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07 Jan 2010 

A IMPORTANCIA DA COLORAÇÃO

Intensief é um produto especificamente preparado para melhorar a cor vermelha de todos os pássaros, podendo ser misturado com a farinhada com ovos ou farinhada universal, pode ser dissolvida em água morna á 45 graus centígrados e misturado a água de beber, o resultado de Intensief vai aparecer no mínimo em uma semana.
Como usar: Canários.


A quantidade de Intensief a ser usada, depende da intensidade da cor da linhagem do pássaro. Em geral o melhor resultado se obtêm quando misturado a 3 kg de farinhada pronta ou 10 gramas em 1 litro de água morna.(1 colher de chá tem aproximadamente: 3 gramas ), a mistura deve ser dada desde o acasalamento, antes da fêmea colocar o primeiro ovo da temporada normal e mostra que eles estão tomando
Pássaros que possuem boa linhagem genética, pois já são naturalmente coloridos, necessitam da quantidade descrita acima. E aqueles que são de qualidade genética inferior necessitam de 15 gramas para 3 kg de farinhada. A maneira mais econômica de se administrar Intensief é na época do acasalamento.


Muitos criadores preferem, no entanto dar Intensief durante o ano todo. A quantidade gira em torno de 1/7 da dose dada no período do acasalamento.



Canários alimentados com coloração I Muies & Hibrids).

Começar a dar Intensif quando o filhote tiver de 4 a 5 semanas. Intensief deve ser misturada na proporção de 3 gramas por quilo de farinhada ou com água da mesma forma que os canários.


Outros pássaros: Linnets, Goldfincher, Cardinals e outros pássaros que tem possibilidade de perder a cor em cativeiro podem ser beneficiados com Intensief na farinhada ou na água na mesma proporção do canário, relativamente se o pássaro for pequeno.


Precaução: Pássaros tratados com Intensief podem apresentar pontos cor de vermelho, isso é normal e mostra que ele esta tomando Intensief suficiente, fica perigoso quando se ultrapassa a quantidade recomendada. Caso o pássaro apresentar a cor vinho, pare até que o excesso de cor desapareça, após 7 dias pode recomeçar.
06 Jan 2010 

NOMES COMUNS E CIENTIFICOS DE ALGUMAS AVES


NOMES COMUNS E CIENTIFICOS DE ALGUMAS AVES

Avestruz - Struthio camelus
Alcatraz - Morus bassanus
Abutre real - Sarcoraphus papa
Águia pesqueira - Pandion Haliaetus
Águia imperial - Aquila heliaca
Águia careca - Haliaetus leucacephalus
Águia real - Aquila chrysaetus
Açor - Accipiter gentilis
Arara azul e amarela - Ara araraúna

Bico de lacre - Estrilda astrild
Bengalim do Japão - Lonchora striata
Bico de chumbo - Lonchura malabarica
Bufo real - Bubo bubo

Cegonha preta - Ciconia negra
Cegonha branca - Ciconia ciconia
Cegonha oriental - Ciconia boyciana
Cisne mudo - Cygnus olor
Cisne bravo - Cygnus cygnus
Codorniz - Cortuniz cortunix
Cacatua de crista amarela - Cacatua sulphurea
Cacatua branca - Cacatua alba
Cuco - Cuculus canorus
Coruja das torres - Tyto alba
Colibrí cubano - Colibrí coruscans
Capuchinho cabeça branca - Lonchura maja
Capuchinho cabeça negra - Lonchura atricapilla
Cauda de vinagre - Estrilda caerulesceus
Cruza bicos comum - Loxia curvirostra
Chamariz - Serinus serinus
Chapim azul - Parus caeruleus
Cartacho comum - Saxicola torquata
Carriça - Troglodytes Troglodytes
Canário - Serinus canária
Caturra - Nymphicus
Diamante sparrow - Emblema guttata
Diamante de gould - Poephila gouldiae
Diamante mandarim - Poephila guttata
Diamante bichenov - Poephila bichenivii
Diamante phaéton - Rhodospingus cruentus
Diamante bavette - Poephila cincta
Diamante Kittlitz - Erythura trichora
Degolado - Amandina fasciata
Dom fafe - Pyrrhula pyrruhula
Estorninho malhado - Sternus vulgaris
Face laranja - Estrilda melpoda
Face carmesim - Uraeginthus
Flamingo rosa - Phoenicopterus ruber
Flamingo pequeno - Phoeniconais minor
Faisão dourado - Chrysolophus picus
Faisão da Mongólia - Phasianus colchicus
Falcão peregrino - Falco peregrinus
Guarda rios - Alcedo atthis
Gaio - Garrulus glandarius
Ganso cinzento - Anser anser
Ganso marinho dos Andes - Chloephaga melanoptera
Ganso das neves - Anser caerulescens
Ganso domésticos - Anser Cygnoides
Garça pequena - Ixobrychus minutus
Garça real - Ardea cinerea
Gaivota pequena - Larus minutus
Gaivota grande – Larus marinus
Grifo - Gips fulvos
Gavião da Europa - Accipiter nisus
Loris arco íris - Trichoglossus haematodus

Lugre -- Carduelis notatta
Melro preto - Tardus merula
Milhafre real - Milvus milvus
Merganso grande - Mergus merganser
Merganso pequeno - Mergus albellus
Nandu - Rhea americana
Perdiz cinzenta - Perdix perdix
Pavão real - Pavo cristatus
Pombo doméstico - Columba livia
Pombo turcaz - Colomba palumbus
Periquito arco íris - Tricloglossus Haematodus
Periquito almiscarado - Glossopsitta concinna
Periquito dourado - Psitteuteles gloriei
Periquito de bourke - Neophema bourkii
Periquito - Melopsitacus undalatus
Papagaio ecléctico - Eclectus roratus
Papagaio de fronte azul - Amazona aestiva
Pelicano branco - Pelecanus onocrotalus
Pato branco - Tardona tardona
Pato carolino - Aix sponsa
Pato mandarim - Aix galariculata
Pato real - Anas platyrhychos
Pato prateado - Anas versicolor
Pato arlequim - Histrionicus histrionicus
Pica pau malhado pequeno - dendrocopos minor
Poupa - Upupa epops
Pisco de peito ruivo - Erithacus rubecula
Pardal comum - Passer domesticus
Pardal montês - Passer montanus
Pintassilgo - Carduelis Carduelis
Pintarroxo - Carduelis cannabina
Pardal de java - Padda oryzirova
Quebra ossos - Gypaetus barbatus
Rola diamante - Geopelia cuneata
Rola comum - Streptopelia turtur
Rola malhada - Sreptopelia chinensis
Rola escamada - Scardafella squamata
Rabirruivo preto - Phoenicurus ochrurus
Rouxinol comum - Luscinia megarhynchus
Rouxinol do Japão - Leiothrix lutea
Tordo comum - Turdus philomelos
Tentilhão comum - Fringilla coelebs
Verdelhão - Carduelis chloris
06 Jan 2010 

GENETICA


INTRODUÇÃO À GENÉTICA

OS CROMOSSOMAS LOCALIZAM-SE NOS NÚCLEOS DAS CÉLULAS.

CADA ESPÉCIE TEM UM NÚMERO CONSTANTE E CARACTERÍSTICO DE CROMOSSOMAS

O HOMEM TEM 46 CROMOSSOMAS (23 PARES) E O CANÁRIO 18 CROMOSSOMAS

(9 PARES DE MACROCROMOSSOMAS)

DOS QUAIS UM PAR CONSTITUI O PAR DE CROMOSSOMAS SEXUAL, E OS OUTROS OITO PARES OS AUTOSSOMAS.

GENES LIVRES - SÃO OS GENES QUE ESTÃO LOCALIZADOS NOS AUTOSSOMAS

GENES LIGADOS AO SEXO - SÃO OS GENES LOCALIZADOS NOS CROMOSSOMAS SEXUAIS.

GENES LIGADOS - SÃO OS GENES LOCALIZADOS NO MESMO CROMOSSOMA

OS CROMOSSOMAS DE CADA CÉLULA SÃO SEMELHANTES E CORRESPONDENTES DOIS A DOIS -PARES DE CROMOSSOMAS HOMÓLOGOS

CADA GENE OCUPA UMA POSIÇÃO PRECISA NUM CROMOSSOMA – É O SEU LOCUS

NA GENERALIDADE DOS CASOS, CADA CARACTER DEPENDE DE DOIS GENES SITUADOS NO MESMO LOCUS EM CROMOSSOMAS HOMÓLOGOS.

ALELOS – É O PAR DE GENES CORRESPONDENTE AO MESMO CARACTER E SITUADOS NO MESMO LOCUS EM CADA UM DOS CROMOSSOMAS HOMÓLOGOS.

QUANDO OS DOIS GENES QUE DETERMINAM UM CARACTER, SÃO IDENTICOS NOS SEUS RESPECTIVOS CROMOSSOMAS HOMOLÓGOS, O CANÁRIO DIZ-SE HOMOZIGÓTICO OU PURO EM RELAÇÃO A ESSE CARACTER

QUANDO OS DOIS GENES QUE DETERMINAM UM CARACTER, SÃO DIFERENTES NOS SEUS RESPECTIVOS CROMOSSOMAS HOMOLÓGOS, O CANÁRIO DIZ-SE HETEROZIGÓTICO EM RELAÇÃO A ESSE CARACTER

O TERMO HETEROZIGÓTICO ESTÁ ASSOCIADO AO TERMO “PORTADOR DE “.


0S GENES LETAIS

SÃO AQUELES CAPAZES DE PRODUZIR O ABORTO EM EMBRIÕES OU A MORTE DOS INDIVÍDUOS QUE O APRESENTAM. PODEM SER GENES DOMIMANTES OU RECESSIVOS.

EXEMPLO: BRANCO DOMINANTE

POR VEZES ALGUNS GENES LETAIS ESTÃO LOCALIZADOS EM CROMOSSOMAS SEXUAIS, O QUE PODE EXPLICAR QUE ALGUNS CASAIS SÓ TENHAM CRIAS DE UM SEXO OU DE OUTRO.


OS GENES SUBLETAIS

SÃO GENES QUE PRODUZEM MORTALIDADE EM APENAS DETERMINADA PERCENTAGEM DOS INDIVÍDUOS QUE OS APRESENTAM.

EXEMPLO: INTENSO, POUPA E “PELE NEGRA”.
06 Jan 2010 

COMO LAVAR CANARIOS PARA EXPOSIÇÃO


Após diversas solicitações de intervenientes neste fórum, venho esclarecer algumassituações que merecem uma informação adequada, dado que este tema foi tratado deforma ambígua, não sendo de todo esclarecedor.Penso que existe por parte de alguns criadores receio em ensinar aqueles que estão aprincipiar este maravilhoso hobby; será por medo?Quem confia nas suas aptidões e conhecimentos teóricos nada tem a recear.Quanto maior for a divulgação e maiores conhecimentos forem adquiridos, sóbeneficiaremos a Ornitologia além-fronteiras.Os criadores de canários que apostam seriamente nas exposições de maior prestígiopreparam as suas aves com grande antecedência e para isso utilizam o banho nos seus canários com alguma perícia e técnica, utilizando produtos inovadores para tornarem as suas aves mais atraentes na altura dos julgamentos.

Cada vez mais descobrimos novos produtos, pondo de parte o tradicional champôJohnson para bebés, pois muito embora tenha efeitos positivos, não produz o brilhodesejado e, ao mesmo tempo, não evita a acumulação de pó na plumagem aquando do transporte para o local do evento.Como entendo que este fórum serve para elucidar os criadores com a única intenção de contribuir para o melhorar do aspecto exterior das nossas aves, eis a fórmula utilizada pelos campeões de Brancos recessivos e não só:


1- Dez dias antes da exposição procede-se à lavagem dos canários que vão a concurso;

2- Preparar 3 recipientes com água tépida ;

3- No 1º recipiente juntar a 1 litro de água o produto ou produtos indicados na alínea b)do nº 6 ;

4- Com um pincel de barba lavar os canários ;

5- No 2º recipiente juntar a 1 litro de água 5 a 10 ml de vinagre de maçã (produtobiológico) para eliminar os resíduos da lavagem com o produto referenciado no ponto nº3 (o vinagre de maçã tem que ser aquele que no rótulo tem as maçãs inteiras) ;

6- O 3º recipiente, ou seja a nossa terceira lavagem em 1 litro de água tépida, duasmedidas de glicerina para dar o brilho e a luminosidade às penas do canário e realçar a cor.Nota importante:a) Colocar as aves a uma temperatura entre 26º e 30º (processo de secagem)B) Este processo volta a ser efectuado na véspera da entrega das aves na exposição.Produtos a utilizar:-Super White (pó branco)-Briljant (shampoo)


Boa sorte para os futuros campeões, pois, desta forma, estão em pé de igualdade com os maiores em termos de brancura e brilho.
06 Jan 2010 

PINTASSILGOS E MUTAÇOES


Fauna Europeia

O Pintassilgo-Comum “Carduelis Carduelis”- Criação suas Mutações
A taxonomia moderna substituiu o Gênero Pringilla, indicado por Linnaeus (1758), pelo Gênero Carduelis, mais apropriado e específico para uma classificação que hoje identifica o pintassilgo comum. Conhecido popularmente como Pintassilgo Português (Carduelis carduelis), em inglês Goldfinch, em alemão Stieglitz e em francês Chardonneret, é encontrado desde o norte da África, Ilhas Canárias, da Madeira e Açores, passando por toda a Europa até uma parte da Ásia. Existem dois grupos
básicos de Carduelis:

Os Carduelis carduelis e os Carduelis caniceps , e muitas subespécies, por isso notamos a diferença de tamanho e também da presença do preto na máscara e na nuca. Diz-se que quanto mais ao norte, maiores são os pintassilgos.

Dados biomorfométricos forma nominal:

Comprimento médio: 13cm;
Peso: 13-18g:
Bico: 11-16mm;
Asas 73-83mm.

Descrição:

Macho adulto: Bico cinza esbranquiçado, ápice do bico negra que no período reprodutivo tende a ficar branco perolado, perímetro do bico circundado por penas negras (bigode) que juntam na superfície anterior dos olhos, típica máscara vermelha alaranjada que se estende distalmente além da margem posterior do olho, face branca mais ou menos infiltrada de marron, vértice, nuca e lados do pescoço negros, dorso marrons, sobrecauda branca; asas e cauda negro-brilhante; bordas das asas amarelo-ouro típico dos carduelídeos; flancos marron; peito branco infiltrado de marrom; ventre e sobre-cauda brancos; patas marrom-rosado.

A fêmea adulta difere do macho por pequenas particularidades que somente o olho mais esperto consegue observar (pode-se dizer que esta espécie não apresenta um nítido dimorfismo sexual): a cabeça é mais arredondada, a máscara vermelha é mais restrita e não ultrapassa a metade do olho, o negro das asas e da cauda é ligeiramente mais opaco do que o do macho, os ombros (pequenas coberteiras alares) são cinza esverdeado quase negro (esta última particularidade é muito importante para distinguir precocemente o sexo dos novos).

Os jovens participam com os adultos somente as asas e a cauda; o resto da plumagem se apresenta de cor cinza esbranquiçado, manchando de maneira confusa a estrutura marrom enegrecida determinantes para o mimetismo dos próprios.

Subespécies

Existem diversas subespécies de pintassilgos-comuns, classificáveis em dois grandes grupos:

Subespécies de calota negra: fazem parte deste grupo todas as várias subespécies de pintassilgos distribuídos na Europa e África setentrional (Carduelídeos ocidentais). Omito voluntariamente a lista de todas as subespécies descritas (alguns autores assinalam mais de 20!) já que se diferenciam entre si por pequenos detalhes (principalmente tamanho e quantidade de marrom) muito variáveis também no âmbito da população de um território. Em geral, vale a regra segundo a qual partindo do norte da Europa e indo para o sul, a carga do marrom (nos flancos, peito e bochecas) tende a aumentar enquanto o tamanho tende a diminuir. Um clássico exemplo é aquele dado de duas subespécies colocadas nos extremos da classificação: de um lado o Carduelis carduelis tschussi, distribuído no norte da África e na Sicília, caracterizado pelo diminuto tamanho (11 a 11,5cm) e de uma notável carga de feomelanina.

Subespécies de calota cinza: fazem parte deste grupo as "verdadeiras" subespécies do pintassilgo-comum, caracterizadas pela completa ausência da calota negra e distribuídas o Médio Oriente e na Ásia (carduelis orientais). Para ser breve, recordamos apenas o nome científico e a distribuição das três formas mais conhecidas: 1) Carduelis carduelis canicepsou pintassilgo do Himalaia (Himalaia e Ásia centro-meridional); 2)
Carduelis carduelis subulata. (Sibéria meridional, Altai e norte da Mongólia). 3) Carduelis carduelis
paropanisi ou pintassilgo do Turquistão (Afeganistão, Irã, Ásia Central e, China).

Habitat e comportamento na natureza

O pintassilgo - comum é espécie muito adaptável, como demonstra a sua distribuição ao longo das diversas latitudes euro-asiáticas. Habita bosques, jardins e zonas abertas, seja a nível do mar ou em elevadas montanhas.
O casal se forma no final do inverno, início da primavera (Fevereiro -Março), quanto o aumento das horas de luz e a disponibilidade de sementes espontâneas no estado latente facilita a entrada no estro (cio) dos dois sexos.

O macho se apossa primeiramente do território, cantando repetidamente para atingir a fêmea. Quando o casal se forma ele ficará unido até o final da estação reprodutiva.

O primeiro encontro entre os dois sexos (e isto também se observa em cativeiro) é um momento altamente espectacular: o macho com as asas abaixadas e a cauda aberta em leque executa um voltei o de cortejamento (faz a "roda"), acompanhando-a cadenciando-a com características notas metálicas; a fêmea responde com os mesmos movimentos aceitando assim
a corte.

O número de ninhadas num ano varia de duas a três e o período de nidificação vai de Março a Agosto. A fêmea seguida pelo macho como uma sombra, escolhe o local adequado para nidificação. O ninho geralmente fica numa altura não inferior a dois metros. na extremidade de um ramo bem firme e recoberto por vegetação fechada.
Ciprestes, abetos, amendoeiras, eucaliptos, mimosas, oliveiras, mandarins, laranjeiras, vinhedos, heras são as árvores e as plantas preferidas para a nidificação.

O ninho é construído somente pela fêmea e é uma verdadeira obra-prima de habilidade. Do início da incubação até os primeiros 5-7 dias de vida dos pequenos, o macho ocupa-se na defesa do território e na alimentação da fêmea, que abandona o ninho somente para realizar as próprias exigências fisiológicas.

A partir do sétimo dia de vida, o macho toma parte activa na alimentação dos filhotes, levando até o fim a difícil tarefa do "desmame" (a fêmea já começa com o choco seguinte).

Uma vez "desmamados", os jovens juntam-se em bandos mais ou menos numerosos, também junto a outros fringilídeos ( Chamariz - Serinus Serinus, Pintarroxo - Carduelis Cannabina, Tentilhão-Comum -Fringilla Coelebs, Lugre - Carduelis Spinus) na procura de zonas de pasto e de poças de água.

Mutações

Contamos aqui um pouco de cada uma delas:

Pastel - A primeira mutação que surgiu foi a Pastel ou Diluído na Bélgica, em 1989, e é uma mutação sexo-ligada.

Canela - A Canela surgiu através de uma fêmea capturada da natureza nos anos 90 que Paolo acasalou com um macho grande de Pintassilgo (da região do norte da Europa). Na primeira rodada criou dois machos e uma fêmea. Como é uma mutação sexo-ligada, com dois machos portadores de Canela, já obteve a perspectiva de no próximo ano criar a primeira fêmea Canela
nascida em cativeiro. A mutação estava fixada. A característica desta variedade é determinada pela transformação da eumelanina negra na cor
marrom acanelado.

Ágata - A mutação Ágata tem um contraste violento de cor e acho que é a mutação mais bonita dos Pintassilgos. Ela surgiu entre 1993 e 1994 na Itália, também vinda da natureza e também é uma mutação sexo-ligada.

Isabel - Através do acasalamento entre a Ágata e a Canela, em 1995 surgiu a primeira Isabel, de característica sexo-ligada. A mutação Isabel tem a coloração um pouco mais clara que a Canela.

Opalino - No ano de 1998, vinda da natureza, surgiu a segunda mutação recessiva, a Opalino. Como é recessiva, existem inúmeras expectativas na combinação das diferentes mutações com a Opalino, particularmente com a Canela, Ágata e Isabel. A Opalino Ágata e Opalino Isabel deveram mostrarse com referência às novas cores, ou seja, extremamente claras.

Eumo - A mais nova mutação do Pintassilgo Português é a Eumo, recentemente capturada na natureza, e é também uma mutação recessiva, como nos canários, podendo ser combinada com as cores já existentes.

Mutação Albino
Albino - Em 1993 surgiu na Bélgica a primeira mutação recessiva (até então todas eram sexo-ligadas), a Albino, quase toda branca de olhos vermelhos, mantendo o amarelo em parte das voadeiras e a máscara vermelha.

Características da mutação Albino
A máscara é vermelha-alaranjada, estendo-se desde o queixo até atrás dos olhos, e separada por uma risca branca em torno dos mesmos, que são de cor vermelha.
O capuz é branco, a base do bico é cercado com penugem branca tanto no macho como na fêmea e tem a cor de carne.
A garganta é branca, sendo delimitada por manchas amarelas que se estendem por ambos os lados do peito, representando um cogumelo branco que não é muito visível.
O dorso e o uropígio são brancos, a zona ventral é branca, as rectrizes brancas, remiges são brancas com uma banda de amarelo ao meio e tendo a extremidade branca, as pernas são de cor de carne.
O dimorfismo sexual não é muito claro. Em geral o macho tem o bico mais longo um milímetro, e é de maior estatura.

Há diversas variações desde branco misturado até ao muito raro branco imaculado.

A Mutação branco tem as mesmas bases mas os olhos são neste caso pretos.

Mutação Lutino

Lutino - Foi fixada na Alemanha, em 1997, a primeira mutação dominante, a Amarelo Intenso, e é espectacular, pois o Pintassilgo perde uma de suas principais características que é o contraste com o branco. Como é uma mutação dominante, o que é interessante, porque poderemos combinar com a Satinet, Isabel, Ágata, entre outras.

Características da mutação Lutino

A máscara vermelha estende-se desde o queixo até atrás dos olhos separada pelo bege em torno dos mesmos, que são de cor vermelha.

Uma banda amarela estende-se em forma de arco pela cabeça.

As parótidas vão de cor laranja a amarelo, variando em cada individuo.

O bico é cor de carne, a base do bico é cercado de bigodes laranja nos machos, e amarelos nas fêmeas.

O tórax forma um cogumelo amarelo, com contornos alaranjados, zona ventral é amarela, o uropígio é amarelo claro podendo ser branco, variando de acordo com os indivíduos, são quatro, seis ou oito, as manchas brancas sobre o conjunto de rectrizes; as remiges são bege com a ponta branca e tendo a meio uma mancha laranja, formando uma banda nas asas, as pernas são de cor de carne.

O dimorfismo sexual não é muito claro.

Em geral o macho tem o bico mais longo um milímetro, a máscara vermelha é mais ampla do que a das fêmeas, o macho é de maior estatura.

Com o dedo levantando as penas do pescoço e da cabeça, no macho, quando volta á posição inicial, é perfeitamente reconstituído, enquanto que na fêmea deixa "buracos" onde aparecem penas beges.

Mutação Satiné

Satiné - Mais uma mutação sexo-ligada, a Satinet surgiu simultaneamente em três criadouros da Europa, em 1996, porém até o início de 1999 só existiam fêmeas na cor e machos portadores.

Características da mutação Satiné

A máscara é de cor vermelha, estende-se desde o queixo até atrás dos olhos, que são vermelhos.

Uma banda bege estende-se em forma de arco de cada lado da cabeça esepara o occipício das costas.

O capuz é de cor bege a branco, dependendo do exemplar o bico cor decarne.

A base do bico é cercado de penugem bege tanto no macho como na fêmea.

O branco delimita a garganta acima do bege que aparece dos dois lados do peito formando um cogumelo na zona do tórax, uropígio e zona ventral é branca, o rabo é bege com bolas brancas nas pontas, as remiges são bege com branco nas pontas formando a meio uma banda amarela, as pernas são de cor de carne.

O dimorfismo sexual não é muito claro.

Em geral no macho o bico é mais longo um milímetro, a máscara vermelha é mais ampla do que a das fêmeas, o macho é de maior estatura.

Mutação de Garganta Branca

Características da mutação garganta branca.

A máscara é vermelha, esta máscara vermelha estende-se desde o queixo até atrás dos olhos, separados por pelos negros em torno dos mesmos, a máscara porém restringe-se á base do bico a partir de onde se estende uma faixa branca que define a garganta e se estende ás parótidas.

Os olhos são castanhos escuro.

Uma faixa preta estende-se em forma de arco em cada lado da cabeça separando o branco da cabeça do castanho escuro da nuca e costas.

As parótidas vão de camurça a branco, dependendo do exemplar.

O bico é cor de carne, a base do bico encontra-se rodeado de seda preta no macho e cinza na fêmea.

Em termos de cor esta ave assemelha-se muito ás cores do clássico tirando a garganta que é branca
Conclusão

A expectativa é grande e tendo o "Cardenalito" praticamente todas as cores básicas das mutações existentes, poder-se-à fazer entre elas em 10 anos o que foi feito nos canários em 150 anos, e talvez se consiga até descobrir alguma combinação e explicarmos o que ainda hoje é um mistério em relação aos canários.
06 Jan 2010 

FAUNA NO MUNDIAL NACIONAL


Na sequência do anteriormente comunicado, chamo a vossa atenção para o comunicado da FONP  , no site da Federação em http://www.fonp.pt relativo a presença de aves da FAUNA EUROPEIA no MUNDIAL 2010 PARA OS CRIADORES PORTUGUESES, extensivel naturalmente às exposições de 2010 e futuras e ainda à simples detenção e criação destes espécimes.

O seu conteúdo será certamente motivo de regozijo para todos os amantes da Ornitologia Portuguesa, podendo desde já dizer-vos que a Portaria regulamentar foi hoje enviada para publicação no ´Diário da Républica.
 
06 Jan 2010 

GLOSTER APRENDER A CONHECER, HISTORIA DO GLOSTER


A ornitologia é uma atividade fascinante quando você tem por objetivo a busca do melhoramento genético de cada espécie. Alcançar um exemplar perfeito é uma garantia de que você foi meticuloso na formação do plantel e observou todos os detalhes na hora de fazer os acasalamentos. Isto ocorre com todas as raças e espécies de pássaros.


A raça de canário Gloster teve origem na Inglaterra, no Condado de Gloucester, por volta de 1925. Ela surgiu do cruzamento da raça Crested (canário de Porte, portador de topete, com o Border, também de Porte de exuberante forma) e o Harzer (classificado como canário de canto, profundo e cadenciado).


O resultado destes cruzamentos originou um pássaro classificado como canário de Porte, trazendo as características das três raças que o antecederam. Por ter uma diversidade variada de cores, canta com desenvoltura e melodioso, apresenta um charme muito especial, devido ao seu exuberante topete. O Gloster é a raça mais popular de canários de porte do Brasil.


A elegância, talvez seja a principal característica do Gloster. É um pássaro vivaz e robusto de pequeno a médio porte, bem compacto, bastante dócil e excelente criador, com a maior média de filhotes de todos os canários de Porte.


Para concursos, os canários Gloster serão divididos em três classes, (intensos, nevados e fundo branco), que obedecem ainda a seguinte subdivisão: (lipocrômicos, pintados e melânicos), apresentando nove variedades de cores, num total de dezoito tipos de classificação, entre os como topete e sem topete (Regulamento Geral do Campeonato Brasileiro, edição 2000).


Nos acasalamentos devem ser observados detalhes importantes, ou seja, o que pode e o que não pode ser acasalado. Pode-se cruzar pintado x pintado, pintado x melânico, pintado x lipocrômico, lipocrômico x melânico, lipocrômico x lipocrômico e melânico x fundo branco e melânico x melânico.


Não se deve cruzar fundo branco x intenso, intenso x intenso e fundo branco x fundo branco. Também não se deve cruzar dois canários de topete, pois o que garante um bom topete é a cabeça perfeita de um sem topete. A forma arredonda do Gloster, provem do cruzamento de dois canários sem topete, assim é aconselhável cruzar dois canários sem topete, com objetivo de garantir a forma, para após, cruzar com topete, com sem topete.

Portanto, o importante no Gloster não é só a garantia das cores, embora o colorido garanta um visual muito bonito no canaril e nos concursos. O indispensável é persistir nas características técnicas da raça em cada cor. Assim, nesta lógica o criador que tiver sensibilidade, interesse e capricho, se atentar para todos os detalhes da raça, em muito pouco tempo será um campeão e formará um excelente plantel."
Olá
retirei este artigo do tal criadouro Kakapo, vejam e leiam com atenção e vejam as asneiras que este caramelo diz. Bem o artigo já é de 2000 mas se alguem começar hoje a criar gloster e ler este artigo, nunca vai ter Gloster.(lembram-se da foto do gloster dos santos 60) aqui esta um artigo neste sentido.

*História...


Acho interessante voltar a referir a importância da revolução industrial em Inglaterra (a do século xix) como factor decisivo para a evolução das raças de canários neste país. A disponibilidade dos cidadãos comuns aumentou e, com ela, a possibilidade de ocupar o tempo com um hobby favorecia a criação de aves e outros animais de companhia, em que os Ingleses sempre tiveram uma palavra a dizer.

Os amantes dos canários aperfeiçoavam as suas aves, aproveitando novas variações e características para se afirmarem de uma forma, que poderei dizer nacionalista, orgulhando-se da raça oriunda da sua nação. É interessante notar que o nome de algumas raças indica a zona onde apareceram. Por exemplo, os Yorkshire, os Norwich, os Fife Fancy, os Scotch Fancy e o London Fancy.

O Border tem na construção do seu nome oficial um aspecto bastante curioso. Era reclamado pela Escócia como Common Canary, e como Cumberland Fancy pela Inglaterra, onde era criado em Cumberland. Foi pretexto de uma grande polémica, de tal forma que o nome foi levado a votação em 1890, ficando definitivamente como Border Fancy Canary («border» quer dizer fronteira). Em 1891 forma-se o Border Canary Club num encontro em Longhorn.

Penso que primeiramente os Borders seriam seleccionados pelo tamanho. Seriam canários comuns grandes com todas as aptidões dos canários comuns, como o de serem bons reprodutores e robustos. Foram mais tarde cruzados com Norwichs e Yorkshire, começando a tomar forma alguns requisitos do standard: não só a dimensão, que seria “grande” (cerca de 14cm), mas também a plumagem, que teria uma maior densidade e volume. Aqui começa e ser necessária uma selecção mais rigorosa, dando azo à evolução do próprio standard. Em 1901 define-se que, em relação ao poleiro, a sua posição deveria ser entre 45º e 60º. Este modelo persiste até 1930.

Em 1930 há a necessidade de um modelo mais robusto e característico para o Border, mantendo-se a anterior característica, mas alterando a forma do corpo. Este torna-se menos esguio para ser mais compacto, pormenor que seria gradualmente conservado e difundido.

Em 1967, o Border é pensado e idealizado pela densidade de plumagem oval do corpo, distinguindo-se da cabeça redonda sustentada pelo pescoço visível. Dá-se importância à canela, igualmente bem visível.

Em 1988, temos praticamente o Border actual, oficializado pela Border Convention, como um canário de forma compacta, de pena curta e larga, densa, de formas arredondadas, salientando-se a cabeça do corpo pelo pescoço bem definido, a canela bastante marcada. As suas dimensões são criteriosamente definidas como 14,45cm. As asas bem aderentes, a cauda no seguimento do corpo.

Foram dezenas as propostas para um novo standard, foram múltiplas as recriações pelos criadores Ingleses, por fim e após a Border Convention de 1999 propor à COM (Confederation Ornithologique Mondial), o novo standard, como país originário da raça. Este foi analisado e aceite em 2005.Com a evolução activa do standard, tendo em conta os pormenores base do Border, chegamos ao modelo actual, que permite ao amante deste canário estudar e aperfeiçoar todas as novas nuances que fazem do Border Fancy um canário justamente bem afamado.


STANDART BORDER:

1. Corpo e Dorso: De forma geral, o corpo do Border deve ser arredondado, tendo em especial a curvatura dorsal a auxiliar a forma de esfera. Especificamente e no novo standard o dorso será uma continuação da curvatura esférica de todo o corpo. Corpo e dorso são então um só, tendo como objectivo uma bola de penas curtas, apertadas e de plumagem densa.

2. Cor: No Border poderá dizer-se que todas as cores são permitidas, com excepção do vermelho, que se obtém com a administração de corantes. Desde os lipócromos branco e amarelo, aos melânicos cinza, verde e o tão ambicionado castanho. Podemos incluir igualmente os mesclados. A cor deve ser o mais brilhante possível, podendo esse factor ser característico da constituição de uma pena curta e larga sobre uma plumagem muito densa.

3. Posição e movimento: Este item requer que o canário tome uma posição de 60º em relação ao poleiro e igualmente que a cauda se erga 10º igualmente em relação ao poleiro. A ave em trabalho deve apresentar estes dois aspectos. A designação “trabalho” deve-se entender como movimento para uma postura correcta.

4. Cabeça e pescoço: A cabeça deverá ser redonda e proporcional, em conformidade com o corpo, bem distinta e separada deste mesmo corpo. Assim exigir-se-ão duas formas separadas: uma, o corpo; a outra, a cabeça. A sua ligação deverá teoricamente ser feita pelo pescoço, elemento este que actua como ponte entre as duas esferas de dimensões diferentes: corpo e cabeça.

5. As asas: devem aderir ao corpo, terminando juntas no início da parte superior da cauda. Não se devem cruzar, mas sim formar um alinhamento simétrico.

6. Plumagem: deve ser muito compacta e aderente, mesmo nos intensos; deve sustentar de forma harmoniosa toda a cobertura do Border. De preferência deve ser formada por penas largas e curtas podendo deste modo enriquecer a forma esférica do canário.

7. Saúde e condição: O Border deverá estar de completa saúde, com o mínimo de stress suportado, mostrando-se alegre e vivo, sem sujidade, deixando que o observem e mostrando um movimento calmo que revele todas as suas qualidades.

8. Coxas e patas: As garras devem ser grandes com pernas altas permitindo realçar a canela que deverá ser bem visível.

9. Cauda: A cauda deve ser preenchida em baixo por uma continuação da plumagem do corpo que se estende em forma de cunha. Arredondada na extremidade. A sua posição perante o poleiro deverá ascender a 10 º

10. Tamanho: Ao contrário do que se possa pensar o tamanho do Border Fancy não deverá exceder o limite de 15cm nem o limite inferior a 14 cm. Dizem os técnicos que o Border ideal terá 14,45cm de comprimento.



Corpo e dorso-.................................15 Pontos
Cor----------------------------------------15 Pontos
Posição e movimentos-------------15 Pontos
Cabeça e pescoço-------------------10 Pontos
Asas--------------------------------------10 Pontos
Plumagem------------------------------10 Pontos
Saúde e condição--------------------10 Pontos
Coxas e patas--------------------------5 Pontos
Cauda------------------------------------5 Pontos
Tamanho--------------------------------5 Pontos

TOTAL-----------------------------------100 Pontos

Criação

O Border é considerado uma raça robusta e de fácil criação, mas não será despropositado dizer que, embora esse epíteto se encaixe dentro das características do Border, preferiria chamar-lhe semi-robusto.

Quem conhece o Border sabe que a fase de relacionamento entre macho e fêmea é um pouco demorada e que, se optarmos por um macho para duas fêmeas, geralmente só conseguimos 1 postura para cada fêmea ou, na melhor das hipóteses, 3 posturas nas duas fêmeas. No caso de uma fêmea para dois machos, será muito difícil tirar algum resultado.

Devemos no início da época da reprodução conhecer os casais. Há aqueles que não apresentam quaisquer dificuldades no acasalamento, mas outros que demoram mais algum tempo na tarefa da reprodução. Neste caso deve ser administrado junto à água de beber um reforço vitamínico tipo AD3EC para estimular o sentido da procriação. Mal se inicie a postura, deve-se retirar este complemento vitamínico para não dar azo a novo acasalamento enquanto a ninhada ainda necessita de cuidados, evitando perder-se toda a ninhada.

Os princípios de acasalamento são aparentemente fáceis e lógicos: um Border intensivo com outro nevado. No entanto há necessidades de corrigir pormenores, não devendo-se ficar pelo enlace tradicional. Por vezes deve-se por qualquer motivo relacionado com a aproximação ao standard, cruzar um intenso com outro intenso e um nevado com outro nevado. Os frutos desse acasalamento serão, dentro das probabilidades, aves muito intensas de plumagem pouco aderente, no caso de intenso X intenso, e aves com uma plumagem demasiado rala, fina em que a cor fica esbatida e pouco brilhante.

Por vezes destes acasalamentos geram-se aves de elevado interesse, quer como para exposição quer para criação. Podemos ter semi-intensos, filhos de intensos, que apresentem toda uma conjunção de qualidades, como também os “Bons nevados”, filhos de nevados que terão igualmente todas as qualidades para serem expostos.

Lembro que, numa criação, e pelo menos numa apreciação superficial, existem três tipos de canário, correspondendo cada um deles a um «factor»:

O intenso , com plumagem aderente, pouco densa, com a cor de fundo forte que atinge todo o limite da pena. O nevado que é o canário que apresenta uma plumagem muito densa em que o schimmel, ou neve, bordeja as suas penas, não chegando a cor até ao seu limite. O mosaico, um canário em que há dimorfismo sexual, tem uma máscara, o peito manchado, os ombros e a rabadilha. O macho distingue-se pelas cores mais marcadas nestas zonas. É um canário da secção de cor.

O que é um semi-intenso? É uma ave descendente de pais intensos, mas que tende para o nevado. Será como que se o factor nevado se manifestasse no acasalamento de dois intensos, o que em termos de probabilidades será muito menor do que com um casal intenso/nevado. A coloração da pena tenderá para o limite.

O que é um “bom nevado”? Neste caso acontece o inverso. De dois progenitores nevados emerge o factor intenso, que não é muito frequente. Fica uma ave com plumagem menos densa podendo revelar aspectos muito interessantes na sua apresentação em exposições. Haverá tendência a que se verifique um certo schimmel muito subtil.

As vantagens de se conhecerem os descendentes devem-se ter sempre em conta para uma boa selecção.
Uma árvore genealógica o mais extensa possível poderá ajudar a prever os resultados dos novos exemplares. No entanto, teremos que ter em conta que jogamos com probabilidades e que, para além dos resultados eventualmente previstos, até podem surgir novos factores de interesse.

Foto de intenso http://img37.imageshack.us/img37/5858/intenso02.th.jpg

Foto de nevado http://img340.imageshack.us/img340/9122/nevada01.th.jpg

Por vezes e no inicio da preparação de um bom plantel de Borders, costumo escolher aves que me pareçam completamente distintas. Assim com o decorrer do tempo terei bases para me encaminhar para um ideal, o meu ideal de Border.

À costumeira expressão de que os defeitos se revelam em detrimento das qualidades, acho, muito sinceramente, que é pura casualidade. Acredito, sim, que, se por exemplo uma ave com uma cabeça menos redonda embora todo o resto condiga com o desejado, logicamente não a irei cruzar com outra que tenha igualmente a cabeça menos redonda. Aí, sim, dois defeitos iguais juntos têm probabilidades de se revelarem nos descendentes.

Uma das coisas que me fascina na canaricultura é a surpresa. Existe uma grande vontade em perceber e dominar a Natureza, de a substituir pela nossa mão. Mas tudo não passa de suposições.

Que canaricultor não ficou admirado ao ver uma ninhada de pais sem grande valor, aquele casal que tinha ficado de lado, tirar campeões?

O Border reserva muitas surpresas, não mais do qualquer outra raça, mas de forma diferente. Com um porte calmo e dócil, com uma sumptuosidade magnífica.

É bom deixar os Border criarem ano após ano, analisar geração em geração, tentar que no nosso canaril vão ficando os indivíduos que, organizadamente e com paciência nos permitirão obter os melhores resultados. Aconselho vivamente a participação em exposições e mostras de aves, para os exemplares serem observadas pelos peritos que são os juízes de ornitófilia
06 Jan 2010 

HIBRIDAÇÃO E MUTAÇÕES


A HIBRIDAÇÃO Na linguagem quotidiana dos criadores de aves em geral, todos conhecem o conceito da hibridação como o cruzamento de duas espécies de géneros distintos, assim como o conceito de híbridos, que corresponde ao exemplar nascido do dito cruzamento. E evidente que forma parte do mundo da genética como tal, na sua vertente de transmissão de caracteres. Na obstante, a árdua tarefa que supõe a investigação dos ditos cruzamentos, probas de trabalho e anos que implicam de forma especifica o sue conteúdo e conceito de hibridologia como essa parte da genética que estuda o cruzamento das espécies e géneros, a transmissão dos caracteres (mutações) entre eles e seus comportamentos. Nos criadores dispomos de dois métodos fundamentais para melhorar as nossas aves: um é a selecção e o outro, a hibridação. A selecção consiste em eleger do nosso plantel as aves que reúnem as melhores condições para o fim que pretendemos. Exemplo: das mutações já conseguidas através da selecção tentamos chegar ao canário negro; as mutações que utilizaríamos para este fim podiam ser o cobalto, o ónix, o negro bruno, aves com a máxima oxidação e pele bem negra etc. Com a selecção o homem conseguiu resultados interessantes, um deles e o canário de postura, surgido de varias selecções ao longo dos anos. Com a hibridação, passa-se o contrario, não nos limitamos só em eleger entre as aves que temos mas também em procurar novos tipos que se reprodução com caracteres diferentes, mediante o cruzamento entre distintas espécies de diferentes caracteres e géneros, como seria o caso do canário, do género serinos, e cardinalito do género carduelis. Pela hibridação podemos juntar num numa só ave vários caracteres ou mutações. A hibridação é o cruzamento de duas espécies ou géneros diferentes. Para mim a hibridação e um trabalho que efectuo com o objectivo de conseguir passar mutações de uma espécie para outra e obter novas raças e espécies. A minha teoria sobre este ponto de vista, e o seguinte: sempre que se cruzam varias espécies ou genes distintos e seus híbridos se possam reproduzir entre si, o choque genético que se produz gerara um novo acoplamento de seus genes, que se transmitiram de geração em geração, o resultado deste conjunto de acoplamentos é de tal forma que uma vês fixadas as características, a ave, que era heterozigoto, se á transformado em homozigoto, criando assim uma nova raça ou espécie. Um híbrido é um heterozigoto, um F1 nascido de pais de diferentes espécies ou géneros distintos, homozigotos cada um na sua espécie, que se cruzam para conseguir novas raças ou simplesmente para passar certos caracteres de uma espécie a outra, fazendo dos seus filhos portadores dos ditos caracteres, com respeito a sua espécie homozigotica, para ele os caracteres transmitidos são ligados ao sexo recessivos o ou caracyeres de herança recessiva autosonica. Exemplo: cardinalito portador de Isabel, canário normal portador de cobalto e ónix. Há casos em que o portador só pode viver em estado heterozigose, chamado de híbrido permanente. Como tal o cruzamento com outras aves, tem que realizar-se assim, em heterozigose. A estes híbridos não ocorre o mesmo que a outra ave de espécie normal, que vive em estado homozigoto, (pintassilgo, canário branco semi-dominante, portador de amarelo), pois este é eliminado pelos genes letais que tem em seu genotipo. Falar de heterocigoto, portador ou F1 e falar de híbridos, já que em essência, são aves que bem por mutação, manipulação ou hibridação, não tendo a mesma concepção genética em seu par decromosomas que os da espécie a que pertencem. É importante estabelecer uma diferença entre o híbrido que dentro de si leva para transmitir um carácter diferente á sua espécie, também chamado de monohibrido ou portador do carácter. Exemplo: cardinalito normal x cardinalito Isabel. O híbrido que obtemos é um monohibrido ou prtador de Isabel. Que diferenciaremos dum híbrido obtido pelo cruzamento de duas espécies distintas, com o qual pretendemos obter uma nova espécie ou raça. Como podem observar nesta altura temos cinco nomes para dizer o mesmo. Ou seja uma ave que no seu par de cromosomas tem um gene diferente do da sua espécie. A alteração do nome tem a ver com o estudo (fim) que iremos realizar nesse momento. Em segundo caso, a única coisa que muda é que com este cruzamento, não pretendemos passar nenhum carácter, mas sim cruzar duas espécies ou géneros distintos para obter uma nova raça ou espécie. Não pretendemos apurar nenhum carácter em particular, o que nos interessa é o resultado da mistura acoplada destas duas espécies ou géneros homozigotas que se cruzaram. Exemplo: macho cardinalito da Venezuela x fêmea xanthogastra. Os híbridos que obtivermos tem 50% de cardinalito e 50% de xanthogastra. Ou seja todas estas aves F1 portadoras de um carácter são monohibridas da sua raça ou espécie em estado heterozigoto, já que possuem um carácter que não tem a sua espécie homozigota. Ainda que o nome de híbrido se aplique ao cruzamento de duas espécies ou géneros diferentes, também é híbrido o individuo que tem um ou mais caracteres diferentes da sua espécie, por norma é aplicado ao cruzamento de duas aves, incluso mestiços, sempre que algum deles é possuidor de um carácter e então seria também híbrido com respeito a esse carácter. Exemplo: verdilhão da china silvestre x verdilhão europeu Isabel: as crias serão mestiços, pois é um cruzamento de duas raças da mesma espécie, cujas crias são férteis machos e fêmeas; híbrido com respeito ao carácter isabel e monohibrido por ser um híbrido que só transmite um carácter extra na espécie; portador porque assim designamos os heterozigotos por terem um carácter ou gene distinto ao da sua espécie. Para que compreendam melhor é como se quisemos entrar em casa e cada entrada tem um nome diferente, (F1, híbrido, portador e monohibrido), mas o resultado será sempre o mesmo entrar em casa. Assim como o nosso resultado é uma ave que em seus cromosomas tem um gene distinto do outro e portanto não são homozigotos na sua espécie. Sempre que cruzamos um monohibrido (portador, heterozigoto) de carácter dominante com um recessivo puro, o fenotipo de todas as suas crias da primeira geração será 50% de fenotipo dominante e 50% de carácter recessivo. Exemplo: canário amarelo, monohibrido do carácter branco recessivo x branco recessivo, homozigoto. Obteremos 50% de canários amarelos e 50% de canários brancos recessivos. Dihibrido é uma ave que dentro da si tem dois caracteres para transmitir á sua descendência. Exemplo: canário portador de ónix e cobalto. Estes caracteres ónix e cobalto podem ser transmitidos a sua descendência, cruzando dois portadores, e ao unirem-se os dois genes que regem cada carácter, obtínhamos crias ónix, crias cobalto e crias ónix-cobalto. Contudo, no dihibrido de duas espécies diferentes não ocorre o mesmo e para melhor compreenderem menciono duas espécies distintas, cardinalito x negrito da bolívia. As ordens do cardinalito seria "gerar um cardinalito" a ordem do negrito seria "gerar um negrito". Ou seja que estes genes contraditórios tenham um choque genético que devem juntar-se novamente para formar um novo individuo, que dará origem a um novo fenotipo e a uma nova raça ou espécie. Temos ainda os trihibridos e polihibridos são aquelas aves que dentro de si mesmo tem três, quatro ou mais caracteres para transmitir a sua descendência, contudo trihibridos e polihibridos de espécies como as que falamos anteriormente, são aquelas que se cruzam varias espécies com a finalidade de se conseguir uma nova raça ou espécie. Por exemplo: cardinalito x negrito e com um xanthogastra, para obter dos três cruzamentos um cardinalito negro ou uma raça ou espécie nova. Segundo alguns critérios ao transmitirmos um, dois ou três caracteres estamos a transmitir um, dois ou três genes se o carácter e homozigoto e pode ocurrer dentro da mesma espécie ou de uma espécie para outra. Exemplo: dentro da mesma espécie, canário normal portador ou monohibrido de ónix, canário normal portador ou dihibrido de ónix e cobalto e canário normal portador ou trihibrido de ónix, cobalto e refracção azul. Passar de uma espécie a outra distinta, por exemplo o carácter ou mutação Isabel do cardinalito da venezuela ao negrito da bolívia ou o branco semi-dominante do canário ao verdelhão (serinos serinos), criando a raça de verdilhão gris. Quando falamos de cruzar dois três ou quartro espécies diferentes, sem caracteres de nenhuma classe, se não a homozigosis da mesma espécie, estamos a falar de cruzar milhares de genes, para criar uma raça ou espécie nova. Aqui te deixo uma serie de cruzamentos retirados de um artigo de um especialista espanhol e gentilmente traduzidos pelo Ivo: -Negrito de Bolívia (Carduelis atrata) x Cardenalito de Venezuela (carduelis cucullata) ou vice-versa; híbridos férteis, machos e fêmeas, a 100%. -Negrito de Bolívia x Xanthogastra ou vice-versa; híbridos férteis machos e fêmeas a 100%. -Negrito de Bolívia x Cabecita negra (Carduelis magallanicus) ou vice-versa; são férteis machos a 100% e fêmeas a 90%. -Negrito de Bolívia x Cabecita negra de peito negro (Carduelis notata) ou vice-versa; são férteis os machos, as fêmeas não são, ou a fertilidade é muito baixa. -Negrito de Bolívia x Lugre (Carduelis spinus); machos férteis, fêmeas a 50%. -Negrito de Bolívia x Canário (Serinus canaria); machos quase totalmente estéreis, não chegam a 10%, fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Pintassilgo (Carduelis carduelis); machos e fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Chamariz (Serinus serinus); machos e fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Verdilhão serrano (Carduelis citrinella); machos e fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Verdilhão comum (Carduelis Chloris); machos e fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Chamariz de frente vermelha (Serinus pusillus); machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Cabecita negra ou vice-versa; machos férteis a 90% e fêmeas férteis a 80%. -Cardenalito de Venezuela x Xanthogastra ou vice-versa; machos férteis a 100% e fêmeas férteis a 90%. -Cardenalito de Venezuela x Pardillo comun (Carduelis cannabina); machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Lugre; machos férteis e fêmeas de escassa fertilidade. -Cardenalito de Venezuela x Canário; machos férteis a 50% e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Chamariz ou vice-versa; machos férteis a 50% e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Alario (Serinus alario) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Pintassilgo; machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Verdilhão; machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Dom-Fafe comun (Pyrrhula Pyrrhula); machos e fêmeas estéreis. -Cabecita negra x Lugre ou vice-versa; machos e fêmeas com escassa fertilidade. -Cabecita negra x Verdilhão de cabeça negra (Carduelis ambigua); machos e fêmeas estéreis. -Cabecita negra x Canário; machos de escassa fertilidade e fêmeas estéreis. -Cabecita negra x Cabecita de peito negro ou vice-versa; machos e fêmeas férteis a 100%. -Canário x Xanthogastra ou vice-versa; machos férteis a 50% e fêmeas estéreis. -Canário x Negrito de Bolívia ou vice-versa; machos férteis a 8%, fêmeas estéreis. -Canário x Cabecita negra; machos férteis a 20% e fêmeas estéreis. -Canário x Cabecita negra de peito negro; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Chamariz ou vice-versa; machos férteis a 100% e fêmeas férteis a 10%. -Canário x Lugre ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Pintassilgo ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Pardal; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Verdilhão ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Canário de Moçambique (Serinus mozambicus) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Cantor de África (Serinus leucopygius) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Chamariz de frente vermelha ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Alario ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário doméstico x Canio silvestre ou vice-versa; machos e fêmeas férteis. -Canário x Pinzón comum (Fringilla coelebs) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Pinzón real (Fringilla montifringilla) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Pinzón azul (Fringilla teydea) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Verdilhão azul (Passerina cianea) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Brasita de fuego (Coryphospingus cucullatus) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Dom-Fafe comum ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Dom-Fafe Mexicano (Carpodacus mexicanus) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Lugre ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Cabecita de peito negro ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Cabecita negra ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Dom-fafe comum ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Verdilhão ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Verdilhão del Himalaya (Carduelis spinoides); machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Canário de Moçambique; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Dom-Fafe mejicano; machos e fêmeas estéreis. -Pardillo comun x Pardillo sicerín (Carduelis flammea) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pardal comum x Pintassilgo; machos e fêmeas estéreis. -Pardal comum x Verdilhão; machos e fêmeas estéreis. -Pardal comum x Chamariz; machos e fêmeas estéreis. -Pardal comum x Negrito de Bolívia; machos e fêmeas estéreis. 


* experiências sobre hibridação. Cruzando um Serinus serinus COM FEMEA DE CANARIO ISABELINO ACETINADO, ele obteve machos F1 de cor verde, bem como femeas F1 ifualmente verdes. Os machos têm se apresentado fértis. Cruzando um macho F1 com uma femea de canario isabelino acetinado, obteve machos e femeas R1 verdes, marrons e acetinados; entre os R1, algumas fémeas são fecundas. Cruzando macho F1 x fémea se serino, obteve machos e fémeas R1 todos verdes. Os hibridos R1 saidos de canarios são bem mais corpulentos que os hibridos R1 saidos de serino. Entre os R1 não há ágatas ou isabelinos de olhos negros, e os acetinados obtidos apresentam leves estrias beges; são isabelinos acetinados.
Esses dados mostram que as espécies de canário e serino são vizinhas. Mostram tambem que o fator acetinado é um alelo do fator RB do canario isabelino. Para o macho F1 escreve-se n+rb+n rbs o que explica o aparecimento em R1 de hibridos verdes (n+rb+), marrons (n rb+), isabelino acetinado (n rbs) e se pode esperar ágatas acetinados (n=rbs) de olhos avermelhados e sem melanina aparente. A diferença de tamanho entre os R1 obtidos de canario e os R1 saidos de serino mostra que o tamanho faz intervir numerosos genes cujos efeitos se juntam. Cruzando-se hibridos R1, verdes, marrons ou isabelino acetinados, com R1- serino e serinos puros pode-se consseguir variedades novas de serinos: serino canela, isabelino acetinado e agata acetinado. Partindo-se do cruzamento serino X canario ágata de olhos negros, pode-se chegar aos serinos ágatas de olhos negros. ~


* HIBRIDAÇÃO E AS SUAS CONSEQÜÊNCIAS
Maurice Pomarède – França
Revista Pássaros Ano 7-nro 35/2002
Anuário técnico Oficial 4C
Arquivo editado em 25 Maio 2003


DEFINIÇÕES

A hibridação consiste no cruzamento de aves diferentes. Os híbridos são o resultado desse cruzamento. Pode-se distinguir:

HÍBRIDOS INTER-ESPECÍFICOS: Seus pais pertencem a espécies diferentes. Por exemplo, pintassilgo x canário. Na natureza esses pássaros não se cruzam entre si, porém em cativeiro esse acasalamento é possível.
Estes híbridos são freqüentemente chamados de mulas, por analogia do acasalamento jumento e égua.

HÍBRIDOS INTRA-ESPECÍFICOS: Seus pais pertencem à mesma espécie. Por exemplo, canário border x canário de cor. Os canários border e os de cor pertencem a duas raças diferentes. Os híbridos são chamados de mestiços. Enquanto as mulas são freqüentemente estéreis, os mestiços são geralmente férteis.

HÍBRIDOS MENDELIANOS: Seus pais pertencem a uma mesma espécie, porém eles também são de raça pura. Uma ave é de raça pura quando vem de uma linhagem onde todos são semelhantes. Mendel descobriu as leis de hereditariedade através de cruzamentos de pais de raça pura, depois seus descendentes.
Em genética os indivíduos de primeira geração formam os F1 que, cruzando-se entre si, resultam em uma segunda geração os F2. Acasalando-se um híbrido F1 com seu pai ou sua mãe obtém-se um R1; na utilização de um indivíduo F2, obtém-se um R2.

PARTICULARIDADES DOS HÍBRIDOS
SEMELHANÇA DOS HÍBRIDOS Os híbridos inter-especifícios por terem a mesma origem são geralmente parecidos. Dessa forma, quando se cruza um pintassilgo (Carduelis carduelis) com um canário verde (muito próximo do canário silvestre), os pássaros obtidos são muito parecidos de aspecto, são de cor escura, com forma intermediária entre aquela do pintassilgo e a do canário, o bico é ponteagudo, como aquele do pintassilgo e apresentam máscara vermelha alaranjada, comparável aquela do pintassilgo, porém menos colorida e clara. Isto ocorre porque as espécies silvestres devem seu aspecto (ou fenótipo) aos genes dominantes, que são os mesmos para todos os pintassilgos. Todos os canários silvestres têm também em comum seus genes dominantes. Freqüentemente as aves silvestres são puras para seus caracteres principais; em outras palavras, os dois genes correspondentes ao mesmo caracter são idênticos.
Conseqüentemente os híbridos pintassilgo português x canário verde são comparáveis aos híbridos mendelianos e são parecidos. Porém ocorrem exceções. Por exemplo híbridos F1 de pintassilgo português x canário podem não ter a máscara vermelha alaranjada, Machos híbridos pintassilgo (Carduelis cannabina) canário verde podem não ter o peito cor de rosa.
Estas exceções são devidas aos pais não serem puros. A ausência da máscara num híbrido F1 de pintassilgo português x canário verde pode ser explicada da seguinte maneira: a máscara do pintassilgo português é devida provavelmente a um gene dominante que inibe o depósito de melanina, o que explica a cor branca e torna possível o depósito de carotenóide vermelho. Se o fator inibidor está presente em dobro (duplo exemplar), todos os híbridos e todos apresentarão máscara. Porém se o fator inibidor existe somente em um único exemplar, terá apenas a metade de híbridos F1 que a receberão, ficando os outros híbridos sem máscara.
Esta hipótese parece correta. Realmente constata-se que os híbridos F1 sem máscara são sempre fêmeas. Isto se explica admitindo-se que o fator inibidor dominante está ligado ao sexo. Conseqüentemente um macho pintassilgo português heterozigoto poderá dar fêmeas F1 normais e fêmeas F1 sem máscara. Pelo contrário, com uma fêmea pintassilgo português obter-se-á sempre híbridos F1 com máscara. Com o Diamente de Gould tem-se um caso parecido: a máscara vermelha é devida a um fator dominante inibidor da melanina, o que permite o depósito do carotenóide vermelho; um dominante macho com máscara vermelha, porém heterozigoto, dá fêmeas que tanta podem ser com máscara vermelha como sem máscara (portanto, com máscara negra). Com uma fêmea de diamante com máscara vermelha tem-se os 100% de diamantes F1 com máscara vermelha.
Os híbridos F1 de pintassilgo português x canário, que têm peito verde-musgo, podem tembém serem explicados admitindo-se que no pintassilgo existe um fator inibidor-dominante que limitaria o depósito de melanina no peito. Se o pintassilgo macho é heterezigoto para este fator, alguns híbridos F1 não receberão o fator inibidor; seu peito então será verde como no canário verde.
Cada vez que um criador obtém um híbrido excepcional, seus pais devem ser conservados. Esses pais permitirão continuar a hibridação ou, ainda, servirão para obter-se raças que darão rapidamente novas mutações.

HEREDITARIEDADE LIGADA AO SEXO Os caracteres ligados ao sexo presentes no pai podem apresentar-se nas fêmeas híbridas F1. Desta forma, cruzando-se canário acetinado macho x f?emea pintassilgo português, obtêm-se fêmeas normais e fêmeas F1 acetinadas (em outras palavras, sem melanina negra e com olhos vermelhos).
Com um canário isabelino pastel macho, pode-se obter fêmeas F1 isabelino pastel. Os caracteres marfim, canela, ágata, isabelino, acetinado e pastel são ligados ao sexo no canário: podem passar juntos ou separadamente para fêmeas híbridas.

ESTERILIDADES DOS HÍBRIDOS Um híbrido F1 recebe a metade de seus cromossomas de seu pai e outra metade de sua mãe. Para que ele seja fértil é indispensável que seus cromossomas possam formar pares. Senão a formação das células reprodutivas não ocorreriam. Conseqüentemente tem-se fêmea F1 que não põe ou macho F1 que não consegue fecundar (daí os ovos claros).
Se os cromossomas recebidos pelo híbrido F1 são pouco diferentes, o híbrido pode ser fértil.
Quando se acasala duas aves de espécies diferentes, a fertilidade fica proporcional a quanto mais vizinhas forem essas espécies:

-Mesma espécie: 100% de fertilidade dos híbridos;
-Espécies vizinhas: alguns híbridos são férteis;
-Espécies muito vizinhas: machos férteis; fêmeas estéreis;
-Espécies bastante vizinhas: machos férteis, todas fêmeas estéreis;
-Espécies pouco vizinhas: alguns machos férteis, todas fêmeas estéreis.
-Espécies bem diferentes: todos os híbridos são estéreis.

As espécies muito vizinhas seriam as pertencentes ao mesmo gênero (exemplo: Serino Serinus serinus e canário) e as espécies muito diferentes pertenceriam a famílias diferentes )exemplo: Pontífice índigo Passerina cyanea x canário).
Com relação ao canário, alguns híbridos férteis foram conseguidos pelo acasalamento com pássaros do gênero Serinus e Carduelis (spinus, chloris). A fertilidade dos híbridos é muito importante para conhecer-se o grau de parentesco entre duas espécies. Quanto mais aparecem híbridos férteis, mais os cromossomos são semelhantes e mais o parentesco é importante.

TAMANHO E COR DO HÍBRIDOS O tamanho dos híbridos é geralmente intermediário entre os tamanhos dos pais. Isto é decorrência de que o tamanho é comandado por numerosos genes cujas ações se completam (co-dominância). Portanto, é possível que uns híbridos sejam maiores que seus pais, isto ocorre geralmente nos híbridos inter-raciais (híbridos intra-específicos) e este fenômeno é denominado heterosis. Pode ser explicado admitindo-se que teve aquisição de novos genes para os híbridos. Esta aquisição decorre freqüentemente como conseqüência de uma inversão cromossômica, isto é, da presença de um fragmento de cromossomo onde os genes são alinhados em posição inversa da normal. No híbrido, por aí ter acúmulo da porção normal acarretar um aumento de tamanho.
A cor dos híbridos F1 é geralmente menos viva e menos delimitada que a dos pais. A máscara do híbrido F1 de pintassilgo português x canário é menos vermelha e menos clara que no pintassilgo; o híbrido F1 de pintassilgo da Venezuela (Carduelis cucullata) x canário tem menos vermelho que o pintassilgo. Isto ocorre porque a cor vermelha e sua localização dependem de vários genes que são passados todos para os híbridos. A presença de uma cor depende freqüentemente de uma série de reações químicas, e a sua situação na plumagem depende de fatores de localização.

LEIS DE MENDEL E HIBRIDAÇÃO Aves de espécies diferentes podem ter os mesmos genes (fator pastel, fator marfim, fator ino – por exemplo), porém estes genes podem ocupar posições diferentes sobre os cromossomos. Conseqüentemente duas aves de plumagem pastel (melaninas diluídas) terão ainda o fator pastel, porém os genes correspondentes não serão alelos. Ora, as leis de Mendel dizem respeito a genes alelos.
Acontece que as proporções dadas pelas leis de Mendel (por exemplo ¼, ½, ¼ em F2) não se observam no caso de híbridos F1; os tipos novos são muito menos freqüentes que os previstos. Isto permite compreender porque na hibridação pintassilgo português x canário aparecem muito poucas fêmeas sem máscaras em vez de 50% e também porque os machos férteis quase não ocorrem, quando deveriam ser em torno de 50%. Uma ave macho possui dois cromossomos X, um provindo do seu pai e outro de sua mãe. No caso dos machos F1 pintassilgo x canário, os dois cromossomos X não são muito diferentes e isto explica porque estes machos podem ser férteis. Porém um outro fenômeno intervém; no macho um dos X fica em repouso e forma um corpúsculo, o corpúsculo de Barr. Um macho F1, cujo X ativo provém do canário, seria fértil com uma fêmea canário. Embora que estatisticamente 50% de machos F1 devem seu X ativo ao canário, entre eles muitos poucos são férteis. Um macho F1 estéril pode tornar-se fértil ao fim de alguns anos e o inverso é possível; pode-se pensar que o X ativo não é sempre o mesmo.

CONSEQÜÊNCIAS O estudo de híbridos apresenta um grande interesse científico. Ele permite saber se duas espécies são aparentadas ou não. Ele permite também saber como são colocados no lugar alguns caracteres como o topete ou a cor vermelha.
Os híbridos férteis permitem obter raças novas. Isto é muito fácil no caso de caracteres ligados ao sexo; assim a mutação lutino (ausência de melaninas) do diamante de Kittlitz (Erythrura trlchroa) pode ser transmitido ao diamante da Nouméia (Eruthtuta pslttacea). Assim pode-se passar as mutações isabelino e acetinado do canário para o serino. No caso de mutalções não ligadas ao sexo são necessárias duas gerações, a segunda proveniente de um <<back-cross>> (R1). Umas mudanças de genes foram realizadas de psitacídeos dos gêneros Euphema, Psittacula ou entre agapornis.
A hibridação favorece as mutações <<sacudindo a hereditariedade>>. Quando os cromossomos são diferentes, eles têm tendências a se fragmentar. Conseqüentemente os híbridos podem ter, mais ou memos, fragmentos de cromossomos. Isto pode ser a origem de novos caracteres. O canário de fator vermelho provem da hibridação do pintassilgo da Venezuela x canário, e provavelmente o canário mosaico tenha mascido de uma hibridação entre um silvestre (pintassilgo português? Verdilhão Carduelis chloris?) x canário branco dominante, ou ainda pintassilgo da Venezuela x canário branco dominante.
Mesmo estéreis, os híbridos são muito interessantes pela sua beleza. Algumas hibridações são muito raras porque são difíceis de se obter são o caso da hibridação agapornis x periquito ondulado. Três casos foram mencionados, um em 1890, com Agapornis cana, o segundo em 1910, com Agapornis personata nigrigenis e o terceiro em 1985, com Agapornis roseicollis. A hibridação é uma arte difícil. Não é fácil provocar a atração sexual entre duas aves que não se acasalam na natureza. É indispensável que a hibridação seja encorajada e recompensada nos concursos.
04 Out 2009 

várias espécies de aves para apressiarem





15 Jul 2009 

ESPÉCIES DE TECELÕES

AINDA EM CONSTRUÇÃO

Ploceus luteolus



PLOCEUS COCULLATUS




PLOCEUS INTERMEDIUM


File:Ploceus cucullatus 040216 1rw.jpg

Ploceus castaneiceps


PLOCEUS BUBAUREUS


PLUCEUS SUBAUREUS




PLUCEUS RUBIGINOSUS

Chestnut Weaver (Ploceus rubiginosus) - Wiki; Image ONLY


Ploceus philippinus


Ploceus manyar manyar   - Female
Streaked Weaver

Ploceus manyar


Ploceus aurentius

Male orange weaver (Ploceus aurentius) on a papyrus stalk


baglafecht FEMEA
 

And this is the female Baglafecht Weaver, identified by her extensively dark crown and face. So, here’s something that’s been bothering me. What in the world does “baglafecht” mean? Mad props to anyone who knows or can find the answer!


08 Abr 2009 

Criação de pintassilgo major

Criação de Pintassilgos major
        Estas aves são aves cuja alimentação difere dos canários. São aves que pertencem à fauna europeia, sensivelmente maiores do que os pintassilgos comuns – 15, 15,5cm e que dispõe de uma variedade genética, que implica algumas mutações. Assim quando se
pretende acasalar estas aves dever-se-á ter em conta diversos factores, nomeadamente a sua mutação.
        Para tal é crucial conhecer bem as diferentes mutações do pintassilgo major, bem como conhecer o seu genótipo e saber qual o resultado dos diversos cruzamentos entre si. É importante realçar que os cruzamentos deverão ser efectuados entre pintassilgos major e nunca pintassilgo major com pintassilgo comum.
        Assim a título de exemplo sabemos que se juntarmos um pintassilgo major pastel com um pintassilgo major ancestral, e uma vez que a mutação pastel é ligada ao sexo, o resultado será 50% de machos portadores de pastel e 50% de fêmeas pastel. É deveras importante conhecer as leis de Mendel para que se possa trabalhar estas aves.
        Uma vez escolhidos os casais o macho deve, a partir do mês de Janeiro, estar na gaiola, a qual se dará a criação. Finais de Janeiro junta-se a fêmea. Exalto que as melhores gaiolas de criação possuem 1 m de comprimento * 1,5m de fundo * 2 m de altura. Estas voadeiras são as utilizadas na Bélgica permitindo resultados óptimos. Contudo voadeiras com 1m de comprimento * 50 fundo * 50 de altura, também permitem bons resultados na criação. Contudo a atenção por parte do criador deverá ser redobrada em relação ao macho, justamente pela sua necessidade de território, que poderá vir influenciar a fêmea no choco e arrasar os ovos no ninho.             Existem duas formas para contornar esta situação, a saber: Ou se retira o macho, no caso das voadeiras com 1m de compriment  * 50 fundo * 50 de altura e se coloca o mesmo dentro de uma outra gaiola pendurada do lado de fora da voadeira. Ou então faz-se como os criadores belgas que colocam o macho dentro de uma gaiola menor, que por sua vez está dentro das voadeiras com 1 m de comprimento * 1,5m de fundo * 2 m de altura, permitindo que a fêmea não seja importunada pela agressividade do macho e ao mesmo tempo posteriormente aquando da saída dos pequenos pássaros, este alimentá-los automaticamente.
        Uma vez os casais distribuídos pelas respectivas áreas de criação é tempo de preparálos, nomeadamente prevenir a coccosidiose e fornecer vitamina para os tornar mais fértis, aliás complemento que existe em grande variedade nas lojas de animais.
        Concomitantemente deverá ser preparado o ninho – condição fulcral – sendo que este deverá ser colocado em sítio alto, o qual deverá ser revestido por folhas ou plástico que venham dar um ambiente natural, pois não nos podemos esquecer o passado ancestral destas aves.
        O mesmo deverá ser colocado nos finais de Março princípios de Abril A fêmea demora 13 a 15 dias a incubar os ovos sendo que depois saem os novos passarinhos. Para os pintassilgos major é possível fazer-se 3 criações por ano.
        Por fim, sendo que será matéria para um outro artigo, a alimentação destas aves na fase de criação deverá ter pressupostos específicos, os quais abordarei num outro artigo.
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Categorias: Informações sobre aves
08 Abr 2009 

aves silvestres em via de extinção


Pássaros Silvestres ameaçados de Extinção

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Amazona braziliensis
P
apagaio de Cara Roxa

 

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Amazona aestiva
Papagaio Verdadeiro

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Ara araruana
Arara Canindé
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Ara chloroptera/ macao
Arara Vermelha
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Procnias nudicollis
Araponga
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Oryzoborus angolensis
Curió
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Zonotrichia capensis
Tico-tico

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Sporophila C. caerulescens
Coleiro-virado

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Paroaria dominicana
Galo da Campina

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Ramphocelus bresilius
Tiê Sangue
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Tangara seledon
Saíra-sete-cores
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Brotogeris tirica
Periquito Rico
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Icterus sp
Corrupião
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Ramphastos
Tucano
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Bico de Lacre
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Carduelis yarellii
Pintassilgo do Nordeste
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Harpia harpyja
Harpia
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Gnorimopsar chopi
Pássaro-Preto
08 Abr 2009 

Criação de Faisão

Criação de Faisão

 

Se você esta pensando em criar faisão para reprodução você deve escolher muito bem a matriz e o reprodutor e para isso damos aqui algumas dicas para que isso seja lucrativo e de alta qualidade.
A matriz deve se apresentar saudável e boa, além do que deve se conhecer outras crias que essa matriz já teve, garantindo assim a confiabilidade.

O peso deve ser igual ou superior a 1,2 kg, assegure-se de que o local onde você deseja criar esse animal propicie o maior conforto e o menor nível de estresse possível, evitando assim problemas, levando sempre em conta características da raça. A idade ideal para o macho é entre 2 e 6 anos e para a fêmea é entre 1 ano e meio e 5 anos.

Dê preferência para as aves vistosas de penas brilhantes, cauda longa que não tenha nenhum histórico de doença. O ideal é que os reprodutores sejam colocados nos viveiros de reprodução no final do mês de Julho, para que possam adaptar-se antes do período de reprodução e postura, que ocorre nos meses de Setembro a Janeiro. Evite ao máximo cruzamentos consangüíneos já que isso pode lhe trazer animais com problemas ou não tão eficientes. E nunca se esqueça que o viveiro para a reprodução vai ter que estar todo equipado, o gasto pode ser grande, mas o lucro maior ainda, é uma boa tacada a criação de faisão hoje em dia.

08 Abr 2009 

Ninho de Bengalin sempre cabe mais um


Ninho de Bengalin sempre cabe mais um

 

O ditado é antigo: “coração de mãe sempre cabe mais um”. E em ninho de Manon sempre há lugar para filhotes. É assim que esta espécie se comporta. Um pássaro discreto utilizado como “mãe” por criadores de várias espécies. Ele choca os ovos de outras aves que costumam abandonar os filhotes.

Nenhum pássaro possui um instinto maternal como o do Manon. A fêmea fica tão atenta cuidando dos filhotes, que qualquer um tem a chance de abrir a gaiola e assistir ao espetáculo que ela dá, tanto para chocar os ovos, como para alimentar os filhotes depois de nascidos.

Ele cuida e protege muito bem os seus próprios ovos e filhotes e também faz isso com os ovos e filhotes de outros pássaros da mesma família, sem restrição.

São criados facilmente, pois tem comportamento dócil e convivem em perfeita harmonia com outras espécies. Com o Manon, não existem brigas.

O macho é diferenciado da fêmea através do canto. Ele canta baixo e ela não canta, mesmo assim, algumas vezes fica difícil descobrir o sexo dessa ave.

As cores vão do preto ao branco, passando pelo marrom e canela. Ainda existem Manons totalmente brancos, como outros branco e canela e até tricolores.  

É uma espécie incrivelmente reprodutora que procria o ano inteiro, somente pára na época de muda de penas, que ocorre geralmente entre os meses de fevereiro e maio.

O único senão ao instinto familiar do Manon é sua conduta de viveiro. Alguns criadores contam que não é raro vários casais dormirem num mesmo ninho, podendo escolher um onde já existam filhotes.

Nesse caso, sem motivo proposital, podem acabar sufocando a ninhada ou quebrando os ovos.

O Manon é um pássaro que se alimenta de grãos e sementes, por isso deve ser oferecida a ele uma mistura de sementes (alpiste, senha, painço), verdura (almeirão e chicória) e a famosa farinhada de canário, especialmente na época de reprodução.

Alguns cuidados como a troca diária da água dos bebedouros é essencial para a saúde do pássaro bem como a limpeza dos poleiros e da gaiola. E como o Manon adora tomar banho, o criador pode colocar na gaiola uma pequena banheira para que ele possa se divertir, tendo o cuidado de trocar igualmente essa água todos os dias.

O início da reprodução acontece a partir de oito meses. A fêmea do Manon passa por um período de incubação que varia de 13 a 18 dias e ao final chega a botar até oito ovos. O Manon cuidará sozinho de seus filhotes por 40 dias.

Após 45 dias, em média, os filhotes estarão prontos para se alimentarem sozinhos e com isso devem ser separados dos pais.

É uma ave calma, porém não deve ser manipulada fora da gaiola, pois fugirá com toda a certeza.

Origem

Originário da Ásia, este pássaro é membro da família dos Estrildinos e, ao contrário de muitas aves, surgiu graças à intervenção do homem.
O Manon é resultado de uma seleção de criadores japoneses a partir da espécie silvestre Lonchura Striata, raríssima hoje em dia. Com aproximadamente 11 cm de tamanho, ele habitava as regiões da Índia, China Meridional, Taiwan, sendo encontrado desde o Sul até Sumatra.

Através da seleção, o Lonchura Striata ganhou sua variedade doméstica, o Manon. O nome brasileiro deriva de designação francesa, Moineau du Japon (Pardal do Japão), mas há quem o conheça também por Capuchino do Japão. Na Inglaterra, o nome é Bengalese.
08 Abr 2009 

Exóticos,..cores, genética,alimentação, reprodução...

Um Espetáculo de Cores Vivas 

O Diamante de Gould é um dos mais dóceis pássaros de estimação. A combinação de suas cores faz dele uma ave encantadora. Não tem como resistir à beleza de suas cores vivas e bem definidas. Os admiradores estão espalhados por todo o mundo.

Chega a ser comparado a um arco-íris de tão exuberante que é. Um único exemplar pode ter até sete cores diferentes. O macho tem cores mais vivas do que as fêmeas, principalmente no peito. A cauda central também é mais comprida. Além disso, na época do acasalamento, o bico do macho fica mais claro e o da fêmea mais escuro.

O Diamante de Gould é originário da Austrália e apresenta temperamento calmo. Em inglês é conhecido como Lady Gould, uma homenagem que John Gould, o primeiro ornitólogo a estudar a espécie, fez a sua esposa Elizabeth, quando ela faleceu.

Esta é uma ave que não canta, mas em compensação está sempre saltitante e alegre. Não costuma estranhar quando se coloca a comida na gaiola.

Um aviso aos iniciantes: o Diamante de Gould não é um pássaro de fácil reprodução em cativeiro. Os criadores suspeitam que na natureza a espécie esteja acostumada a construir os ninhos em buracos que são muito escuros e quando estão em cativeiro, ainda que o criador proporcione um ambiente escuro para ele procriar, ainda assim não é satisfatório.

A alimentação deve ser diária, oferecendo uma mistura com 33% de alpiste, 50% de painço,12% de milheto e 5% de niger. Pode ser oferecido duas vezes por semana uma mistura de 20% de farinha de rosca, 60% de neston e 20% de farinha láctea. A cada três colheres dessa mistura um ovo cozido triturado deve ser adicionado.

O tamanho mínimo de gaiola para uma instalação de casal é de 60 cm x 30 cm x 35 cm.

Estes pássaros estão prontos para reproduzir a partir de 10 meses de idade. O acasalamento, em geral, ocorre entre os meses de fevereiro e agosto. A eclosão dos ovos ocorre entre 14 e 17 dias. As fêmeas botam um ovo por dia, totalizando cinco a oito ovos. 

Quanto à procriação, estas aves não costumam dar atenção aos filhotes. Caso ocorra, o pássaro Manon poderá chocar os ovos e ser babá dos filhotes até que eles cresçam um pouco mais.

Após 45 a 50 dias de idade, os filhotes já podem ser separados de suas babás. Vivem, em média, de oito a dez anos. Seu tamanho varia entre 12 e 14 cm.

O Diamante de Gould não tem problema algum em conviver com outras espécies como o Mandarim, Manon, Starfinsh.

Efeitos Secundários dos anti-infecciosos  

 

Todos nós temos presente os extraordinários serviços que nos são prestados pelos agentes anti-infecciosos, as sulfonamidas e os antibióticos entre outros, nomeadamente no combate às infecções instaladas, menos conhecidos porém são os seus efeitos adversos, a contrapartida paga por essa benesse. Normalmente ouve-se dizer que os antibióticos fazem bem e fazem mal, mas a grande tendência é olhar apenas para a parte boa, o debelar da infecção, esquecendo ou procurando esquecer o que se vai pagar pelo desaparecimento da doença. Actualmente a receita de sulfonamidas, antibióticos ou outros agentes, anti-infecciosos tem sempre presente esse binómio tratamento "versus" efeitos secundários, com nítida vantagem para os efeitos terapêuticos, só que essa vantagem é conseguida cumprindo-se determinadas regras, regras essas frequentemente ignoradas e que se podem consubstanciar em:
- Utilizar unicamente um agente anti-infeccioso a que os mocrorganismos respomsáveis pela infecção sejam sensíveis;
- Não ultrapassar a dose prescrita;
- Utilizar o agente antinfeccioso durante o tempo certo, ou seja, nem de mais, nem de menos.
Dado que os microrganismos instalados num organismo vivo, em estado de saúde, se controlam entre si, num equilíbrio perfeito embora precário, e sabendo nós que o desequilíbrio desse ecossistema provoca a maior parte das doenças infecciosas, fácil é perceber os efeitos nefastos que o incumprimento das regras citadas pode ter, senão vejamos:
- A utilização de um agente anti-infeccioso que não elimine o agente provocador da doença mas elimine os seus competidores vai fazer com que a proliferação do mesmo aumente desmesuradamente;
- A ultrapassagem do doseamento previsto e/ou tempo de aplicação pode ter como efeito a eliminação quer dos microrganismos patológicos quer de todos os outros que são absolutamente necessários ao organismo;
- A aplicação do medicamento em tempo e/ou dosagem reduzida, pode não só não eliminar o microrganismo causador da infecção como ainda levar o mesmo a criar defesas e a tornar-se resistente ao agente anti-infeccioso aplicado, que perde o seu efeito nessa e em futuras aplicações.
Para além destes efeitos causados por má aplicação, os agentes anti-infecciosos mesmo aplicados correctamente afectam determinados orgãos, têm efeitos secundários, e é destes que passamos a tratar. Os efeitos secundários mais conhecidos e mais estudados são os seguintes para os agentes anti-infecciosos mais correntes:
Sulfanomidas - Criação muito frequente de resistências cruzadas entre diversas sulfonamidas. Toxicidade mais elevada que nos antibióticos. Eventual apareceimento de Cristaluria a nível renal.
Penicilinas - Reacções alérgicas cruzadas com outras penicilinas e eventualmente com as cefalosporinas. Reacções tóxicas. Facilmente inactivadasa por uma enzima produzida por determinados microrganismos. Destruição da flora intestinal.

A COR DO PEITO DO DIAMANTE DE GOULD.


O Diamante de Gould tem três cores reconhecidas no que se refere ao peito: violeta, lilás e branco. Actualmente, entende-se como variações de um só gene (alelos do gene da cor do peito).

PEITO VIOLETA


O peito violeta (PV) é um rasgo autosomico dominante (dominante ao peito branco e lilás), logo os machos e as fêmeas podem ser dupla diluição (DD) ou somente peito violeta (DS) e expressar assim. Não podem ser portadores de peito violeta. O peito violeta pode aparecer conjuntamente com qualquer cor de cabeça ou corpo.
 

PEITO LILÁS


O peito lilás (PL) é um rasgo autosomico, que é recessivo para o peito violeta, mas dominante para o peito branco. Para que um pássaro expresse o peito lilás, deve ser dupla diluição (DD) para o peito lilás, ou ser diluição simples (DS) e portador para o peito branco. Se um pássaro é de diluição simples para o peito lilás e diluição simples para o peito violeta, o resultado será um pássaro com o peito violeta portador de peito lilás. O peito lilás pode aparecer conjuntamente com outra qualquer cor de cabeça e corpo, excepto nas cores diluídas e nas cores pasteis do corpo dos machos, pois esses fenómenos são sempre causados pela presença de um peito violeta.
 
 

PEITO BRANCO

O peito branco (PB) é recessivo autosómico para o peito violeta e lilás, logo os machos e fêmeas podem ser dupla diluição e expressar um peito branco e diluição simples (DS) e ser portadores de peito branco (sem o expressar). Nenhum pássaro peito branco pode ser portador de peito violeta ou lilás. O peito branco pode aparecer conjuntamente com qualquer cor de cabeça e corpo, excepto nas cores diluídas e nas cores pasteis do corpo do macho, pois esses fenómenos são causados pela presença de um peito violeta.
Somente duas cópias “ do gen de cor do peito” estão presentes no genoma, porque o que um só gould não pode ter mais que dois ou três alelos de cor do peito. Portanto, é impossível ter um gould que seja peito violeta e portador simultaneamente para os alelos lilás e branco do peito.
Aqui estão demonstrados alguns dos cruzamentos que nos irão dar uma lista de resultados possíveis de acasalamento. Pode observar-se, simplificando, representa-se o gen da cor do peito com a letra “C”.


Eritrocina - Diarreias, hepatoxicidade.
Estreptomicina - Tóxico para o ouvido interno, tóxico para o rim. Diversas resistencias bacterianas.
Tetraciclinas - Resistências bacterianas a aumentar. Vómitos, micoses e diarreias. Destruição da flora intestinal. Hepatoxicidade quando em doses elevadas. Inactivas na presença de cálcio. Podem provocar insuficiência renal.
Cloranfenicol - Toxicidade medular. Diminuição dos eritrócitos, aplasia medular, vómitos, alterações das mucosas.
Estes efeitos secundários podem acumuar e pontencializar com graves efeitos quando se utiliza os chamados "cocktail", isto é, uma associação de diversos destes agentes normalmente usados como "cura-tudo". Como se depreende, mais vale prevenir que remediar e uma profilaxia atempada com higiene rigorosa permite evitar a maior parte das doenças, quer víricas, quer bacterianas.

GENÉTICA DA COR DA CABEÇA

Os diamantes de gould têm três cores principais: vermelho, laranja e preto (negro), sendo normal que as femeas tenham manchas de cor negra nas suas mascaras, incluindo se a sua cabeça não for negra.

Cabeça Vermelha 

 

A cabeça vermelha (CV) é um rasgo dominante ligado ao sexo, logo os machos podem ser dupla diluição (DD) ou somente vermelho diluição simples (DS) e expressa-lo, sendo que nas fêmeas somente podem ser diluição simples (DS) e expressam-no sempre. Nenhum macho ou fêmea pode ser portador de cabeça laranja.

Cabeça Negra (Preta) 

 

 

A cabeça negra (CN) é um rasgo recessivo ligado ao sexo, pois só os machos podem ser dupla diluição (DD) e expressar uma cabeça negra, ou somente diluição simples (DS) e ser portador de cabeça negra, e as fêmeas somente podem ser diluição simples (DS) expressam-no sempre. Nenhuma fêmea pode ser portadora da cabeça negra.

Cabeça Laranja

 

O cabeça laranja (CL) é um rasgo recessivo autosomico , mas também requer pelo menos um gen principal vermelho presente para expressar-se. Se dois genes principais cor de laranja estão presentes num gould que não tenha nenhum gen  principal vermelho ( no lugar de outro que tem genes principais negros ), o pássaro terá uma cabeça negra com um bico laranja (CLPL). Isto acontece porque o pássaro é portador de cabeça laranja, mas não pode expressar a cor laranja porque depende do gen principal vermelho para expressar-se, e o gen principal vermelho não está ali. Os machos e as fêmeas podem ser portadores de cabeça laranja.

PONTOS DE ACÇÃO DA GENÉTICA

Nesta espécie existem 3 zonas distintas todas elas afectada por diferentes genes o que por um lado facilita as coisas, mas complica o trabalho necessário para as combinar.

Temos a cabeça que pode ser vermelha, preta ou laranja (erradamente denominada amarela ,pois uma verdadeira mutação amarela está agora a ser desenvolvida). As combinações em que esta zona surge branca ou cinzenta (vulgar nos prateados) são geneticamente indivíduos de cabeça preta. O corpo (costas) é na variedade normal verde existindo mutações amarelas e azuis, que podemos combinar para obter prateados e argentes. Por fim o peito pode ser roxo ou branco.

Geneticamente todas estas acções são independentes (ou quase...). Vejamos cada um dos factores existentes por zonas:

Cabeça
Vermelho - Dominante sobre o preto e ligado ao sexo.
Preto - Ligado ao sexo. Recessivo para o vermelho mas dominante sobre o amarelo.
Laranja - Recessivo autossómico para o preto mas epistático sobre o vermelho.

Peito
Roxo - Dominante
Branco - Recessivo

Corpo
Verde - Dominante
Amarelo - Codominante ligado ao sexo
Azul - Recessivo

A cabeça merece uma análise mais profunda que será feita mais adiante. Em relação ao corpo é fácil perceber como funcionam as coisas. A variedade selvagem é verde, como o amarelo é codominante ligado ao sexo apenas os machos podem ser portadores (pastéis). Neste caso a cor das costas é um verde claro pois o amarelo vai diluir esta zona. As fêmeas ou são amarelas ou normais. Todos os filhos de uma fêmea amarela com um macho normal serão pastéis e as filhas normais. Num casal macho pastel e fêmea normal teremos todas as crias amarelas como fêmeas e alguns machos pastéis. Um macho pastel com uma fêmea amarela produzem amarelos de ambos os sexos e pastéis. Dois amarelos só produzem amarelos.

O azul é recessivo e portanto a ave tem de receber o gene azul de ambos os pais. Os verdes podem ser portadores de azul e os azuis que forem combinados com o gene amarelo vão ficar mais claros devido ao amarelo ser co-dominante. Um macho azul pastel é chamado de "argenté" pois a sua coloração é um bege claro e um macho azul amarelo é um prateado. Os brancos são fruto da combinação complexa de pratas com azuis de cabeça preta (fenótipo cabeça branca) amarelos de peito branco.

Em relação ao peito o roxo é dominante e o branco recessivo.

As variedades mais espectaculares são os prateados e os brancos, mas para isso temos de combinar os vários factores no mesmo pássaro. Isso requer muitas contas e um bom conhecimento da genética das aves com que trabalhamos. Claro que haverá criadores que defendem os contrastes das linhas clássicas com toda a sua razão!! Mas a combinação dos diversos factores até à produção de indivíduos brancos ou prateados é muito interessante e produz aves de grande valor genético.

Existem já algumas novas mutações, mas são raras, nomeadamente os inos e factores de diluição e escurecimento, pelo que sei muito pouco sobre estas para as descrever. De qualquer modo deve demorar no mínimo uns anos até que quem as tem de momento se "farte" e deixa sair uns quantos até Portugal!

Acção bioquímica na formação da cor da cabeça

A melanina é o único pigmento presente na coloração da cabeça em goulds de cabeça preta. A Cantanxatina (um beta-caroteno) é o único responsável pela cor vermelha, enquanto que um alfa-caroteno é determinante da cor laranja.

Podemos ver que os vermelhos e amarelos são totalmente distintos e não uma diluição da mesma cor vermelha como por vezes se pensa. O processo bioquímico assenta em pigmentos totalmente distintos. Também a própria estrutura das penas é diferente em aves de cabeça preta, vermelha e amarela, nomeadamente pela redução das barbelas nas cabeças vermelhas e amarelas o que pode indicar a presença de um segundo gene em ligação absoluta com estes que também afecta este factor. A acção genética por detrás das diversas cores de cabeça prende-se com a capacidade de determinados genes de desviarem a produção de pigmentos responsáveis pela formação de uma destas cores. Isto é particularmente evidente no caso da cabeça laranja que é obtida por uma transformação dos pigmentos da cabeça vermelha, daí que o gene para vermelho também tenha de estar presente.

MECANISMOS GENÉTICOS DA COR DA CABEÇA DO DIAMANTE DE GOULD

A cor da cabeça nestas aves pode apresentar 3 tipos : vermelho, preto e amarelo.

A explicação completa dos mecanismo que a controlam é demasiado extensa pelo que apenas se apresenta uma breve noção. No capítulo referente a genética são explicados alguns termos e mecanismos básicos de transmissão genética. O interacção das diferentes zonas torna o cálculo genético mais complexo para esta espécie uma vez que temos de considerar sempre as diversas áreas como uma parte da combinação final.

A cor da cabeça está dependente, assim como a do corpo, da constituição genética da ave (conjunto dos seus genes). Quando do acasalamento e da fertilização cada progenitor passa metade da sua informação genética (que têm em duplicado) à cria. Como os pais podem ser geneticamente diferentes a cria terá um fenótipo (manifestação da constituição genética) que resulta do modo como as duas metades recebidas dos pais actuam entre si. Neste caso específico o gene que têm a ordem para cabeça vermelha domina o da cor preta, mas o preto domina o laranja ao mesmo tempo que o laranja "domina" (na realidade esconde...) o vermelho. Parece confuso, mas na verdade não é.

O genes para vermelho e preto estão nos cromossomas sexuais, nomeadamente no cromossoma Z. Nas aves o sexo é determinado por um par de cromossomas Z e W, fêmeas são ZW e machos ZZ.

Assim, nos machos existem dois locais disponíveis para estes genes ligados ao sexo, o que faz com que a transmissão seja semelhante aos caracteres autossómico. Nas fêmeas por seu lado existe apenas um local e qualquer alelo presente, mesmo que recessivo, é o que irá ser expresso no fenótipo.

A transmissão da cor da cabeça nos goulds é mais simples de perceber assumindo a cabeça preta como o fenótipo normal e estudando o efeito da presença dos outros genes para vermelho e amarelo.

Através deste processo é possível descrever todas as combinações sem acrescentar o problema da hereditabilidade da cabeça preta.

Assim sendo, uma fêmea de cabeça vermelha só tem um gene vermelho pois só tem um cromossoma Z, mas um macho pode ter um gene vermelho e um gene preto ao mesmo tempo (um em cada cromossoma Z). Como o vermelho domina o preto este macho tem cabeça vermelha. Uma fêmea que tenha um gene para o preto tem de ter cabeça preta porque só tem um cromossoma Z, enquanto que um macho de cabeça preta tem de ter dois genes de preto, um em cada cromossoma.

Até aqui ainda é simples porque estes genes estão no mesmo cromossoma. O laranja por sua vez não está nos cromossomas sexuais, mas sim nos autossomas. Funciona como o preto, são precisos dois genes laranjas para se mostrar, mas, além disto, como o preto domina o laranja é preciso que esteja também presente pelo menos um gene vermelho nos cromossomas sexuais. Isto é, só aves de cabeça vermelha pura (ou portadoras de preto) poderão ter crias de cabeça laranja (ou um cabeça preta desde que cruzado com outro de cabeça vermelha). Neste caso o laranja vai esconder o vermelho mas precisa que este esteja presente para dominar o preto. Uma ave de cabeça preta pode ser portadora de amarelo mas nunca o mostra. Isto acontece porque é preciso que o gene vermelho desvie a produção de pigmento de preto (eumelanina) para vermelho (beta-caroteno) para que o laranja possa levar à produção da cor laranja (alfa-caroteno)

Isto tudo faz com que os resultados obtidos com as cores vermelhas e preto afectem directamente a expressão do laranja e estejam dependentes do sexo dos progenitores e crias.

Muita das dificuldades em perceber correctamente este processo resulta de se esperar e trabalhar este factor como uma transmissão normal com hereditabilidade clara, o que não é verdade. Neste caso o mais fácil para percebermos rapidamente como funciona é a comparação ao jogo do pedra, papel e tesoura. O preto domina o laranja, mas o vermelho domina o preto, no entanto o laranja domina o vermelho.

A cabeça preta é o fenótipo mais abundante no estado selvagem. Na realidade as populações selvagens com diferentes colorações de cabeça formam subespécies por habitarem diferentes zonas do continente australiano o que dificulta o cruzamento entre elas e assim permitiu fixar os respectivos genes. Alguns autores assumem portanto a cabeça preta como uma ausência de genes modificadores da cor da cabeça. É herdada como um gene recessivo ligado ao sexo.

O vermelho é um gene ligado ao sexo dominante sobre o preto. Os machos de cabeça vermelha podem ter 1 gene vermelho (vermelhos FS) ou 2 (vermelhos FD). Caso não tenham nenhum são de cabeça preta. Como estes genes estão no cromossoma Z a fêmea pode apenas ter um gene vermelho ou preto, nunca um de cada como os machos.

Assim, uma fêmea de cabeça vermelha tem só um gene de cabeça vermelha e porque o seu cromossoma Z é sempre passado aos filhos macho (que recebem o outro cromossoma Z do pai), todos os machos filhos de uma fêmea de cabeça vermelha terão cabeça vermelha, excepto se herdarem também dois genes autossómicos para cabeça laranja.

Uma das regras é que fêmeas de cabeça vermelha produzem sempre filhos de cabeça vermelha ou amarela. O inverso significa que machos de cabeça preta têm de ter mães de cabeça preta. Machos de cabeça vermelha podem produzir filhos de qualquer umas das três cores, dependendo da fêmea com que os acasalemos e de serem ou não portadores de laranja.

A cabeça laranja resulta da interacção de um conjunto de genes com os determinantes de cabeça vermelha ou preta. É transmitida como um gene recessivo autossómico pelo que requer dois alelos para ser visível. Além disso, como o preto domina o laranja também necessita que exista pelo menos um gene vermelho nos cromossomas sexuais do indivíduo. Daqui podemos calcular que crias de casais de cabeça laranja podem ser de cabeça preta, embora sejam todos fêmeas (se o macho for vermelho FS), ou todos de cabeça laranja se o macho for vermelho FD.

Ambos os sexos podem ser portadores de laranja sem isso ser visível. Apenas nos cabeças pretas se pode distinguir os portadores de dois genes amarelos pois estes têm a ponta do bico amarelada (no entanto está escondida pelo preto).

GENÉTICA DO DIAMANTE DE GOULD

Pontos de acção da genética

Nesta espécie existem 3 zonas distintas todas elas afectada por diferentes genes o que por um lado facilita as coisas, mas complica o trabalho necessário para as combinar.

Temos a cabeça que pode ser vermelha, preta ou laranja (erradamente denominada amarela ,pois uma vedadeira mutação amarela está agora a ser desenvolvida). As combinações em que esta zona surge branca ou cinzenta (vulgar nos prateados) são geneticamente indivíduos de cabeça preta. O corpo (costas) é na variedade normal verde existindo mutações amarelas e azuis, que podemos combinar para obter prateados e argentes. Por fim o peito pode ser roxo ou branco.

Geneticamente todas estas acções são independentes (ou quase...). Vejamos cada um dos factores existentes por zonas:

Cabeça

Vermelho - Dominante sobre o preto e ligado ao sexo.

Preto - Ligado ao sexo. Recessivo para o vermelho mas dominante sobre o amarelo.

Laranja - Recessivo autossómico para o preto mas epistático sobre o vermelho.

Peito

Roxo - Dominante

Branco - Recessivo

Corpo

Verde - Dominante

Amarelo - Codominante ligado ao sexo

Azul - Recessivo

A cabeça merece uma análise mais profunda que será feita mais adiante. Em relação ao corpo é fácil perceber como funcionam as coisas. A variedade selvagem é verde, como o amarelo é codominante ligado ao sexo apenas os machos podem ser portadores (pastéis). Neste caso a cor das costas é um verde claro pois o amarelo vai diluir esta zona. As fêmeas ou são amarelas ou normais. Todos os filhos de uma fêmea amarela com um macho normal serão pastéis e as filhas normais. Num casal macho pastel e fêmea normal teremos todas as crias amarelas como fêmeas e alguns machos pastéis. Um macho pastel com uma fêmea amarela produzem amarelos de ambos os sexos e pastéis. Dois amarelos só produzem amarelos.

O azul é recessivo e portanto a ave tem de receber o gene azul de ambos os pais. Os verdes podem ser portadores de azul e os azuis que forem combinados com o gene amarelo vão ficar mais claros devido ao amarelo ser co-dominante. Um macho azul pastél é chamado de "argenté" pois a sua coloração é um bege claro e um macho azul amarelo é um prateado. Os brancos são fruto da combinação complexa de pratas com azuis de cabeça preta (fenótipo cabeça branca) amarelos de peito branco.

Em relação ao peito o roxo é dominante e o branco recessivo.

As variedades mais espectaculares são os prateados e os brancos, mas para isso temos de combinar os vários factores no mesmo pássaro. Isso requer muitas contas e um bom conhecimento da genética das aves com que trabalhamos. Claro que haverá criadores que defendem os contrastes das linhas clássicas com toda a sua razão!! Mas a combinação dos diversos factores até à produção de indivíduos brancos ou prateados é muito intressante e produz aves de grande valor genético.

Existem já algumas novas mutações, mas são raras, nomeadamente os inos e factores de diluição e escurecimento, pelo que sei muito pouco sobre estas para as descrever. De qualquer modo deve demorar no mínimo uns anos até que quem as tem demomento se "farte" e deixa sair uns quantos até Portugal!

Acção bioquímica na formação da cor da cabeça

A melanina é o único pigmento presente na coloração da cabeça em Goulds de cabeça preta. A Cantazatina (um beta-caroteno) é o único responsável pela cor vermelha, enquanto que um alfa-caroteno é determinante da cor laranja.

Podemos ver que os vermelhos e amarelos são totalmente distintos e não uma diluição da mesma cor vermelha como por vezes se pensa. O processo bioquímico assenta em pigmentos totalmente distintos. Também a própria estrutura das penas é diferente em aves de cabeça preta, vermelha e amarela, nomeadamente pela redução das barbelas nas cabeças vermelhas e amarelas o que pode indicar a presença de um segundo gene em ligação absoluta com estes que também afecta este factor. A acção genética por detrás das diversas cores de cabeça prende-se com a capacidade de determinados genes de desviarem a produção de pigmentos responsáveis pela formação de uma destas cores. Isto é particularmente evidente no caso da cabeça laranja que é obtida por uma transformação dos pigmentos da cabeça vermelha, daí que o gene para vermelho também tenha de estar presente.

Mecanismos genéticos da cor da cabeça em Diamantes-Gould

A cor da cabeça nestas aves pode apresentar 3 tipos : vermelho, preto e amarelo.

A explicação completa dos mecanismo que a controlam é demasiado extensa pelo que apenas se apresenta uma breve noção. No capítulo referente a génetica são explicados alguns termos e mecanismos básicos de transmissão genética. O interacção das diferentes zonas torna o cálculo genético mais complexo para esta espécie uma vez que temos de considerar sempre as diversas áreas como uma parte da combinação final. Esta tarefa é muito facilitado pelo uso de um calculador genético para diamantes-Gould.

A cor da cabeça está dependente, assim como a do corpo, da constituição genética da ave (conjunto dos seus genes). Quando do acasalamento e da fertilização cada progenitor passa metade da sua informação genética (que têm em duplicado) à cria. Como os pais podem ser geneticamente diferentes a cria terá um fenótipo (manifestação da constituição genética) que resulta do modo como as duas metades recebidas dos pais actuam entre si. Neste caso específico o gene que têm a ordem para cabeça vermelha domina o da cor preta, mas o preto domina o laranja ao mesmo tempo que o laranja "domina" (na realidade esconde...) o vermelho. Parece confuso, mas na verdade não é.

O genes para vermelho e preto estão nos cromossomas sexuais, nomeadamente no cromossoma Z. Nas aves o sexo é determinado por um par de cromossomas Z e W, fêmeas são ZW e machos ZZ.

Assim, nos machos existem dois locais disponíveis para estes genes ligados ao sexo, o que faz com que a transmissão seja semelhante aos caracteres autossómicos. Nas fêmeas por seu lado existe apenas um local e qualquer alelo presente, mesmo que recessivo, é o que irá ser expresso no fenótipo.

A transmissão da cor da cabeça nos Goulds é mais simples de perceber assumindo a cabeça preta como o fenótipo normal e estudando o efeito da presença dos outros genes para vermelho e amarelo.

Através deste processo é possível descrever todas as combinações sem acrescentar o problema da hereditabilidade da cabeça preta.

Assim sendo, uma fêmea de cabeça vermelha só tem um gene vermelho pois só tem um cromossoma Z, mas um macho pode ter um gene vermelho e um gene preto ao mesmo tempo (um em cada cromossoma Z). Como o vermelho domina o preto este macho tem cabeça vermelha. Uma fêmea que tenha um gene para o preto tem de ter cabeça preta porque só tem um cromossoma Z, enquanto que um macho de cabeça preta tem de ter dois genes de preto, um em cada cromossoma.

Até aqui ainda é simples porque estes genes estão no mesmo cromossoma. O laranja por sua vez não está nos cromossomas sexuais, mas sim nos autossomas. Funciona como o preto, são precisos dois genes laranjas para se mostrar, mas, além disto, como o preto domina o laranja é preciso que esteja também presente pelo menos um gene vermelho nos cromossomas sexuais. Isto é, só aves de cabeça vermelha pura(ou portadoras de preto) poderão ter crias de cabeça laranja (ou um cabeça preta desde que cruzado com outro de cabeça vermelha). Neste caso o laranja vai esconder o vermelho mas precisa que este esteja presente para dominar o preto. Uma ave de cabeça preta pode ser portadora de amarelo mas nunca o mostra. Isto acontece porque é preciso que o gene vermelho desvie a produção de pigmento de preto (eumelanina) para vermelho (beta-caroteno) para que o laranja possa levar à produção da cor laranja (alfa-caroteno)

Isto tudo faz com que os resultados obtidos com as cores vermelhas e preto afectem directamente a expressão do laranja e estejam dependentes do sexo dos progenitores e crias.

Muita das dificuldades em perceber correctamente este processo resulta de se esperar e trabalhar este factor como uma transmissão normal com hereditabilidade clara, o que não é verdade. Neste caso o mais fácil para percebermos rapidamente como funciona é a comparação ao jogo do pedra, papel e tesoura. O preto domina o laranja, mas o vermelho domina o preto, no entanto o laranja domina o vermelho.

A cabeça preta é o fenótipo mais abundante no estado selvagem. Na realidade as populações selvagens com diferentes colorações de cabeça formam sub-espécies por habitarem diferentes zonas do continente australiano o que dificulta o cruzamento entre elas e assim permitiu fixar os respectivos genes. Alguns autores assumem portanto a cabeça preta como uma ausência de genes modificadores da cor da cabeça. É herdada como um gene recessivo ligado ao sexo.

O vermelho é um gene ligado ao sexo dominante sobre o preto. Os machos de cabeça vermelha podem ter 1 gene vermelho (vermelhos FS) ou 2 (vermelhos FD). Caso não tenham nenhum são de cabeça preta. Como estes genes estão no cromossoma Z a fêmea pode apenas ter um gene vermelho ou preto, nunca um de cada como os machos.

Assim, uma fêmea de cabeça vermelha tem só um gene de cabeça vermelha e porque o seu cromossoma Z é sempre passado aos filhos macho (que recebem o outro cromossoma Z do pai), todos os machos filhos de uma fêmea de cabeça vermelha terão cabeça vermelha, excepto se herdarem também dois genes autossómicos para cabeça laranja.

Uma das regras é que fêmeas de cabeça vermelha produzem sempre filhos de cabeça vermelha ou amarela. O inverso significa que machos de cabeça preta têm de ter mães de cabeça preta. Machos de cabeça vermelha podem produzir filhos de qualquer umas das três cores, dependendo da fêmea com que os acasalemos e de serem ou não portadores de laranja.

A cabeça laranja resulta da interacção de um conjunto de genes com os determinantes de cabeça vermelha ou preta. É transmitida como um gene recessivo autossómico pelo que requer dois alelos para ser visível. Além disso, como o preto domina o laranja também necessita que exista pelo menos um gene vermelho nos cromossomas sexuais do indivíduo. Daqui podemos calcular que crias de casais de cabeça laranja podem ser de cabeça preta, embora sejam todos fêmeas (se o macho for vermelho FS), ou todos de cabeça laranja se o macho for vermelho FD.

Ambos os sexos podem ser portadores de laranja sem isso ser visível. Apenas nos cabeças pretas se pode distinguir os portadores de dois genes amarelos pois estes têm a ponta do bico amarelada (no entanto está escondida pelo preto).

Cálculo das descendências

Nas tabelas seguintes estão as previsões do resultado do cruzamento de diversas cores de cabeça.

A primeira tabela mostra todos os genótipos possíveis e respectivos fenótipos. A ausência do gene vermelho (V) é interpretada como a presença do gene preto no mesmo locus. Das 9 combinações possíveis seis são fêmeas e os três genótipos com dois genes para vermelho são machos. O amarelo é representado como a.

Cada genótipo tem um número (1-9) descrevendo o sexo, fenótipo, contagem de genes e genótipo.

Na tabela 2 estão os resultados dos cruzamentos dos tipos de genótipos descritos na tabela 1 com os números de 1 a 9. Estão listados os nove genótipos possóveis para os machos na coluna da esquerda e os seis possíveis para as fêmeas no linha do topo.

Lendo os valores na intersecção ao longo da linha dos machos, a parte de cima tem os genótipos para os machos e a de baixo para as fêmeas, representados segundo os mesmos números da tabela 1.

Tabela 1

  Fenótipo Sexo V V a a Genótipo
1 Preto M/F - - - - Preto
2 Preto M/F - - 1 - Preto/Amarelo FS
3 Preto/Amr M/F - - 1 1 Preto/Amarelo FD
4 Amarelo M/F 1 - 1 1 Amarelo/Vermelho FS
5 Amarelo M 1 1 1 1 Amarelo/Vermelho FD
6 Vermelho M 1 1 1 - Vermelho/Amarelo
7 Vermelho M/F - 1 1 - Vermelho FS/Amarelo
8 Vermelho M 1 1 - - Vermelho FD
9 Vermelho M/F - 1 - - Vermelho FS

Tabela 2

 
Fêmea
  Sexo Crias
1
2
3
4
7
9
Macho
1
M
1
1,2
2
7
7,9
9
1
1
1,2
2
2
1,2
1
2
M
1,2
1,2,3
2,3
4,7
4,7,9
7,9
2
1,2
1,2,3
2,3
2,3
1,2,3
1,2
3
M
2
2,3
3
4
4,7
7
3
2
2,3
3
3
2,3
2
4
M
2,7
2,3,4,7
3,4
4,5
4,5,6,7
6,7
4
2,7
2,3,4,7
3,4
3,4
2,3,4,7
2,7
5
M
7
4,7
4
5
5,6
6
5
 4,7
 4
4,7 
6
M
7,9 
4,7,9 
4,7 
5,6 
 5,6,8
 6,8
6
7,9 
4,7,9 
4,7 
4,7 
4,7,9 
7,9 
7
M
1,2,7,9 
1,2,3,4,7,9
 2,3,4,7
4,5,6,7 
4,5,6,7,8,9 
6,7,8,9 
7
1,2,7,9 
1,2,3,4,7,9 
2,3,4,7 
2,3,4,7 
1,2,3,4,7,9 
1,2,7,9 
8
M
9
7,9
7
6
6,8
8
8
9
7,9
7
7
7,9
9
9
M
1,9
1,2,7,9
2,7
6,7
6,7,8,9
8,9
9
1,9 
1,2,7,9 
2,7 
2,7 
1,2,7,9 
1,9 

Como usar a tabela 2

Partindo de genótipos conhecidos para os pais podemos obter os possíveis resultados através da interseção das linhas, caso não se conheça os genótipos dos pais pode-se saber um pouco mais trabalhando ao contrário e vendo possíveis genótipos para os fenótipos dos filhos.

Espero que esta informação possa servir de ajuda a todos aqueles que como eu tentam establecer linhas puras de reprodutores nesta e noutras espécies e demonstre a importância da genética na avicultura para uma correcta selecção e acasalamento.

Quadros de cruzamento entre Diamantes de Gould :


CN - cabeça negra .

CV - cabeça vermelha .

CL - cabeça laranja .

CVpcl - cabeça vermelha portador de cabeça negra.

CNbl - cabeça negra com bico laranja.

CVpcl - cabeça vermelha portador de cabeça laranja .


 Cruzamento entre Goulds clássicos

Macho

Fêmea

CV pura

CN

CVpn

CV

-100% CV (50% machos

e 50% fêmeas)

-50% machos CVpcn

-50% fêmeas CN

-25% machos CV puros

-25% machos CVpcn

-25% fêmeas CV

-25% fêmeas CN

CN

-50% machos CVpcn

-50% fêmeas CV

-100% CN (50% machos

e 50% fêmeas)

-25% machos CV pcn

-25% machos CN

-25% fêmeas CV

-25% fêmeas CN


 Cruzamento entre Goulds Dupla Diluição

Macho

Fêmea

Macho dupla diluição

Macho portador (pastel)

Macho clássico

Fêmea dupla diluição

-100% dupla diluição

-25% machos dupla diluição

-25% machos pastel

-25% fêmeas dupla diluição

-25% fêmeas clássicas

-50% machos pastel

-50% fêmeas clássicas

Fêmea clássica

-50% machos pastel

-50% fêmeas dupla diluição

-25% machos pastel

-25% machos clássicos

-25% fêmeas dupla diluição

-25% fêmeas clássicas

-100% clássicos


Macho

Fêmea

CV pura

CN

CL pura

CN com bico laranja

CVpcl

CV

-100% CV

-macho CVpcn

-fêmea CN

-macho CVpl

-fêmea CVpl

-macho CV portador de negro e laranja

EVITAR

CN

-macho CVpcn

-fêmea CV

-100% CN

-macho CV portador de negro e laranja

-fêmea CVpl

-100% CNpl

EVITAR

CL

-100% CVpl

-macho CV portador de negro e laranja

-fêmea CNpl

-100% CL

-macho CL portador de negro

-fêmea CN com bico laranja

-macho CVpcl

-macho CL

-fêmea CVpl

-fêmea CL

CN com bico laranja

-macho CV portador de negro e laranja

-fêmea CVpl

-100% CNpl

-macho CLpn

-fêmea CL

-100% CN com bico laranja

-macho CV portador de negro e laranja

-macho CLpn

-fêmea CVpcl

-fêmea CL

CVpcl

EVITAR

EVITAR

-macho CVpl

-macho CL

-fêmea CVpl

-fêmea CL

-macho CLpn

-fêmea CN com bico laranja

-25% CL

-50% CVpl

-25% CV em machos e fêmeas


ALIMENTAÇÃO DO DIAMANTE DE GOULD 

Considero a alimentação como um dos pontos mais importantes para a obtenção de boas criações e boas aves:

A mistura de grãos para aves exóticas que se vendem nas lojas da especialidade, é suficiente como uma dieta básica, não estando no meu entender, no entanto preparadas para o Diamante de Gould, ave esta que me leva a escrever o presente artigo.

A mistura que utilizo actualmente e que me tem dado bons resultados é a seguinte:

40-50 % de alpista.

20-30 % de milho alvo branco.

10-15 % de milho alvo vermelho.

5-10 % de perilha.

5-10 % de Níger.

    No entanto o alimento preferido é a espiga de milho-alvo em rama, pois aparte de serem um alimento essencial, é comido de uma forma incrível pelos diamantes de Gould durante a criação, sendo assim aconselhável dar duas vezes por semana um par de espigas aos casais reprodutores.

É também interessante oferecer uma pequena quantidade de verduras, papa de criação, osso de choco e um composto de vitaminas A, B, C, D e E.

    A sua alimentação estará assim composta por uma mistura de sementes que contenha uns 30% de milho-alvo branco, 30% de alpista, 30% de milho-alvo vermelho e 10% de níger.

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Categorias: Informações sobre aves

08 Abr 2009 

Alimentação e reprodução de agapornis...

Alimentação.

Fazendo parte da família dos psitacídeos, os agapornis são aves granívoras, ou seja, sua base alimentar está na mistura de sementes.

No entanto não podem alimentar-se apenas delas. Necessitam de uma alimentação balanceada e por isso a complementamos com ração, frutas, legumes e verduras.

Sementes

A mistura de sementes é fundamental e por isso deve-se ter muito cuidado ao comprá-la. Tenha sempre em mente que "uma ave saudável é o que ela come!"

Fazem parte dessa mistura uma variedade de sementes que depende muito de onde você compra ou de quem compra. Por isso, prefira as sementes devidamente embaladas e compre em locais de maior movimento, pois assim há maior circulação das mesmas.

Na mistura básica encontramos: 30% painço, 30% alpiste, 20% a 15% girassol, 10% aveia, 3% arroz com casca, 3% linhaça, 1% niger. Pode haver variações.

Algumas doenças que podem aparecer nas aves são transmitidas através de micotoxinas e ácaros existentes em sementes de má qualidade e também no armazenamento incorreto das mesmas por parte de quem as comercializa. 

As  micotoxinas são toxinas produzidas pelos fungos. É importante relatar que os fungos podem morrer, mas as micotoxinas uma vez presentes ficam para sempre, sendo resistentes a temperatura e outras intempéries.

Se as sementes estiverem com cheiro de mofo não devem ser dadas.

OBS: Pode ocorrer que ao comprar as sementes elas tenham ou venham a apresentar carunchos. Estes não fazem mau a ave e não há necessidade de jogar as sementes fora. Existem muitas opiniões a respeito desses bichinhos nada agradáveis.

Caso isso ocorra, retire as sementes do local onde estão armazenadas, coloque-as para arejar em uma bandeja para que os carunchos saiam e passe as sementes em uma peneira para tirar aquele pozinho que fica no fundo. Feito isso, coloque as sementes em um recipiente com tampa para que fique bem vedado.

Infelizmente não temos como garantir que as sementes estejam 100% livres deles, por diversas condições, então o ideal é atentar para a qualidade das mesmas.

Ração e Farinhada.

Existem diversos tipos de ração no mercado, como também de farinhada, mas indicamos aqui aquelas que usamos orientadas por nossa veterinária.

O uso das mesmas é muito importante na alimentação das aves, pois são fontes de proteína, vitaminas e minerais, o que torna a ave mais saudável e proporciona maior resistência a doenças.

Gostaria apenas de esclarecer que não temos qualquer tipo de vínculo com as empresas dos produtos aqui divulgados e que o mesmo se deve a boa experiência que temos na sua utilização.

  • MegaZoo PM-13:  Composição Básica do Produto - Milho integral moído, quirera de arroz, farelo de soja, germen de trigo, farelo de trigo, ovo desidratado, levedura seca de cervejaria, calcário calcítico, fosfato bicálcico, premix mineral vitamínico, cloreto de sódio (sal comum), adsorvente de micotoxinas (silicatos), óleo de soja refinado, prébiótico (mananoligossacarídeos), DL metionina, aditivo fungiostático (dipropionato de amônia), antioxidante (BHT), corantes naturais de curcuma, clorofila e urucum, aroma de erva doce.  Biotecnologia para adequado desempenho reprodutivo - Selênio quelatado – Melhora a resposta imunológica, melhora o empenamento das aves, aumenta sobrevivência e qualidade dos ovos; Mananoligossacarídeos - criam ambiente desfavorável para bactérias intestinais maléficas, aumentam a resposta imunológica e contribuem para a adsorção de micotoxinas;  Absorvente de Micotoxinas – Protege as aves contra toxinas de fungos presentes nos alimentos.

  • Nutrópica (para agapornis ou calopsitas):   Composiçao básica do produto - Milho integral moído, quirera de arroz, farelo de soja, soja micronizada, ovo integral desidratado, frutas cristalizadas, maça desidratada, semente de linhaça, farinha de aveia, polpa de beterraba, óleo de coco, óleo de girassol, dl-metionina, l-lisina, extrato de yucca, mananoligossacarídeos, fosfato bicálcico, calcário calcítrico, cloreto de sódio, antioxidantes (BHT e BHA), premix vitamínico e mineral quelatado, aromatizante e corante alimentícios.

Nossos filhotes são alimentados juntamente com os pais e fornecemos a eles papa para filhotes para psitacídeos da Alcon. Juntamente com a papa tem um toque pessoal nosso, com orientação veterinária e que deixa nossas aves belas e cheias de saúde!

Frutas, legumes e verduras.

Quando compramos uma ave, normalmente elas são acostumadas apenas a comer a mistura de sementes, ficando difícil a ingestão de rações, farinhadas, frutas, legumes e verduras. Contudo, não podemos deixar de oferecer tais alimentos. Persistência é fundamental!

Quando são filhotes a introdução desses alimentos se torna mais fácil, pois são apresentados a eles desde novinhos.

Em nossa criação, as frutas mais consumidas são: a maçã e o mamão e também as frutas cristalizadas da ração.

Quanto aos legumes e verduras oferecemos: cenoura, beterraba, jiló, milho (2 a 3 cm da espiga, evite dar constantemente, pois apesar de ser muito bom, o milho é gorduroso), acelga, chicória, couve com talo, rúcula e agrião. Podem ser introduzidos outros tipos de legumes e verduras.

IMPORTANTE: NÃO dê alface, este pode causar diarréia e sonolência nas aves!

Lembre-se sempre de lavar tudo direitinho, podendo até deixar de molho em solução de água com vinagre. Depois enxágüe bem para dar o alimento as aves.

Dicas de cuidados.

Essas são algumas dicas ou não sei se caberia melhor aqui a palavra "conselho", que disponibilizamos à todos que querem ter uma ave sempre saudável.

 Algumas são de nossa própria experiência com a criação e outras passadas por nossa veterinária. 

1) HIGIENE:

É considerada por nós como fundamental, em todos os sentidos, por isso atenção, mas ninguém precisa ficar neurótico...rs!

Antes de pegar sua ave lave sempre as mãos, antes e depois. Nossas mãos são veículos de contaminação para elas, ainda mais se houver mais de um animal na casa, sem contar o que podemos carregar da rua.

Mantenha sempre gaiolas, poleiros, vasilhas de comida e de água limpos. A limpeza das gaiolas deve ser feita no mínimo 1 vez por semana, incluindo os poleiros. Já as vasilhas de comida e de água devem ser limpas todos os dias.

Lave tudo em água corrente e somente com sabão de coco ou glicerina. Não passe desinfetantes, cloroforme, água sanitária ou produtos que contenham cheiro muito forte, pode fazer mal a ave.

Quando houver necessidade de desinfetar, passe água sanitária diluída em água, mas somente se houver casos de contaminação por algum motivo. Enxágüe em água abundante e deixe arejar. Exemplo de alguns casos: morte da ave sem diagnóstico definido, doença ou outra causa diagnosticada.

Se sua ave fica solta, tem contato fora do seu ambiente habitual, fique atento, principalmente com os agas que são muito curiosos e tudo vai ao bico. 

 Atenção!!! Não forre o fundo da gaiola com jornal, este contém chumbo e pode intoxicar a ave! Dê preferência a material que não contenha tinta ou deixe sem forrar. Pode ser usado areia lavada, até existem alguns materiais no mercado desse tipo para colocar no fundo da gaiola e que não deixa dar odor.

2) ALIMENTAÇÃO:

Como não existem potes certos para cada tipo de ave e devido a enorme variedade dos mesmos no mercado, a recomendação é que não se encha as vasilhas de sementes. Coloque pela metade. Com o passar do tempo, as sementes também perdem suas vitaminas e muitas vezes nos potes fundos as aves não conseguem ciscar.  Deste modo, as sementes que vão ficando ao fundo acabam perdendo seu valor nutritivo.  

Evite soprar a ração visando separar as sementes já mastigadas das inteiras. O hábito de soprar a comida pode contaminar a mesma com bactérias. Caso deseje fazer isso, utilize uma peneira.

Com relação as vasilhas de água, coloque sempre água filtrada e troque todos os dias. Pode-se colocar de 3 a 5 gotas de complexo vitamínico em 50ml  ou 100ml de água que é muito bom.

Outra boa  dica passada por nossa veterinária é dar sementes germinadas. É uma fonte de alimento rico e extremamente nutritivo. Pode ser usado especialmente nas épocas de reprodução, muda, crescimento e alguma enfermidade para dar mais força ao organismo do animal. É só pegar as misturas de sementes que tem (linhaça, milho, alpiste, niger e outras sementes) e colocar num algodão molhado e esperar até que a raíz comece a sair da semente, depois é só servir a ave.

 Evite dar pão ou miolo de pão, pois o fermento é indigesto para a ave. Prefira torrada ou biscoito integral. Aqui costumamos dar torrada de pão integral, desses que tem um monte de sementes, eles adoram!

3) INFORMAÇÕES GERAIS:

Nossas aves são amansadas e vendidas com as asas cortadas para que possam ficar soltas pela casa, mas atenção! Fique sempre de olho no corte, pois umas penas a mais podem facilitar o vôo. Futuramente iremos disponibilizar um passo-a-passo de como cortar as asas e manter sua ave segura.

Como são criadas para ficarem soltas, tome muito cuidado com fios de eletricidade, coisinhas que elas possam ciscar pelo chão e acima de tudo, como são aves pequenas tome sempre muito cuidado para não acontecer um acidente e pisar nelas. Casos assim são comuns de acontecer com calopsitas, então é sempre bom estar alertando. 

Outro alerta para quem cria ou está iniciando a criação. Existem alguns materias que são mais fáceis de serem encontrados para a confecção dos ninhos.

Em nossa criação utilizamos palha natural que também existem de diversos tipos. Um tipo em específico nos deixou preocupados e resolvemos adotar um novo esquema.

Isso em virtude dessa palha em especial estar "enrolando" nas patas das aves. Não foi a primeira vez que isso aconteceu, mas dessa vez podemos dizer que foi grave. A palha virou tipo uma linha muito fina e apertou tanto a patinha do filhote que o pezinho dele inchou, virou uma bolinha!

Por sorte vimos a tempo, tiramos a palha solta do ninho e colocamos maravalha (material usado para forrar gaiola de hamster. Tem alguns tipos que vem com cheiro, mas deve ser utilizada a sem perfume).

Como os agapornis confeccionam o ninho com palha, resolvemos optar por tirá-la após o tempo de postura dos ovos e colocar a maravalha para que acidentes desse tipo não ocorram mais.

  

             

Essa é a palha que nos referimos acima. Na primeira foto ela está normal, já na segunda ela está bem fina. Isso porque a mãe vai mexendo nessa palhinha, passa desfiando os pedaços pra ajeitar o ninho e com isso ela vai ficando cada vez mais fina.

29 Nov 2008 

Informações úteis, sobre o funcíonamento do organismo das aves

Sistema Digestivo

O aparelho digestivo das aves mostra muitas modificações interessantes, algumas das quais estão associadas à ausência de dentes, neste grupo. Como não existem lábios, não há glândulas labiais na boca, nem glândulas intermaxilares. Entretanto as glândulas sublinguais estão presentes.

Parece que tanto a amilase como a ptialina existem na saliva das aves, apesar de existirem poucos indícios de que estas enzimas participem da conversão do amido em açúcares mais simples. nas aves granívores e carnívoras, existe uma porção do esôfago em forma de saco, chamada papo, que se destina ao armazenamento temporário de alimentos (Fig.1). Não há glândulas digsetivas no papo, apesar de, nos pombos e nas espécies aparentadas, existirem duas estruturas semelhantes a glândulas, que produzem uma substância nutritiva, chamada leite dos pombos, que é regurgitada pelos pais, para alimentar seus filhotes.

A ação destas glândulas é estimulada por um hormônio chamado prolactina que é produzido pelo lobo anterior da hipófise, durante a época de reprodução.

O estômago das aves éformado por uma porção glandular anterior, chamada proventrículo, que secreta os sucos gástricos e uma câmara posterior, muscular e com paredes espessas, chamada moela. A superfície interna da moela é córnea e frequentemente, cheia de dobras. É aqui que areia e pequenas pedras, engolidas pela ave, tomam parte da trituração do alimento.

O intestino delgado é enrolado ou forma alças. A maioria das aves possui um ou dois cecos, na junção dos intestinos delgado e grosso. Esse é curto e reto e termina na câmara cloacal.


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Sistema Urogenital


O sistema urogenital das aves assemelha-se em muitos aspectos mais ao sistema urogenital dos répteis do que ao dos mamíferos, com exceção dos monotremados. Os rins, como os de todos os amniotas, são do tipo metanefto e são em número de dois. Entretanto, eles são proporcionalmente grandes, com lobos irregulares, adaptando-se às depressões do sinsacro. Cada rim tem um ureter, que se abre na cloaca. Conseqüentemente, a urina mistura-se com o material fecal. A única ave que possui bexiga é o avestruz.

Estudos recentes sobre as glândulas supra-orbitais de certas aves, principalmente de espécies marinhas, têm demonstrado que, como em alguns répteis, estas glândulas são usadas para a rápida excreção do sal do sangue. Considera-se que isto seja responsável, pela capacidade que as aves marinhas têm para ingerir água salgada, sem apresentarem modificações especiais dos rins. Nas áreas costeiras, pode-se ver, frequentemente, aves, como as gaivotas, nas quais pinga líquido pelas narinas, o que na verdade, é uma solução salina concentrada. Tais glândulas não se restringem completamente às espécies marinhas. Elas também são funcionais em alguns tipos de aves aquáticas, da região das Grandes Planícies da América do Norte, onde a alcalinidade da água de lagos e lagoas pode ser bastante alta. Nestas circunstâncias, esta estrutura adquire um valor considerável para a sobrevivência de algumas espécies. Em algumas aves de desertos, como o avestruz, as glândulas de sal representam um meio de conservação da água do corpo. Pela remoção de sais pelo sistema excretor, pode ocorrer maior reabsorção de água na cloaca. Poucas aves podem sobreviver sem beber água e as, que o fazem, devem reduzir a perda cloacal de água. Isto é conseguido, em algumas pequenas espécies de desertos e algumas espécies que vivem em pântanos salgados, pelo aumento do número das alças de Henle, nos rins. Estas alças reabsorvem água e, por intermédio disto, concentram a urina. Os lobos medulares dos rins, onde existem estas alças, são duas ou três vezes mais abundantes nas espécies que conservam a água do que naquelas que bebem água regularmente.

Os testículos são pares e permanecem na região superior da cavidade abdominal. Na maioria das aves, o ducto deferente de cada lado abre-se independentemente na cloaca. Entretanto, em algumas aves, como nos patos e gansos, uma estrutura única parecida com um pênis, semelhante ao das tartarugas e crocodilos-, é derivada da parede anteroventral da cloaca.

Na maioria das aves, o ovário e o oviduto direitos, ainda que presentes durante o desenvolvimento embrionário, tornam-se vestigiais, de maneira que apenas o sistema genital esquerdo é funcional. Existe uma exceção entre os membros da ordem dos Falconiformes, em que a maioria das fêmeas tem dois ovários funcionais. Ao longo do oviduto, encontram-se diversas glândulas, que segregam membranas em torno dos ovos, incluindo camadas de albumina, membranas da casca e a casca calcária.



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 SISTEMA NERVOSO

O sistema nervoso central das aves é consideravelmente mais desenvolvido do que o dos répteis. Os lobos olfativos do cérebro são extremamente pequenos, sendo responsáveis pelo sentido do olfato, notavelmente pobre. O cérebro é grande e recobre o diencéfalo e os lobos ópticos. Entretanto, seu tamanho resulta mais do crescimento do corpo estriado do que do córtex cerebral, que é liso. Os lobos ópticos são excepcionalmente grandes, o que parece estar relacionado com a visão aguçada que as aves possuem. O cerebelo é maior do que nos répteis e apresenta fissuras profundas, apesar de não ser tão grande como nos mamíferos. Ventralmente ao cerebelo, o encéfalo das aves mostra o começo do desenvolvimento de uma ponte. Como os outros amniotas, as aves possuem 12 nervos cranianos.


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Sistema Circulatório


Nas Aves o aparelho circulatório é do tipo fechado, duplo e completo. Há uma separação completa entre o sangue venoso e o arterial. Além disso, o coração tem quatro câmaras. A aorta sistêmica deixa o ventrículo esquerdo e leva o sangue para a cabeça e corpo, através do quarto arco aórtico direito. Existem, variações consideráveis no que se refere às artérias carótidas. Geralmente, as carótidas comuns são pares. Entretanto, nos alcaravões, os dois ramos se unem logo depois de emergirem das artérias inonimadas e formam um único tronco. Em outros grupos, pode haver uma redução do tamanho tanto da carótida comum esquerda como da direita antes da fusão e, nas aves passeriformes, só a carótida comum esquerda permanece.

Existem duas veias pré-cavas funcionais e uma veia pós-cava completa. As primeiras são formadas pela união da veia jugular e subclávia de cada lado. A veia pós-cava drena o sangue dos membros através do sistema porta-renal, que passa pelos rins, mas que não se ramifica em capilares; consequentemente, não pode ser comparado ao sistema porta-renal dos vertebrados inferiores. Os eritrócitos das aves são nucleados e maiores do que os dos mamíferos.

O Sistema de Circulação permite a conservação da temperatura da ave. A circulação é bastante intensa e consequentemente, as trocas gasosas que se processam ao nível das células também são intensas e desenrola-se uma notável combustão celular. Isso acontece porque o deslocamento durante o vôo constitui uma atividade muscular muito grande, que exige o consumo de grandes quantidades de energia - ATP. Chegam a ter 150 batidas por minuto algumas aves.






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Nas aves gran�voras e carn�voras, existe uma por��o do es�fago em forma de saco, chamada papo ou ingl�vio, que se destina ao armazenamento tempor�rio de alimentos e o amolecer dos mesmos com �gua.

Em geral, o est�mago das aves � dividido em duas partes. A primeira � o est�mago qu�mico, onde o alimento recebe uma grande quantidade de enzimas digestivas, em pH �cido, que come�am a desdobrar os alimentos. De l�, o alimento passa para a moela, que � cheia de m�sculos fortes, capazes de triturar tudo o que a ave come, substituindo o mastigar dos dentes.

O est�mago glandular, qu�mico ou pr�-ventriculo das aves funciona primordialmente na secre��o, embora tamb�m possa ter uma fun��o de armazenamento nas aves que n�o t�m papo e em algumas esp�cies que se alimentam de peixes.

O est�mago muscular ou moela, mais desenvolvida nas aves que se alimentam de sementes e artr�podes, � altamente especializado para a tritura��o naquelas esp�cies que ingerem alimentos duros, ou para misturar as secre��es digestivas com o alimento, nas esp�cies carn�voras. A superf�cie interna da moela � c�rnea e freq�entemente, cheia de dobras. � aqui que areia e pequenas pedras, engolidas pela ave, tomam parte da tritura��o do alimento. Na maioria das esp�cies, o est�mago muscular comp�e-se de dois pares musculares denominados m�sculos intermedi�rios e m�sculos laterais ou, mais recentemente, conhecidos como m�sculos pares grosso e fino. Esses m�sculos n�o est�o presentes na maioria das aves carn�voras.

























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SISTEMA DIGESTIVO DE AVES GRANÍVORAS

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Anatomia do Sistema Respiratório das aves – Cavidade nasal
Aves

O sistema respiratório é um dos principais sistemas afetados por doenças infecciosas. As perdas econômicas causadas por este sistema nivelam – se àquelas causadas pelo sistema gastrointestinal. De modo a identificar um problema respiratório, deve – se primeiramente reconhecer os sintomas da doença respiratória. Os sintomas serão discutidos na mesma ordem em que geralmente surgem nas ave. É preciso lembrar que qualquer sinal de disfunção respiratória em aves é sério. Até mesmo os mais leves sintomas indicam problemas. Quando os sinais clínicos já mostram – se claramente (por exemplo, respiração difícil), as aves já estão seriamente doentes, e podem não ter mais tratamento.

1. As aves ficam mais quietas e menos ativas

Quando os mamíferos contraem uma doença respiratória, eles tossem ou espirram. Os sintomas das doenças respiratórias em aves são mais difíceis de se detectar. O primeiro sinal da presença de uma doença respiratória é as aves fazerem menos barulho, o que pode passar despercebido. O avicultor experiente já está familiarizado com o barulho normal feito pelo plantel, e é capaz de perceber alguma mudança. As aves também movimentam- se menos. É o mesmo que ocorre em seres humanos com febre baixa.

2. As aves começam a emitir estalidos e suas pálpebras começam a inchar e mudar de formato

Os primeiros ruídos respiratórios emitidos por aves doentes são baixos estalidos, que podem ser ouvidos à parte do barulho vocal normal do plantel. Estes sons aumentam levemente em volume e freqüência, são equivalentes à tosse ou espirros nos seres humanos. O inchaço das pálpebras faz com que o olho da ave passe do formato redondo ao oblíquo.

3. As aves tossem e apresentam estertores, e podem liberar ma secreção aqüosa dos olhos e das narinas

Estertores são sons que desenvolvem nas traquéias das aves com doenças respiratórias. Isto é causado pelo excesso de muco na traquéia. A ave tosse para livrar – se dele. As pálpebras engrossam e os olhos tornam – se ainda mais oblíqüos. A secreção dos olhos começa como uma substância semelhante à lágrima e pode engrossar.

A ave torna – se mais febril e sente – se ainda pior. Neste ponto os seres humanos começariam a ter calafrios e tremer. As aves demonstram ter calafrios eriçando as penas; elas não tremem. É possível também respiração normal das aves não é clara.

4. As aves têm dificuldade em respirar (dispinéia), esticam o pescoço e mantêm a boca aberta

Neste estágio as aves já estão tão doentes que têm dificuldade em obter ar suficiente para respirar; verificamos sua respiração. Elas podem ainda tossir e enxuga – los nas penas das asas.

Às vezes, as doenças respiratórias variam do padrão descrito. A maioria das aves não chega ao estágio quatro – próximo à morte. Alguns agentes patogênicos respiratórios concentram –se no sistema respiratório superior e podem causar inchaço de partes da cabeça, em virtude de infecções nos sinus (sinusite) o infecção das glândlas de Harder (um nódulo de células imunes sob o olho). Talvez não se desenvolvam sinais de infecções no sistema respiratório inferior (estertores, tosse). Algumas doenças respiratórias são tão patogênicas e rápidas em seu desenvolvimento que matam algumas aves antes mesmo de se constatar qualquer sintoma.

Estrutura

O sistema respiratório das aves é organizado em todas as aves conforme mostrado na figura acima:
 sistema respiratório começa com o bico e a cavidade oral. O ar é conduzido através das narinas no bico superior. As aves normais têm uma fenda palatina no céu da boca. Por causa dela, pode entrar às vezes um pouco de água na cavidade nasal enquanto as aves bebem, dando a impressão de terem uma secreção aqüosa nasal, que é um dos primeiros sinais de doenças respiratórias. É preciso verificar os olhos e o resto do sistema para evitar má interpretação.

As passagens nasais são ligadas a grandes sinus na cabeça da ave. O maior sinus localiza – se sob o olho e é chamado de sinus infra – orbital (o que significa “abaixo do olho” ). A cavidade oral comunica – se ao fundo com a faringe e esta conduz a laringe. A laringe é ponto no qual o esôfago se ramifica para servir ao aparelho gastrointestinal e a traquéia se ramifica para o resto do aparelho respiratório. A estrutura de onde se ramifica é uma abertura em forma de fenda chamada glote. Nos mamíferos, uma camada de tecido chamada epiglote cobre a glote.

As aves não tem epiglote. A área acima da glote recebe o nome de sistema respiratório superior. A traquéia conduz o sistema respiratório inferior.

A traquéia desce pelo pescoço até a cavidade torácica (peito). Perto do coração ela se estreita em uma estrutura de paredes finas que recebe o nome de trompa de Eustáquio. As duas paredes finas e paralelas da trompa de Eustáquio podem vibrar ma contra outra quando o ar passar através delas. Isto faz um som usado pela ave na vocalização. É importante manter em mente a localização da trompa de Eustáquio: perto do coração. Após a trompa de Eustáquio, a traquéia ramifica – se em dois troncos primários. O brônquio esquerdo conduz ao tecido do pulmão esquerdo e o brônquio direito ao pulmão direito. Quando comparada a capacidade do pulmão de um mamífero de mesmo tamanho, a capacidade do pulmão de uma ave é aproximadamente a metade. O pulmão adere à cavidade da costela. Esta adesão é anormal nos mamíferos.

Ao contrário dos mamíferos, nas aves não existe diafragma separando a cavidade torácica da cavidade abdominal. Os pulmões das aves são fixos; não expandem – se nem contraem – se em passagens menores chamadas mesobrônquios, que , por sua vez, ramificam – se em corredores microscópicos que passam pelos tecidos do pulmão.

Os sacos aéreos comunicam – se com o tecido pulmonar e com os mesobrônquios. Existem nove sacos aéreos, e podem ser considerados como dois grupos – os sacos aéreos torácicos e os sacos aéreos abdominais.



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SISTEMA GASTRO-INTESTINAL

 
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APARELHO REPRODUTIVO MASCULINO DA AVE


 



  APARELHO REPRODUTIVO FEMININO DA AVE



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