que vale a pena o investimento. O uso de detergentes e outros produtos de limpeza bactericidas deve ser feito com orientação técnica. Aqui não cabem improvisações. Ainda advogo o uso de vassouras de fogo tendo, é lógico, cuidado para não colocar fogo no prédio e nos pássaros. Sempre usei esse procedimento no canil e é tiro e queda. Nunca houve problemas com parasitas externos e, de quebra, elimino alguns parasitas internos que teimam em viver algum tempo fora do organismo. É método de fácil execução, rápido e não tem ação residual como os produtos químicos. Com técnica adequada não danificará paredes, desde que não se fique com o fogo muito tempo num só lugar como estivesse assando um churrasquinho, e, creio, poderá ser usada nas gaiolas de arame vazias. Tendo-se o cuidado de tirar os pássaros do ambiente, isolando-se as partes combustíveis das instalações, evitando-se a presença de líquidos inflamáveis, etc., o método é seguro. Aconselho procurar informações com alguém que já tenha alguma experiência para não cometer erros de principiante. Lavar, se possível de maneira individualizada, os utensílios também com água filtrada. Se for possível, pelo menos uma vez por mês, ferver os utensílios resistentes à fervura, principalmente as grades e as bandejas do fundo da gaiola. Se for organizada uma rotina, mesmo nos criatórios maiores as atividades profiláticas serão relativamente fáceis. - Tratar as fêmeas contaminadas por Mycoplasma é essencialíssimo porque podem infectar verticalmente os filhotes. - Tratar os machos galadores infectados, pois, por ser comum usá-los com várias fêmeas (poligamia), poderão contaminar, através do sêmen, o plantel numa proporção geométrica. E criam uma cadeia de infectividade progressiva: macho – fêmea – embriões ou ninhegos. Cuidado com os machos que vão a torneios ou a outros criatórios para coberturas. - Manter em observação e isolados todos os filhotes nascidos de mãe e/ou pai contaminados. Os gaiolões com muitos filhotes funcionariam como creches ampliando a disseminação da bactéria. A superpopulação é um fator poderoso na transmissão e manutenção dos Mycoplasmas dentro de um criadouro. Deve ser evitada a chamada China alada. - Não caia naquela de dar antibióticos com finalidade profilática. São muito poucos os casos em que o uso profilático de antibióticos tem valor comprovado. E a infecção pelo Mycoplasma não é um deles. Fazendo isso você estará criando cepas resistentes da bactéria, um problema para a sua própria família e para os seus pássaros. Cepas resistentes de uma bactéria que se propaga facilmente num canaril são pragas de sogra (só um xiste, porque a minha era ótima). - Cuidado especial com pássaros trazidos de fora do canaril, mesmo que seja somente para uma galadinha. Fazer quarentena nem sempre é praticável. Se o galador vier de canaril que mantenha boas condições higiênicas tudo fica mais fácil. Seria ótimo os donos dos bons pássaros galadores manterem os pássaros em ótimas condições de higiene física, social e até mental, pois, eles podem representar um boa fonte de renda para abater nas despesas do criatório. - Com as aves vindas de outros criadouros a quarentena é obrigatória, a não ser que venham de criatório que mantenha rígidas condições de controle sanitário do plantel. Creio que a quarentena de três semanas seja suficiente para a maioria das doenças infecciosas. Não trazer o pássaro em gaiolas do criatório de onde o adquiriu. Manter o pássaro entrante fora das instalações que albergam o plantel. O ideal seria uma pessoa para cuidar somente dele e que não tivesse acesso ao criatório. Se não, usar luvas ou lavar rigorosamente as mãos, com água e sabão, após o trato e cuidados com os utensílios da ave em quarentena. Todos os utensílios, produtos alimentares, vassouras, pazinhas, cestos de lixo, etc. devem ser mantidos separadamente dos usados para o plantel. Ponto de água para lavar os utensílios separados. Muito cuidado com os excrementos. A quarentena deve ser para valer ou nem vale a pena ser feita. Apesar de a transmissão ser através das secreções das vias respiratórias e genitais, condições anatômicas das aves, como a presença da cloaca que pode permitir contaminação das fezes e urina por parasitas existentes nas secreções genitais, deve-se ter alguns cuidados comuns no controle de parasitas, como as enterobactérias, que são transmitidas pela via fecal-oral. Esses cuidados tomam dimensão ainda maior se levarmos em conta que essas bactérias, principalmente a Escherichia coli, estão entre os parasitas capazes de agravar uma infecção pelos Mycoplasmas.: - Lavar rigorosamente as mãos com água e sabão, sabão mesmo, esfregando as unhas com uma escovinha antes de manusear as frutas, as hortaliças e a água que serão fornecidos aos pássaros. As mãos devem ser lavadas, sempre com água e sabão, antes e depois de manusear pássaros ou os utensílios. - Lavar rigorosamente, com água e sabão, frutas e as hortaliças que serão dadas aos pássaros e enxágua-las muito bem. Podem ser deixadas por alguns minutos em solução de água e vinagre ou de hipoclorito de sódio, não se esquecendo de enxaguar copiosamente antes de dá-las aos pássaros. Pela simplicidade creio que o lavar as mãos, as frutas e as hortaliças já será uma grande ajuda no controle desses parasitas. - Oferecer aos pássaros somente água, no mínimo, filtrada. A água fervida seria mais seguro, desde que seja mantida no fogo pelos menos durante 20 minutos após levantar a fervura. Os mesmo cuidados devem ser tomados com a água para os banhos dos pássaros. Esfregar bem os bebedouros para remover o biofilme líquido que fica na superfície e que pode albergar muitas bactérias. O ideal seria ter jogos de dois bebedouros para intercalá-los diariamente, possibilitando a secagem completa de um dia para o outro do que não estiver sendo utilizado. - Muito cuidado com as fezes das aves. O papel do fundo da gaiola deve ser trocado diariamente. O costume de colocar várias camadas de papel não é bom, pois, o filtrado da parte líquida fecal pode levar os parasitas para a folha de baixo (lembrar que estamos lidando com seres microscópicos). Deve ser usada uma folha de papel e a bandeja deve ser limpa diariamente e colocada ao sol (para isso, seria bom ter, pelo menos, duas bandejas por gaiola). Individualizar as bandejas para evitar usar bandeja usada em gaiola de pássaro contaminado em a gaiola de pássaro não contaminado, criando, assim, condições para disseminação da infecção pelo criatório. Se você usa areia na bandeja, tenha muito cuidado, pois, se não houver troca constante e higiene impecável, será um meio propício para manutenção dos parasitas.
- Muito cuidado com as gaiolas usadas para manter os machos ou levá-los aos torneios. Como ficam a maior parte do tempo fora do criatório, têm maiores possibilidades de ser depósitos de parasitas. São feitas de madeira, com muitos detalhes e têm muitas saliências e reentrâncias que facilitam a vida dos parasitas e dificultam higienizá-las. E, na maioria das vezes, não possuem grade separando a bandeja dos pássaros como acontece com as gaiolas de criação. Creio que, num futuro próximo, poderão ser substituídas por gaiolas feitas somente de arame.
idado com os poleiros. Devem ser colocados de maneira que não possam ser sujos pelas fezes, pois, pelo hábito das aves limparem o bico neles após alimentarem-se, a contaminação será fácil. - Cuidado com a água do banho dos pássaros. Deve ser, pelo menos, filtrada e, sempre que possível, fervida. Tirar a vasilha logo que o pássaro terminar o banho. - Algumas vezes os parasitas podem ser trazidos para o criatório pelas patas de pássaros, como os pardais, ou das moscas. Telar as janelas, portas e as aberturas para a ventilação é medida heróica. Não deixar lixo ou restos de comida expostos é essencial porque eles atraem pássaros, moscas e predadores, inclusive ratos. Muitas plantas também são atrativas para os pássaros soltos visitarem o criadouro. - E sol, amigos, pois, onde entra o sol não entra o médico, ou o veterinário, como dizia minha avó. Locais escuros, muito quentes e úmidos jogam para os bandidos. - As medidas profiláticas são econômicas e, tornadas rotinas, de fácil execução
A giárdia é um microrganismo unicelular, um protozoário, do mesmo grupo dos coccídeos, tricomonas e toxoplasmas. Autor: Anderson Almeida
GIARDIA Cuidados e prevenção A giárdia é um microrganismo unicelular, um protozoário, do mesmo grupo dos coccídeos, tricomonas e toxoplasmas. Possui flagelos que o auxilia na locomoção.
A espécie que comumente afeta as aves é a Giardia psittaci, que é de uma espécie diversa da que parasita o homem, a Giardia lamblia. De um modo geral a psittaci não acomete o ser humano, nem a lamblia parasita as aves. A disseminação desse microrganismo se dá pela eliminação dos cistos através das fezes das aves contaminadas. No organismo da ave o parasita habita o intestino delgado, principalmente o duodeno, onde se reproduz por divisão binária. No intestino da ave a giárdia pode permanecer um longo tempo sem causar sintomatologia, nesse caso o animal parasitado é denominado de portador assintomático, quando apesar de estiver sadio pode disseminar para o meio a forma contaminante da giárdia (o cisto). O grupo de aves mais comumente afetado é o dos psitacídeos, porém os passeriformes também podem ser contaminados. Na literatura norte-americana não encontramos relatos de giárdia em canários (serinus) e fringilídeos. Em nosso meio não foram encontradas informações estatísticas a esse respeito.
um é a diarréia. As fezes podem ter aspecto mucóide e apresentar mau odor. Nas infestações maciças até um quadro de má absorção intestinal dos alimentos pode ocorrer, com perda de gordura e nutrientes pelas fezes, ocasionando um quadro de letargia e desnutrição.
O diagnóstico de certeza é feito com o encontro doas cistos e trofozoítos (forma adulta habitante do intestino). Contudo algumas dificuldades surgem, pois a eliminação dessas formas pelas fezes é inconstante. O ideal é a realização de exames de fezes seriados a fresco (com menos de 10 minutos após a evacuação). Na impossibilidade do exame a fresco a conservação das fezes em formalina 10% (5% segundo alguns autores) é recomendada, pois a giárdia na forma trofozoítica é frágil e desintegra-se facilmente. Preservar os trofozoítos é importante, pois aumenta a chance de diagnóstico, que estariam reduzidas se a procura for feita apenas pelos cistos. A ave contaminada não elimina o protozoário em todas as evacuações. Um método utilizado pelos laboratórios com o intuito de facilitar a identificação dos cistos é o uso da solução de sulfato de zinco, que é facilmente preparada e faz com que os cistos flutuem se separem das fezes e possam ser mais facilmente identificados com o uso do microscópio. O tratamento mais é feito com metronidazol por um período de 5 a 10 dias. No entanto há muitos relatos de resistência a esse medicamento. O mais indicado seria a administração da dose diária diretamente no bico, pois a dissolução na água de beber pode reduzir a sua eficácia. Outra opção terapêutica é o febendazol, que tem o inconveniente de ser mais tóxico, podendo ocasionar alterações na plumagem e até a morte da ave. Temos ainda o relato do uso da paromomicina, um antibiótico aminoglicosídeo com ação antiprotozoário e o dimetridazol, que apesar de eficaz tem vários efeitos tóxicos. Geralmente está indicado o tratamento para todas as outras aves que estiveram em contato com o indivíduo infestado.
A reinfestação, muitas vezes confundida com resistência do parasita à medicação, pode se tornar comum se o ambiente que a ave vive não tiver um bom controle sanitário. Muitas vezes é necessário que seja repetido o tratamento periodicamente. Em algumas aves nunca estarão completamente curadas da giardíase. O fundo da gaiola deve ser protegido por grade removível e os alimentos e a água devem estar fora do alcance dos dejetos, preferencialmente em recipientes externos à gaiola. Devemos impedir que aves silvestres adentrem no criatório, pois podem ser reservatórios da giárdia. Outro cuidado é a quarentena e exame de fezes das novas aves adquiridas pelo aviário.
Desinfetante a base de amônia quaternária e cloro a 10 % são efetivos na inativação dos cistos.
Concluindo: Ave que não come fezes não terá parasitose intestinal.
Quando ocorre de a ave quebrar um osso, a primeira providência é retirar os poleiros e colocar água e comida a disposição da ave. Fonte: Criatório Pena Preta
FRATURAS Quando ocorre de a ave quebrar um osso, a primeira providência é retirar os poleiros e colocar água e comida a disposição da ave. Será necessário encanar o osso com gesso dissolvido em água ou álcool, que levará mais ou menos um mês para colar. Se for a perna que quebrou, pegue um canudinho de refresco cortado ao meio, coloque as duas partes na perna e passe o gesso, deixando uns 45 dias, após retire o gesso. Se for a asa que quebrou, será necessário cortar todas as penas da asa, dependendo da fratura, tente encaná-la com gesso. Caso não consiga, o melhor e mais correto é levar a ave a um veterinário, que esta mais acostumado a fazer estes serviços. Ministrar um anti-infamatório.
Má alimentação, alimentos azedos, deteriorados e água suja. Fonte: Criatório Pena Preta
DIARRÉIAS Causas: Má alimentação, alimentos azedos, deteriorados e água suja. Sintomas: Fezes líquidas de cor amarela-esverdeada, falta de apetite e emagrecimento, ânus inflamado. Tratamento: Corte as penas do traseiro com cuidado e lave a região com água morna, após enxugue. Administrar Neo Sulmetina SM. Sulfas causam ausência de produção de espermatozóides nos machos durante 30a40 dias, a chamada azoospermia. Nenhum ovo será galado nestas condições. Não use Sulfas para reprodutores próximo à fase de reprodução. Prevenção: Dieta equilibrada e qualidade nos alimentos.
colibacilose II AS ESCHERICHIAS CAUSADORAS DE DIARRÉIAS Há um grupo de bactérias chamadas Enterobacteriáceas porque vivem no intestino (entero = relativo ao intestino), principalmente no cólon, embora possam também colonizar outros habitats. Têm a forma de bacilos (bastonetes), vivem em ambiente com oxigênio (aeróbias) ou sem ele (anaeróbias facultativas), fermentam a glicose produzindo ácidos e gases, possuem cromossomo com duas hélices de DNA e algumas apresentam flagelos que facilitam a movimentação. Resistem ao ambiente ácido do estômago e ao ambiente alcalino, detergente (determinado pelos sais biliares) e rico em enzimas do intestino delgado. Algumas são apenas comensais e outras podem ser extremamente patogênicas como as Salmonellas, as Shigellas, a Edwardsiella, o Citrobacter e a Yersinia. São resistentes a muitos agentes físicos, mas podem ser mortas pelo calor de 54.5 graus centígrados por uma hora ou 60 graus centígrados durante15 minutos. Permanecem viáveis alguns dias na temperatura ambiente ou nas baixas temperaturas e durante semanas no esgoto, alimentos secos, agentes farmacêuticos e material fecal. São bactérias de grande plasticidade genética que permite viverem em vários habitats. Na superfície contêm três antígenos: o somático (O), o flagelar (H) e o capsular (K) que servem para os testes sorológicos para a identificação. Os fatores de resistência situam-se em plasmídeos que passam de uma bactéria a outra, o que, explica a facilidade de resistência dessas bactérias aos antibióticos mais usados nos consultórios, hospitais e na pecuária. Nos países temperados ocorrem mais nos meses quentes e nos trópicos nos meses mais chuvosos, os meses que contêm a letra R no seu nome. Nos humanos, a E. coli é uma das três principais causas de diarréia em todo o mundo, sendo as outras duas o Campylobacter e o Rotavírus. É responsável por mais da metade dos cinco milhões de casos anuais da diarréia dos viajantes, como o Casablanca crud, o Delhi belli, o Turkey trot, o Aztec two-step e, o mais famoso, a vingança de Montezuma. As Escherichias são divididas em cinco variedades capazes de provocar doenças diarreicas por mecanismos diferentes: a- E. coli enterotoxicogênica (ETEC), provoca doença por ação de potentes toxinas que não matam as células da parede intestinal, mas provocam alterações nos seus mecanismos de absorção de água e eletrólitos. Adere firmemente às células facilitando a colonização. É o agente mais comum da chamada diarréia dos viajantes e uma das principais causas de desidratação por diarréia em crianças nos países em desenvolvimento. Os sinais típicos são diarréia líquida explosiva, náuseas, vômitos, dor abdominal, febre baixa (ou sem febre) e que persistem por alguns dias; b- E. coli enteroinvasiva (EIEC), atua, como a Shigella, fixando-se e invadindo as células que revestem o intestino. A clínica é de febre, cólicas abdominais, que podem ser muito fortes, sinais gerais de toxicidade, tenesmo (esforço doloroso para evacuar) e diarréia aquosa e sem sangue, mas, algumas vezes, pode ser sanguinolenta; c- E. coli enteropatogênica (EPEC), não atua por toxinas e nem pela invasão celular. Age fixando-se às células e lesando as microvilosidades responsáveis pela absorção da água e dos eletrólitos. É importante causa de diarréia em crianças dos países em desenvolvimento, principalmente entre os neonatos, os menores de 2 anos de idade e crianças institucionalizadas. A diarréia não se apresenta com sangue, é aquosa, mas tem catarro e, geralmente, não há febre. Pode evoluir para a cronicidade prejudicando o crescimento da criança; d- E.coli enterohemorrágica (EHEC), produtora de toxinas, uma delas semelhante à toxina de Shiga das Shigellas, com grande poder de destruição das células dos mamíferos. É responsável, principalmente o serotipo O157:H7, por uns 20000 casos de colites, muitas vezes hemorrágicas, nos Estados Unidos. A clínica é de diarréia inicialmente aquosa evoluindo, em poucos dias, para sanguinolenta(sangue vivo ou oculto), dor abdominal intensa e, diferentemente da EIEC, a febre não é muito comum. Pode complicar, principalmente em crianças pequenas e nos idosos, com a síndrome hemolítico-urêmica (anemia por destruição das hemácias, queda das plaquetas e insuficiência renal) e e- E. coli enteroagregadora (EaggEC), atua pela adesão às células e produção de toxinas. A clínica é de diarréia com grande perda de líquidos e eletrólitos que leva rapidamente à desidratação, mas os vômitos e o sangue nas fezes não são freqüentes. Geralmente o quadro é prolongado, como acontece com a EPEC, podendo prejudicar o estado nutricional da criança. Excetuando a E. coli enterohemorrágica e algumas E. coli enteropatogênicas, exigem uma grande inoculação de organismos para produzir doenças, o que, explica ser a transmissão pessoa a pessoa menos comum. A ingestão de água ou alimentos contaminados é a maneira mais comum de infecção, principalmente se houver pouco cuidado na manipulação dos alimentos e com o tratamento dos esgotos. Nos Estados Unidos, o consumo de hambúrguer mal cozido é a causa isolada mais freqüente dos surtos das infecções pela E. coli enterohemorrágica, cujo serotipo 0157-H7 também pode ser transmitido pelas fezes de gado vacum, veados e outros ruminantes que podem contaminar alimentos e a água; nos Estados Unidos essa bactéria já foi encontrada contaminando cidras, vegetais crus, salames, iogurtes e a água de locais de recreação. As Escherichias podem provocar outras doenças, como |
06/03/2010 @ 07:44:03
por Valéria
ola bom dia gostaria de saber ...
25/02/2010 @ 08:23:23
por eduardo rodrigues
Boa noite gostaria de saber o ...
23/12/2009 @ 15:58:54
por Bruno Cartaxo
boas,gostaria de saber o preço dumas ...
19/12/2009 @ 23:49:22
por Fernando santos
GOSTARIA DE RCEBER INFORMAÇÕES SOBRE A ...
16/12/2009 @ 14:35:26
por CLAUDIO COSTA