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16 Maio 2011 

Sementes de relva para aves

SEMENTE DE RELVA: 1.80€ KILO, Excelente para pássaros silvestres e exóticos, tentilhões, dom fafe, escrevedeiras, pintassilgos, pintarroxos, lugres, uragus sibericus,cruza bicos, e exóticos.

Admin · 269 vistos · 0 comentários
Categorias: PROMOÇÕES
07 Abr 2011 

Sementes especiais para aves

Vendo vários tipos de sementes especiais para aves.

Trigo serraceno, relva, alface branca, cardo mariano, cardo alemão, canhamo, linhaça, niger, papoila azul, milho alvo japonês, cartamo, feijão mungue, sementes selvagens, perilha, chia, chicória, sésamo, ...

ESTA SEMANA PROMOÇÃO:

SEMENTE DE RELVA: 1.80€ KILO, Excelente para pássaros silvestres e exóticos, tentilhões, dom fafe, escrevedeiras, pintassilgos, pintarroxos, lugres, uragus sibericus,cruza bicos, e exóticos.

MILHO ALVO JAPONÊS: 3.15€ KILO, O milho alvo mais mais rico em proteínas. Aumenta a qualidade da mistura. Excelente para exóticos periquitos e grandes periquitos.

FEIJÃO MUNGUE ( KATJANG IDJOE ) : 1.70€ KILO, Pertence à família da soja. Pelo seu poder germinativo é muitas vezes utilizado em sementes de germinar, igualmente para espécies de pássaros mais pequenos. Os rebentos são exactamente como rebentos de soja, muito ricos em proteínas. Excelente para grandes periquitos, papagaios, e em sementes de germinar.
06 Jan 2011 

Produtos para aquariofília com descontos

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07 Jan 2010 

ALIMENTOS EXITANTES


Pode acontecer que certos pássaros, por descondicionamento, erro alimentar ou outras causas individuais, não atinjam a perfeita forma amorosa.

Nestes casos é necessário se individualizar, quando possível, a causa desta deficiência amorosa. Se o exemplar aparenta-se saudável, pode-se tentar a administração de "alimentos estimulantes", estes são:

-Sementes: Cânhamo, niger, cominho, anis, sementes silvestres de várias espécies, semente de erva-doce;

-AMARELO do ovo: cozido em banho Maria;

-Vitaminas A-D3-E.

As sementes citadas, todas ou em parte, podem ser administradas em recipientes, separados até que o exemplar chegue à forma amorosa (convém também a administração de diversas sementes de plantadas silvestres); as sementes comuns da mistura, como niger, cânhamo, podem também ser aumentadas. Todas as sementes devem ser frescas, integras e sem pó.

O AMARELO do ovo, que contém a lecitina que tem ação afrodisíaca, pode ser administrado misturado a biscoito triturado; uma quantidade tripla deste e uma gema (o total deve ser consumido em cerca de duas horas, pois de outro modo poderá alterar e tornar-se nocivo, principalmente se em temperatura e umidade elevadas); pode-se administrar em dias alternados por uma semana, evitando-se com cuidado o fornecimento dele envelhecido ou rançoso, o que levaria distúrbios hepáticos (além disso, depois de duas horas em contato com o farinhado de biscoito ou de qualquer outra farinha, começam a formar-se fungos invisíveis a olho nu que provocam graves distúrbios intestinais, etc.).

O Niger Guizotia abyssinica ou oleifera), planta anual da família das Compostos, originária da Abssínia, extensamente cultivada na Índia, onde é chamada de Ramtil (na África Neuk), nos países quentes (essencialmente em certas zonas da Itália meridional) dá muitas sementes ricas em óleo e proteínas que têm também uma ação afrodisíaca. Igualmente se pode dizer para as sementes de cânhamo, porém estas últimas são menos digeríveis que o niger. Em todo caso, estas e todas as outras sementes devem ser frescas, integras, isentas de impurezas e de pó; caso contrário, sobretudo se não íntegras, ficam com óleo rançoso extremamente tóxico (presença de "peróxidos") e com ação antivitaminica. Isto vale para todas as sementes oleosas.

A cantárida (cantharis obscura ou Lyssa vescicatoria) é um inseto coleóptero de cor verde-metálico e de odor desagradável; do pó de algumas partes do seu corpo se obtém uma droga, chamada "cantárida", cujo princípio ativo, dito "cantaridina", tem a propriedade revulsiva e afrodisíaca. A droga em pó, que pode ser adquirida em farmácias, é dissolvida em água quente (solução 1 para 1000; ou seja, 1 grama para 1 litro d'água); a solução, obviamente fria, é adicionada na água de beber, na dose de uma colher das de café para cada 100 ml; a cada dia, por ex: às 8 horas, traça-se a água do dia precedente, colocando-se nova colher da solução de cantárida em nova água (todas as soluções, além de 24 horas, podem tornar nociva); o tratamento varia de 5 a 10 dias porém, não deve superar 7 dias de administração na maioria dos casos. A utilização da cantárida torna-se necessária somente para os sujeitos sãos que não têm reagido aos outros alimentos afrodisíacos naturais mencionados ou ao tratamento à base de soluções aquosas de suplementos vitamínicos abaixo indicados. É importante não exceder em todos os alimentos afrodisíacos, quer para se evitar distúrbios no fígado e baço, quer para impedir uma excitação amorosa excessiva; neste caso os machos, muito estimulados, realizam cópulas muito rápidas com conseqüente dificuldade de fecundação da fêmea; esta última, ao contrário, se muito excitada, procura excessivamente as cúpulas e isto pode levar diversos fatos negativos (ausência ou mal construção do ninho, muitos ovos postos fora do ninho e, assim, com fácil rotura da casca, depois de poucos dias da postura, abandono dos ovos na procura de nova cópulas, à miúde ovos não "gelados", etc.). Os suplementos vitamínicos, líquidos ou em pó solúvel, à base de vitamina A- D3-E (evitar a administração da vitamina E sozinha, como aconselham muitos autores e criadores, devido que doses elevadas dela somente levam a danosos desequilíbrios de todos os fatores vitamínicos do organismo), disponíveis no comércio, seja para uso humano, seja para uso veterinário (geralmente 3 a 8 gotas em um bebedouro de 100 ml, renovada a solução a cada 24 horas, por 4 a 8 dias seguidos; repetir, se necessário, o tratamento depois de 8 a 10 dias), freqüentemente colocam em boas condições amorosas os exemplares "tardios". Em geral se pode dizer que os sujeitos sãos, bem alimentados e adequadamente alojados entram espontaneamente em amor, quando a quantidade e duração da luminosidade se faz mais intensa (primavera-verão) e a temperatura torna-se mais quente. Nas hibridações pode se regular antecipando ou retardando a forma amorosa. Para os sujeitos que se cansam ao entra em amor se administra preferivelmente os alimentos naturais supra indicados (semente varias, sementes condicionadoras, niger, cânhamo, sementes de reseda luteola, AMARELO do ovo) durante um certo período, ao mesmo tempo, ou a seguir, administra-se soluções aquosas de vitaminas A, D3 e E e apropriadas para um bom funcionamento das gônadas e para a fertilidade dos espermatozóides e do ovo.Só excepcionalmente se recorre as cantáridas. Evitar a administração de substancias hormonais, difíceis de dosar-se para os pequenos organismos dos pássaros e ser muito perigosa, já que uma mínima quantidade em excesso descondiciona todo o sistema hormonal com conseqüentes mal estar, atrofia das gônadas e esterilidade que, em alguns casos, como já aconteceu em alguns criadouros, podem tornar-se fatais. Para facilitar a forma amorosa pode-se também agir de uma das duas seguintes maneiras:

A)Colocar o casal próximo a um macho (geralmente da mesma espécie da fêmea) em pleno canto (mas de modo que não possa ser visto, para evitar que a fêmea passe a não aceitar o macho destinado);

B) Fazer "sentir" o canto de um macho fortemente em amor, apresentado com ótima qualidade de gravação.
07 Jan 2010 

VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DE ANTIOXIDANTES



VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DE ANTIOXIDANTES NA NUTRIÇÃO ANIMAL


Durante os últimos anos se tem enfatizado a pesquisa sobre certas substâncias de origem natural que atuam retardando o envelhecimento e prevenindo doenças crônicas ou de difícil tratamento no homem. Tem-se observado seus efeitos em doenças cardiovasculares, renais, hepáticas, mal de Parkinson, Alzheimer e até mesmo Câncer, na busca continua em melhorar a qualidade de vida. Estas substâncias, chamadas de Antioxidantes, nada mais são que compostos que atuam controlando os processos de oxidação nas células, evitando assim os desequilíbrios que acabariam manifestando alguma doença.

Nos animais, em especial nos de companhia a ação dos antioxidantes tem cada vez mais importância, pois devido à similaridade biológica destes animais ao homem, eles também envelhecem e padecem de doenças similares as nossas, assim como sofrem situações de stress que podem afetar sua saúde. No caso dos pássaros, sobre tudo aqueles que além do valor sentimental, possuem um valor especial por sua beleza e qualidades, também podem ser afetados pelas situações de stress que os levem aos limites de sua fisiologia, de forma que um suplemento a base de antioxidante, através da alimentação, reforça seu estado sanitário, sua vitalidade, melhorando assim seu rendimento e sua qualidade de vida.

Existem vários antioxidantes naturais, entre os quais podemos citar a vitamina E, o Selênio, os Carotenóides, a Vitamina C e os Bioflavonóides, os quais na grande maioria são encontrados nos alimentos. Porém pesquisas recentes demonstram a conveniência da adição extra de algumas destas substancias na prevenção de doenças, manutenção da capacidade reprodutora e proteção do sistema munológico.

Daremos ênfase a um grupo destas substâncias que chamamos de Bioflavonóides. Os Bioflavonóides são substâncias polifenólicas presentes na maioria das plantas, mais concentrada nas sementes, nas cascas das frutas e frutos secos e também nas folhas e flores. Na plantas, os Bioflavonóides cumprem numerosas atividades biológicas, como antioxidantes protetores frente aos radicais livres produzidos pela fotossíntese e pela contínua exposição aos raios ultravioleta do sol sobre as folhas e como protetor frente a ataques fúngicos e bacterianos. São os compostos que dão cor às flores e frutos. Grande número de plantas medicinais contém Bioflavonóides e são utilizadas há séculos por seu efeito antimicrobiano, antiinflamatório, antialérgico, antiviral, antimutagênico e por suas ações vasodilatadoras. São parte da defesa antioxidante natural encontrada nos alimentos.

Estudos epidemiológicos em humanos tem demonstrado a relação entre o consumo da dieta de frutas e vegetais e uma gama de enfermidades coronárias, câncer e alterações relacionadas! com a idade. Por outro lado vários estudos, tanto in vitro como em animais de laboratórios e de campo, tem demonstrado os excelentes efeitos biológicos dos Bioflavonóides a partir de suai potente ação antioxidante.

Os radicais livres e sua relação com o metabolismo

Os radicais livres são moléculas ou substâncias altamente tóxicas ao organismo, formadas a partir do oxigênio e que têm um número ímpar de elétrons na sua órbita externa, isto é, possuem um elétron não pareado na sua última órbita. São altamente reativos e notáveis e são capazes de grandes alterações químicas num espaço de tempo muito pequeno. Os radicais livres também podem ser produzidos de maneira descontrolada pelo uso de produtos tóxicos, ozônio, radiação ultravioleta e contaminantes ambientais.

O dano celular causado pêlos radicais livres acontece porque eles reagem com todos componentes celulares. Assim, conforme o local e a quantidade, resultarão diferentes tipos de alterações químicas que provocam a destruição de determinadas estruturas celulares e de funções da célula, promovendo o envelhecimento e diversas doenças. Esta ação negativa dos radicais livres é controlada pelo sistema de defesa do organismo e pêlos agentes antioxidantes.

Os lipídios, das biomoléculas, são os mais susceptíveis a sofrer os ataque dos radicais livres. Mais especificamente os ácidos graxos polinsaturados de cadeia dupla, que contém duplas ligações. A destruição oxidativa dos ácidos graxos polinsaturados, conhecida como peroxidação lipídica pode ser muito danosa uma vez que é uma reação em cadeia que se auto perpetua.

Biofiavonóides e os radicais livres Um dos primeiros sistemas afetados pêlos radicais livres é o sistema imunológico. As células imunológicas estão relacionadas entre si através de uma Pássaros comunicação celular, sobretudo através das membranas, as quais são ricas em ácidos graxos polinsaturados, que quando sofrem os efeitos da peroxidação colocam em perigo toda a integridade da membrana, uma vez que se altera sua fluidez, resultando na alteração do sinal celular e conseqüentemente em sua função.

Os Biofiavonóides ao bloquearem os radicais livres, inibem sua ação danosa, protegendo assim o sistema imunológico. Esta proteção é especialmente interessante em animais jovens submetidos a vacinação o que exige um esforço maior do sistema imunológico. Outra ação interessante dos Biofiavonóides é quanto a inibição de mediadores químicos implicados nas reações alérgicas adversas, como a histamina. Isto significa que suplementação via nutrição pode ser uma via no controle de processos alérgicos em animais domésticos.

O stress oxidativo também esta relacionado com doenças neurodegenerativas relacionadas a idade, como o mal de Parkinson e Alzheimer, devido ao incremento do cálcio intracelular que produz estes danos neurológicos. Diversos trabalhos em cães demonstram que a suplementação com antioxidantes como os Biofiavonóides melhoram a vida cognitiva de cães velhos. Com base em experiências com animais se tem demonstrado que os Biofiavonóides e o ácido ascórbico contido em frutas e vegetais inibem significativamente a arteriosclerose, reduzindo a oxidação do colesterol etriglicérides no sangue. A redução destes parâmetros supõe uma redução na apresentação das enfermidades cardiovasculares associadas ao envelhecimento.
O stress oxidativo também está relacionado com as enfermidades degenerativas e inflamatórias articulares. Os biofiavonóides incrementam a síntese do colágeno, acelerando a conversão de colágeno solúvel em colágeno insolúvel e inibindo o catabolismo do colágeno solúvel. Este efeito é especialmente interessante naquelas raças de cães gigantes, que crescem de forma acelerada nos primeiros meses de vida. A suplementação de Biofiavonóides durante toda vida animal pode prevenir artroses e artrites decorrentes da idade. Diversos trabalhos têm mostrado uma correlação inversa entre o consumo de Biofiavonóides e o câncer. Esta linha de trabalho está sendo intensamente! estudada na medicina humana.

A nível intestinal, o sinergismo entre os Biofiavonóides e a vitamina C trabalha regulando a flora intestinal, impedindo o desenvolvimento da flora patogênica e favorecendo a flora benéfica, como os lactobacilos, por exemplo. Prevenindo-se assim, distúrbios que possam desencadear diarréias, promovendo ainda a proteção contra o stress oxidativo das células intestinais.

Como podemos observar ai suplementação da dieta animais com antioxidantes naturais associados a vitamina C ajudam a mantê-los com ótima saúde, prevenindo doenças e melhorando sua performance.
07 Jan 2010 

A IMPORTANCIA DA NUTRIÇÃO


Os animais de boas raças exigem uma alimentação racional para alcançar melhor produção.
Os animais de raças inferiores, com a mesma ração dada às boas raças, nunca alcançam a produção delas.
Devem ter condições de habitat ou meio ambiente:
É o conjunto de fatores que dá condições para a vida. Esses fatores são AR, LUZ, TEMPERATURA, PRESSÃO, UMIDADE, etc.

BOA ALIMENTAÇÂO: Selecionando e racionalizando os alimentos adequados à nutrição dos animais, podemos obter a melhor produção das mesmas. Se é verdade que boas raças são fundamentais na criação, assim também é na alimentação. Esses dois fatores se completam com o bom estado sanitário do rebanho.
A alimentação racional e suficiente garante uma boa produção, porque confere ao animal os elementos plásticos e energéticos essenciais à vida.

BOM ESTADO SANITÁRIO DOS REBANHOS: Animais sadios produzem, animais doentes não produzem. A mortalidade deve ser baixa, para melhor rendimento do rebanho. Assim, também, deve ser alto o índice de natalidade. A boa raça e com um bom estado sanitário converte melhor o alimento, dando maiores lucros.

RAÇÂO:
É aquele que contém todos os alimentos essenciais a um perfeito equilíbrio do organismo, em quantidades suficientes para repor os desgastes naturais à produção de energia e à reprodução.
Duas são as finalidades: manutenção e produção.

RAÇÃO DE MANUTENÇÃO:
Chamamos aquela dada ao animal, para a produção de energia e reposição dos desgastes naturais.

RAÇÃO DE PRODUÇÃO:
Será aquela dada ao animal, para compensar a produção, quer seja carne, leite, ovos ou ainda a procriação.

ÍNDICE DE CONVERSÃO:
É o número que exprime a quantidade de quilos de ração necessárias para formar uma unidade de produto (líquido de carne, ovos, leite, etc).

CONSTITUINTES DA RAÇÃO:
a) proteínas
B) carboidratos (açúcar, amido, celulose, etc)
c) gordura (gorduras, esteróis, carotenos, fosfolipídios)
d) Minerais
e) Vitaminas
f) Água

a) Proteínas

As proteínas são absorvidas ou assimiladas no tubo digestivo com aminoácidos, que são seus componentes elementares.
Alimentos protéicos são aqueles que fornecem proteínas.
As proteínas quanto à sua natureza são de origem animal e vegetal. As proteínas animais são de qualidade superior às proteínas vegetais.
Os aminoácidos são necessários ao organismo, para que ele elabore suas próprias proteínas.
O número e qualidade de aminoácidos presentes determinam a quantidade de proteínas. Por essa razão, é melhor que se use mais do que uma fonte de proteínas nas rações, para que se tenha uma maior segurança de estarmos suprindo de maneira adequada os diferentes aminoácidos necessários.
Quando usamos as proteínas vegetais, o aminoácido mais comumente definido é a metionina.
As proteínas animais são também melhores que os vegetais, como fonte de vitaminas e minerais essenciais. Suas maiores desvantagens são suprimentos reduzidos e preço elevado.
As proteínas animais são as melhores fontes dos aminoácidos limitantes: lisina, triptofano e cistina.

EIS OS NOMES DE ALGUNS AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS:
Arginina – Lisina – Histidina – Ácido Aspártico – Treonina – Serina – Fenilanina – Cistina – Ácido Glutâmico – Prolina – Hidroxiprolina – Glicina – Alanina – Triptofano – Leucina – Valina – Metionina – Isoleucina – Leucina – Tirosina.

PRINCIPAIS FONTES DE PROTEÍNAS VEGETAIS:
Farelo de torta de algodão – Alfafa - Farelo de soja – Protenose – Farelo de trigo – Farelo de arroz, etc.

PRINCIPAIS FONTES DE PROTEÍNAS ANIMAIS:
Farinha de peixe – Farinha de fígado – Farinha de carne – Farinha de sangue, etc.

RELAÇÃO ENERGIA – PROTEÍNA
A última novidade em nutrição animal foi a descoberta de que a relação entre a proteína e a energia (colorias) da ração muito tem a ver com a eficiência da mesma. Esta relação parece não ter quase nenhum efeito sobre a produção total (leite, ovos, carne, produção, etc), mas está ligada a conversão da ração.
Uma ração de alta eficiência é aquela que contém grande quantidade de calorias para a proteína que é ingerida.
A relação correta calorias – proteínas na ração é importante para que essa tenha o melhor aproveitamento da proteína que contém. Se houver proteína em excesso, esta é usada como hidrato de carbono.
Se o excesso for hidrato de carbono em quantidade suficiente, para que toda proteína da ração seja usada apenas como proteína, resultará numa eficiência máxima e esta finalidade de se relacionar as calorias com as proteínas a ração.

B) Carboidratos

Os Hidratos de carbono, são substâncias ternárias compostas de Hidrogênio, Oxigênio e Carbono. Constituem cerca de ¾ partes de matéria seca dos vegetais. Este grupo de substância inclui os açúcares, que são compostos orgânicos relativamente simples e também o amido, celulose e outros compostos orgânicos de natureza mais complexa. Os Hidratos de Carbono são também divididos em seus elementos componentes e absorvidos como açúcares simples (glicose, levulose, etc). que por sua vez são convertidas no fígado e armazenados como amido ou glicogênio.
Os Hidratos de Carbono são utilizados pelos animais como fonte de energia.
Quando há Hidrato de Carbono em excesso na ração, os mesmos transformam-se em gorduras armazenada.
Alimentos ricos em Hidrato de Carbono mais utilizados são: Milho, sorgo, Batata Doce, etc.

c) Gordura e Lipídeos
Como Hidrato de Carbono, as gorduras são compostas de carbono, Hidrogênio e Oxigênio.
As Gorduras fornecem cerca de 2,25 vezes mais calor (energia) do que os Hidratos de Carbono na combustão, tendo portanto um maior valor alimentício.
As Gorduras não constituem somente uma fonte concentrada de energia e de produção de gordura corporal ou de gordura de leite, mas possuem também outras funções. Elas auxiliam a absorção das vitaminas A, D, E e K dos alimentos, especialmente do caroteno e podem auxiliar a absorção de Cálcio.
As Gorduras, quando assimiladas após a digestão dos alimentos, acumulam-se em várias regiões do corpo constituindo reservas para serem utilizadas nas ocasiões de escassez (doenças, prenhez, reprodução, etc).
Essas reservas gordurosas, depois de sofrerem reações químicas complexas, estão em condições de serem utilizadas pelo organismo como fonte de calor e energia.
O poder energético das Gorduras é o dobro das proteínas e dos Hidratos de Carbono. Para se conseguir uma elevada digestibilidade das gorduras e das proteínas é indispensável haver uma relação entre 1:3 a 1:5, que é denominada de relação adipoproteica.

d) Minerais
São componentes inorgânicos dos alimentos que desempenham papel importante no metabolismo dos organismos animais e vegetais.

Classificação dos Minerais
São classificados em dos grandes grupos. Chamados de:

1-Minerais Plásticos:
Importantes na formação do corpo, intervindo na regularização funcional de numerosos processos vitais, são eles: Cálcio, Fósforo, Cloro e Sódio.

2-Oligo-Elementos ou Micro-elementos ou Elementos Minerais Menores:
Essas substâncias gozam da particularidade de exercer, em pequena dose, franca ação biológica de natureza biocalitíca, são eles: Ferro, Cobalto, Cobre, Iodo, Enxofre, Magnésio, Manganês e Zinco.

e) Vitaminas
São componentes orgânicos dos alimentos, dos quais apenas uma parcela reduzida (alguns miligramas) é indispensável, diariamente, ao crescimento celular para a manutenção de suas funções normais.
À falta ou excesso de Vitaminas, dão-se os nomes de Hipovitaminose e Hipervitaminose, respectivamente. O termo Avitaminose seria a falta total de vitaminas, o que não é possível de se constatar.

Funções das Vitaminas
As Vitaminas desempenham um papel relevante na distribuição das Proteínas, dos Hidratos de Carbono, das Gorduras, dos Sais Minerais de Água.

Origem da palavra Vitamina
Esse termo foi proposto pelo Dr. Casimir Funk em 1912, acreditava ele na existência de certas substâncias indispensáveis à vida e similares as “Animais” e criou, para designa-las, a palavra VITAMINAS.
Posteriormente, se verificou que nem todas essas substâncias são animais, mas a designação original está hoje consagrada pelo uso.

Natureza das Vitaminas
As Vitaminas não são substâncias vivas, mas compostos químicos definidos, atuando até certo ponto como catalisadores.

Razão de Designação das Vitaminas por Letras
As Vitaminas são designadas por letras porque, de início, quando se estudaram as suas propriedades, não se conhecia sua composição química.
Porém, à medida que se tornavam conhecidas, eram rotuladas com designação químicas próprias.

Situação atual da Classificação das Vitaminas
1-Vitaminas Azotadas
Tiamina ou B1 – Riboflavina ou B2 – Piridoxina ou B6 – Ácido Fólico – Ácido Nicotínico – Ácido Pantotenico – Ácido Para-Amino-Benzóico – Colina – Biotina ou H – Cobalamina ou B12.

2-Grupo dos Esteróis
Complexo D

3-Derivados do Açúcar
Vitaminas C Inusitol

4-Derivados do Caroteno
Vitamina A

5-Derivados da Quinona
Vitamina E
Vitamina K

6-Ácidos Graxos não saturados
Ácido Linoleico
Ácido Linilenico

Datas dos estabelecimentos das Fórmulas de Vitaminas
Ácido Nicotínico - 1913
Vitamina C - 1932
Vitamina A - 1933
Vitamina D - 1934
Vitamina B2 - 1935
Vitamina H (Biotina) - 1936
Vitamina B1 - 1936
Vitamina E - 1938
Vitamina B6 - 1939
Ácido Pantotenico - 1940

Algumas Vitaminas Obtidas Sinteticamente
Vitamina A, vitamina B6, vitamina E, Vitamina H, Ácido Pantotenico, Vitamina B, Vitamina C, Vitamina K, Ácido Fólico, Calciferol, Vitamina D foi obtida por processo fotoquímico (irradiação do ergoterol).

Eficácia das Vitaminas sintéticas
De modo em geral, são tão eficazes como as Vitaminas naturais, Isto é, se forem de alto grau de pureza e corresponderem a composição química das naturais.

g) Água
O conteúdo máximo em água (umidade) que é ainda compatível com a boa conservação é p 13% para os cereais, o 10% para os farelos e as farinhas de qualquer procedência.
Para as gorduras, contidas a mais do que 6/7% são facilmente propensas aos fenômenos de deterioração.
Aos alimentos para garantir uma boa conservação com os meios comuns, dependem do conteúdo em água e das quantidades em gorduras.
06 Jan 2010 

NOMES COMUNS E CIENTIFICOS DE ALGUMAS AVES


NOMES COMUNS E CIENTIFICOS DE ALGUMAS AVES

Avestruz - Struthio camelus
Alcatraz - Morus bassanus
Abutre real - Sarcoraphus papa
Águia pesqueira - Pandion Haliaetus
Águia imperial - Aquila heliaca
Águia careca - Haliaetus leucacephalus
Águia real - Aquila chrysaetus
Açor - Accipiter gentilis
Arara azul e amarela - Ara araraúna

Bico de lacre - Estrilda astrild
Bengalim do Japão - Lonchora striata
Bico de chumbo - Lonchura malabarica
Bufo real - Bubo bubo

Cegonha preta - Ciconia negra
Cegonha branca - Ciconia ciconia
Cegonha oriental - Ciconia boyciana
Cisne mudo - Cygnus olor
Cisne bravo - Cygnus cygnus
Codorniz - Cortuniz cortunix
Cacatua de crista amarela - Cacatua sulphurea
Cacatua branca - Cacatua alba
Cuco - Cuculus canorus
Coruja das torres - Tyto alba
Colibrí cubano - Colibrí coruscans
Capuchinho cabeça branca - Lonchura maja
Capuchinho cabeça negra - Lonchura atricapilla
Cauda de vinagre - Estrilda caerulesceus
Cruza bicos comum - Loxia curvirostra
Chamariz - Serinus serinus
Chapim azul - Parus caeruleus
Cartacho comum - Saxicola torquata
Carriça - Troglodytes Troglodytes
Canário - Serinus canária
Caturra - Nymphicus
Diamante sparrow - Emblema guttata
Diamante de gould - Poephila gouldiae
Diamante mandarim - Poephila guttata
Diamante bichenov - Poephila bichenivii
Diamante phaéton - Rhodospingus cruentus
Diamante bavette - Poephila cincta
Diamante Kittlitz - Erythura trichora
Degolado - Amandina fasciata
Dom fafe - Pyrrhula pyrruhula
Estorninho malhado - Sternus vulgaris
Face laranja - Estrilda melpoda
Face carmesim - Uraeginthus
Flamingo rosa - Phoenicopterus ruber
Flamingo pequeno - Phoeniconais minor
Faisão dourado - Chrysolophus picus
Faisão da Mongólia - Phasianus colchicus
Falcão peregrino - Falco peregrinus
Guarda rios - Alcedo atthis
Gaio - Garrulus glandarius
Ganso cinzento - Anser anser
Ganso marinho dos Andes - Chloephaga melanoptera
Ganso das neves - Anser caerulescens
Ganso domésticos - Anser Cygnoides
Garça pequena - Ixobrychus minutus
Garça real - Ardea cinerea
Gaivota pequena - Larus minutus
Gaivota grande – Larus marinus
Grifo - Gips fulvos
Gavião da Europa - Accipiter nisus
Loris arco íris - Trichoglossus haematodus

Lugre -- Carduelis notatta
Melro preto - Tardus merula
Milhafre real - Milvus milvus
Merganso grande - Mergus merganser
Merganso pequeno - Mergus albellus
Nandu - Rhea americana
Perdiz cinzenta - Perdix perdix
Pavão real - Pavo cristatus
Pombo doméstico - Columba livia
Pombo turcaz - Colomba palumbus
Periquito arco íris - Tricloglossus Haematodus
Periquito almiscarado - Glossopsitta concinna
Periquito dourado - Psitteuteles gloriei
Periquito de bourke - Neophema bourkii
Periquito - Melopsitacus undalatus
Papagaio ecléctico - Eclectus roratus
Papagaio de fronte azul - Amazona aestiva
Pelicano branco - Pelecanus onocrotalus
Pato branco - Tardona tardona
Pato carolino - Aix sponsa
Pato mandarim - Aix galariculata
Pato real - Anas platyrhychos
Pato prateado - Anas versicolor
Pato arlequim - Histrionicus histrionicus
Pica pau malhado pequeno - dendrocopos minor
Poupa - Upupa epops
Pisco de peito ruivo - Erithacus rubecula
Pardal comum - Passer domesticus
Pardal montês - Passer montanus
Pintassilgo - Carduelis Carduelis
Pintarroxo - Carduelis cannabina
Pardal de java - Padda oryzirova
Quebra ossos - Gypaetus barbatus
Rola diamante - Geopelia cuneata
Rola comum - Streptopelia turtur
Rola malhada - Sreptopelia chinensis
Rola escamada - Scardafella squamata
Rabirruivo preto - Phoenicurus ochrurus
Rouxinol comum - Luscinia megarhynchus
Rouxinol do Japão - Leiothrix lutea
Tordo comum - Turdus philomelos
Tentilhão comum - Fringilla coelebs
Verdelhão - Carduelis chloris
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06 Jan 2010 

GENETICA


INTRODUÇÃO À GENÉTICA

OS CROMOSSOMAS LOCALIZAM-SE NOS NÚCLEOS DAS CÉLULAS.

CADA ESPÉCIE TEM UM NÚMERO CONSTANTE E CARACTERÍSTICO DE CROMOSSOMAS

O HOMEM TEM 46 CROMOSSOMAS (23 PARES) E O CANÁRIO 18 CROMOSSOMAS

(9 PARES DE MACROCROMOSSOMAS)

DOS QUAIS UM PAR CONSTITUI O PAR DE CROMOSSOMAS SEXUAL, E OS OUTROS OITO PARES OS AUTOSSOMAS.

GENES LIVRES - SÃO OS GENES QUE ESTÃO LOCALIZADOS NOS AUTOSSOMAS

GENES LIGADOS AO SEXO - SÃO OS GENES LOCALIZADOS NOS CROMOSSOMAS SEXUAIS.

GENES LIGADOS - SÃO OS GENES LOCALIZADOS NO MESMO CROMOSSOMA

OS CROMOSSOMAS DE CADA CÉLULA SÃO SEMELHANTES E CORRESPONDENTES DOIS A DOIS -PARES DE CROMOSSOMAS HOMÓLOGOS

CADA GENE OCUPA UMA POSIÇÃO PRECISA NUM CROMOSSOMA – É O SEU LOCUS

NA GENERALIDADE DOS CASOS, CADA CARACTER DEPENDE DE DOIS GENES SITUADOS NO MESMO LOCUS EM CROMOSSOMAS HOMÓLOGOS.

ALELOS – É O PAR DE GENES CORRESPONDENTE AO MESMO CARACTER E SITUADOS NO MESMO LOCUS EM CADA UM DOS CROMOSSOMAS HOMÓLOGOS.

QUANDO OS DOIS GENES QUE DETERMINAM UM CARACTER, SÃO IDENTICOS NOS SEUS RESPECTIVOS CROMOSSOMAS HOMOLÓGOS, O CANÁRIO DIZ-SE HOMOZIGÓTICO OU PURO EM RELAÇÃO A ESSE CARACTER

QUANDO OS DOIS GENES QUE DETERMINAM UM CARACTER, SÃO DIFERENTES NOS SEUS RESPECTIVOS CROMOSSOMAS HOMOLÓGOS, O CANÁRIO DIZ-SE HETEROZIGÓTICO EM RELAÇÃO A ESSE CARACTER

O TERMO HETEROZIGÓTICO ESTÁ ASSOCIADO AO TERMO “PORTADOR DE “.


0S GENES LETAIS

SÃO AQUELES CAPAZES DE PRODUZIR O ABORTO EM EMBRIÕES OU A MORTE DOS INDIVÍDUOS QUE O APRESENTAM. PODEM SER GENES DOMIMANTES OU RECESSIVOS.

EXEMPLO: BRANCO DOMINANTE

POR VEZES ALGUNS GENES LETAIS ESTÃO LOCALIZADOS EM CROMOSSOMAS SEXUAIS, O QUE PODE EXPLICAR QUE ALGUNS CASAIS SÓ TENHAM CRIAS DE UM SEXO OU DE OUTRO.


OS GENES SUBLETAIS

SÃO GENES QUE PRODUZEM MORTALIDADE EM APENAS DETERMINADA PERCENTAGEM DOS INDIVÍDUOS QUE OS APRESENTAM.

EXEMPLO: INTENSO, POUPA E “PELE NEGRA”.
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06 Jan 2010 

PINTASSILGOS E MUTAÇOES


Fauna Europeia

O Pintassilgo-Comum “Carduelis Carduelis”- Criação suas Mutações
A taxonomia moderna substituiu o Gênero Pringilla, indicado por Linnaeus (1758), pelo Gênero Carduelis, mais apropriado e específico para uma classificação que hoje identifica o pintassilgo comum. Conhecido popularmente como Pintassilgo Português (Carduelis carduelis), em inglês Goldfinch, em alemão Stieglitz e em francês Chardonneret, é encontrado desde o norte da África, Ilhas Canárias, da Madeira e Açores, passando por toda a Europa até uma parte da Ásia. Existem dois grupos
básicos de Carduelis:

Os Carduelis carduelis e os Carduelis caniceps , e muitas subespécies, por isso notamos a diferença de tamanho e também da presença do preto na máscara e na nuca. Diz-se que quanto mais ao norte, maiores são os pintassilgos.

Dados biomorfométricos forma nominal:

Comprimento médio: 13cm;
Peso: 13-18g:
Bico: 11-16mm;
Asas 73-83mm.

Descrição:

Macho adulto: Bico cinza esbranquiçado, ápice do bico negra que no período reprodutivo tende a ficar branco perolado, perímetro do bico circundado por penas negras (bigode) que juntam na superfície anterior dos olhos, típica máscara vermelha alaranjada que se estende distalmente além da margem posterior do olho, face branca mais ou menos infiltrada de marron, vértice, nuca e lados do pescoço negros, dorso marrons, sobrecauda branca; asas e cauda negro-brilhante; bordas das asas amarelo-ouro típico dos carduelídeos; flancos marron; peito branco infiltrado de marrom; ventre e sobre-cauda brancos; patas marrom-rosado.

A fêmea adulta difere do macho por pequenas particularidades que somente o olho mais esperto consegue observar (pode-se dizer que esta espécie não apresenta um nítido dimorfismo sexual): a cabeça é mais arredondada, a máscara vermelha é mais restrita e não ultrapassa a metade do olho, o negro das asas e da cauda é ligeiramente mais opaco do que o do macho, os ombros (pequenas coberteiras alares) são cinza esverdeado quase negro (esta última particularidade é muito importante para distinguir precocemente o sexo dos novos).

Os jovens participam com os adultos somente as asas e a cauda; o resto da plumagem se apresenta de cor cinza esbranquiçado, manchando de maneira confusa a estrutura marrom enegrecida determinantes para o mimetismo dos próprios.

Subespécies

Existem diversas subespécies de pintassilgos-comuns, classificáveis em dois grandes grupos:

Subespécies de calota negra: fazem parte deste grupo todas as várias subespécies de pintassilgos distribuídos na Europa e África setentrional (Carduelídeos ocidentais). Omito voluntariamente a lista de todas as subespécies descritas (alguns autores assinalam mais de 20!) já que se diferenciam entre si por pequenos detalhes (principalmente tamanho e quantidade de marrom) muito variáveis também no âmbito da população de um território. Em geral, vale a regra segundo a qual partindo do norte da Europa e indo para o sul, a carga do marrom (nos flancos, peito e bochecas) tende a aumentar enquanto o tamanho tende a diminuir. Um clássico exemplo é aquele dado de duas subespécies colocadas nos extremos da classificação: de um lado o Carduelis carduelis tschussi, distribuído no norte da África e na Sicília, caracterizado pelo diminuto tamanho (11 a 11,5cm) e de uma notável carga de feomelanina.

Subespécies de calota cinza: fazem parte deste grupo as "verdadeiras" subespécies do pintassilgo-comum, caracterizadas pela completa ausência da calota negra e distribuídas o Médio Oriente e na Ásia (carduelis orientais). Para ser breve, recordamos apenas o nome científico e a distribuição das três formas mais conhecidas: 1) Carduelis carduelis canicepsou pintassilgo do Himalaia (Himalaia e Ásia centro-meridional); 2)
Carduelis carduelis subulata. (Sibéria meridional, Altai e norte da Mongólia). 3) Carduelis carduelis
paropanisi ou pintassilgo do Turquistão (Afeganistão, Irã, Ásia Central e, China).

Habitat e comportamento na natureza

O pintassilgo - comum é espécie muito adaptável, como demonstra a sua distribuição ao longo das diversas latitudes euro-asiáticas. Habita bosques, jardins e zonas abertas, seja a nível do mar ou em elevadas montanhas.
O casal se forma no final do inverno, início da primavera (Fevereiro -Março), quanto o aumento das horas de luz e a disponibilidade de sementes espontâneas no estado latente facilita a entrada no estro (cio) dos dois sexos.

O macho se apossa primeiramente do território, cantando repetidamente para atingir a fêmea. Quando o casal se forma ele ficará unido até o final da estação reprodutiva.

O primeiro encontro entre os dois sexos (e isto também se observa em cativeiro) é um momento altamente espectacular: o macho com as asas abaixadas e a cauda aberta em leque executa um voltei o de cortejamento (faz a "roda"), acompanhando-a cadenciando-a com características notas metálicas; a fêmea responde com os mesmos movimentos aceitando assim
a corte.

O número de ninhadas num ano varia de duas a três e o período de nidificação vai de Março a Agosto. A fêmea seguida pelo macho como uma sombra, escolhe o local adequado para nidificação. O ninho geralmente fica numa altura não inferior a dois metros. na extremidade de um ramo bem firme e recoberto por vegetação fechada.
Ciprestes, abetos, amendoeiras, eucaliptos, mimosas, oliveiras, mandarins, laranjeiras, vinhedos, heras são as árvores e as plantas preferidas para a nidificação.

O ninho é construído somente pela fêmea e é uma verdadeira obra-prima de habilidade. Do início da incubação até os primeiros 5-7 dias de vida dos pequenos, o macho ocupa-se na defesa do território e na alimentação da fêmea, que abandona o ninho somente para realizar as próprias exigências fisiológicas.

A partir do sétimo dia de vida, o macho toma parte activa na alimentação dos filhotes, levando até o fim a difícil tarefa do "desmame" (a fêmea já começa com o choco seguinte).

Uma vez "desmamados", os jovens juntam-se em bandos mais ou menos numerosos, também junto a outros fringilídeos ( Chamariz - Serinus Serinus, Pintarroxo - Carduelis Cannabina, Tentilhão-Comum -Fringilla Coelebs, Lugre - Carduelis Spinus) na procura de zonas de pasto e de poças de água.

Mutações

Contamos aqui um pouco de cada uma delas:

Pastel - A primeira mutação que surgiu foi a Pastel ou Diluído na Bélgica, em 1989, e é uma mutação sexo-ligada.

Canela - A Canela surgiu através de uma fêmea capturada da natureza nos anos 90 que Paolo acasalou com um macho grande de Pintassilgo (da região do norte da Europa). Na primeira rodada criou dois machos e uma fêmea. Como é uma mutação sexo-ligada, com dois machos portadores de Canela, já obteve a perspectiva de no próximo ano criar a primeira fêmea Canela
nascida em cativeiro. A mutação estava fixada. A característica desta variedade é determinada pela transformação da eumelanina negra na cor
marrom acanelado.

Ágata - A mutação Ágata tem um contraste violento de cor e acho que é a mutação mais bonita dos Pintassilgos. Ela surgiu entre 1993 e 1994 na Itália, também vinda da natureza e também é uma mutação sexo-ligada.

Isabel - Através do acasalamento entre a Ágata e a Canela, em 1995 surgiu a primeira Isabel, de característica sexo-ligada. A mutação Isabel tem a coloração um pouco mais clara que a Canela.

Opalino - No ano de 1998, vinda da natureza, surgiu a segunda mutação recessiva, a Opalino. Como é recessiva, existem inúmeras expectativas na combinação das diferentes mutações com a Opalino, particularmente com a Canela, Ágata e Isabel. A Opalino Ágata e Opalino Isabel deveram mostrarse com referência às novas cores, ou seja, extremamente claras.

Eumo - A mais nova mutação do Pintassilgo Português é a Eumo, recentemente capturada na natureza, e é também uma mutação recessiva, como nos canários, podendo ser combinada com as cores já existentes.

Mutação Albino
Albino - Em 1993 surgiu na Bélgica a primeira mutação recessiva (até então todas eram sexo-ligadas), a Albino, quase toda branca de olhos vermelhos, mantendo o amarelo em parte das voadeiras e a máscara vermelha.

Características da mutação Albino
A máscara é vermelha-alaranjada, estendo-se desde o queixo até atrás dos olhos, e separada por uma risca branca em torno dos mesmos, que são de cor vermelha.
O capuz é branco, a base do bico é cercado com penugem branca tanto no macho como na fêmea e tem a cor de carne.
A garganta é branca, sendo delimitada por manchas amarelas que se estendem por ambos os lados do peito, representando um cogumelo branco que não é muito visível.
O dorso e o uropígio são brancos, a zona ventral é branca, as rectrizes brancas, remiges são brancas com uma banda de amarelo ao meio e tendo a extremidade branca, as pernas são de cor de carne.
O dimorfismo sexual não é muito claro. Em geral o macho tem o bico mais longo um milímetro, e é de maior estatura.

Há diversas variações desde branco misturado até ao muito raro branco imaculado.

A Mutação branco tem as mesmas bases mas os olhos são neste caso pretos.

Mutação Lutino

Lutino - Foi fixada na Alemanha, em 1997, a primeira mutação dominante, a Amarelo Intenso, e é espectacular, pois o Pintassilgo perde uma de suas principais características que é o contraste com o branco. Como é uma mutação dominante, o que é interessante, porque poderemos combinar com a Satinet, Isabel, Ágata, entre outras.

Características da mutação Lutino

A máscara vermelha estende-se desde o queixo até atrás dos olhos separada pelo bege em torno dos mesmos, que são de cor vermelha.

Uma banda amarela estende-se em forma de arco pela cabeça.

As parótidas vão de cor laranja a amarelo, variando em cada individuo.

O bico é cor de carne, a base do bico é cercado de bigodes laranja nos machos, e amarelos nas fêmeas.

O tórax forma um cogumelo amarelo, com contornos alaranjados, zona ventral é amarela, o uropígio é amarelo claro podendo ser branco, variando de acordo com os indivíduos, são quatro, seis ou oito, as manchas brancas sobre o conjunto de rectrizes; as remiges são bege com a ponta branca e tendo a meio uma mancha laranja, formando uma banda nas asas, as pernas são de cor de carne.

O dimorfismo sexual não é muito claro.

Em geral o macho tem o bico mais longo um milímetro, a máscara vermelha é mais ampla do que a das fêmeas, o macho é de maior estatura.

Com o dedo levantando as penas do pescoço e da cabeça, no macho, quando volta á posição inicial, é perfeitamente reconstituído, enquanto que na fêmea deixa "buracos" onde aparecem penas beges.

Mutação Satiné

Satiné - Mais uma mutação sexo-ligada, a Satinet surgiu simultaneamente em três criadouros da Europa, em 1996, porém até o início de 1999 só existiam fêmeas na cor e machos portadores.

Características da mutação Satiné

A máscara é de cor vermelha, estende-se desde o queixo até atrás dos olhos, que são vermelhos.

Uma banda bege estende-se em forma de arco de cada lado da cabeça esepara o occipício das costas.

O capuz é de cor bege a branco, dependendo do exemplar o bico cor decarne.

A base do bico é cercado de penugem bege tanto no macho como na fêmea.

O branco delimita a garganta acima do bege que aparece dos dois lados do peito formando um cogumelo na zona do tórax, uropígio e zona ventral é branca, o rabo é bege com bolas brancas nas pontas, as remiges são bege com branco nas pontas formando a meio uma banda amarela, as pernas são de cor de carne.

O dimorfismo sexual não é muito claro.

Em geral no macho o bico é mais longo um milímetro, a máscara vermelha é mais ampla do que a das fêmeas, o macho é de maior estatura.

Mutação de Garganta Branca

Características da mutação garganta branca.

A máscara é vermelha, esta máscara vermelha estende-se desde o queixo até atrás dos olhos, separados por pelos negros em torno dos mesmos, a máscara porém restringe-se á base do bico a partir de onde se estende uma faixa branca que define a garganta e se estende ás parótidas.

Os olhos são castanhos escuro.

Uma faixa preta estende-se em forma de arco em cada lado da cabeça separando o branco da cabeça do castanho escuro da nuca e costas.

As parótidas vão de camurça a branco, dependendo do exemplar.

O bico é cor de carne, a base do bico encontra-se rodeado de seda preta no macho e cinza na fêmea.

Em termos de cor esta ave assemelha-se muito ás cores do clássico tirando a garganta que é branca
Conclusão

A expectativa é grande e tendo o "Cardenalito" praticamente todas as cores básicas das mutações existentes, poder-se-à fazer entre elas em 10 anos o que foi feito nos canários em 150 anos, e talvez se consiga até descobrir alguma combinação e explicarmos o que ainda hoje é um mistério em relação aos canários.
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06 Jan 2010 

BENEFICIOS DA LEVEDURA DE CERVEJA


Levedura de cerveja é um outro preferido dos criadores. Seu nome é derivado do processo de fermentação da cerveja do qual é um subproduto. A levedura produzida pela indústria cervejeira tende a ser amarga e difícil de consumir em quantidades significativas. Hoje, entretanto, a maioria das leveduras comercializadas não provém de cervejarias, mas são cultivadas para a exclusiva finalidade de suplementos alimentares. Essas leveduras podem ser intituladas como “nutricionais” ou “primárias”.



Ao contrário do fermento de panificação, a levedura nutricional é considerada um produto “morto” (inativo), e não funcionará no processo de fermentação. O conteúdo vitamínico e protéico da levedura nutricional dependerá do ambiente em que for cultivada. Leveduras alimentares são uma fonte rica de nutrientes e podem conter até 50% de proteína. Elas são uma excelente fonte de vitaminas B, exceto vitamina B12, que agora é acrescentada em algumas marcas para consumo humano.



Leveduras são uma boa fonte de minerais, especialmente selênio, cromo, ferro e potássio. Fósforo também é abundante na levedura; para manter um equilíbrio favorável entre cálcio e fósforo, alguns produtores adicionam cálcio aos seus produtos. Levedura é uma boa fonte de ácidos nucléicos, inclusive ácido ribonucléico. Possui baixos teores de gordura, carboidratos, sódio e calorias.
06 Jan 2010 

BENEFICIOS DO ALHO


Alho parece ser um aditivo útil na água. O principal componente associado ao alho é a alicina. Ela é ativada logo que os dentes de alho são esmagados. A alicina é conhecida por possuir propriedades antibacterianas e diz-se que é eficaz mesmo em concentrações baixas como uma parte de alicina em 125,000 partes de água. Quando comparada à penicilina, diz-se que a alicina possui uma ação de cerca de 1% da ação da penicilina.



O alho inibe o crescimento, ou destrói, cerca de uma dúzia de tipos de bactérias (inclusive Estafilococos e Salmonela spp.), e pelo menos 60 tipos de fungos e leveduras. A alicina parece ser o principal elemento químico responsável por esse efeito.



Os microminerais selênio e germânio são dois componentes do alho japonês, e esses minerais podem surtir algum efeito por sua ação, primeiramente como antioxidantes, isto é, substâncias que protegem células e tecidos dos efeitos nocivos dos peróxidos no organismo. Em segundo lugar, eles são importantes para o desenvolvimento normal do sistema imunológico e, em terceiro lugar, eles podem possuir uma boa ação como agentes anticancerígenos.

O selênio tem demonstrado possuir um largo espectro de ação anticancerígena em ratos, por exemplo. Há indícios que os componentes químicos do alho podem ajudar auxiliar o organismo na desintoxicação, neutralizar ou eliminar substâncias nocivas.
06 Jan 2010 

HIBRIDAÇÃO E MUTAÇÕES


A HIBRIDAÇÃO Na linguagem quotidiana dos criadores de aves em geral, todos conhecem o conceito da hibridação como o cruzamento de duas espécies de géneros distintos, assim como o conceito de híbridos, que corresponde ao exemplar nascido do dito cruzamento. E evidente que forma parte do mundo da genética como tal, na sua vertente de transmissão de caracteres. Na obstante, a árdua tarefa que supõe a investigação dos ditos cruzamentos, probas de trabalho e anos que implicam de forma especifica o sue conteúdo e conceito de hibridologia como essa parte da genética que estuda o cruzamento das espécies e géneros, a transmissão dos caracteres (mutações) entre eles e seus comportamentos. Nos criadores dispomos de dois métodos fundamentais para melhorar as nossas aves: um é a selecção e o outro, a hibridação. A selecção consiste em eleger do nosso plantel as aves que reúnem as melhores condições para o fim que pretendemos. Exemplo: das mutações já conseguidas através da selecção tentamos chegar ao canário negro; as mutações que utilizaríamos para este fim podiam ser o cobalto, o ónix, o negro bruno, aves com a máxima oxidação e pele bem negra etc. Com a selecção o homem conseguiu resultados interessantes, um deles e o canário de postura, surgido de varias selecções ao longo dos anos. Com a hibridação, passa-se o contrario, não nos limitamos só em eleger entre as aves que temos mas também em procurar novos tipos que se reprodução com caracteres diferentes, mediante o cruzamento entre distintas espécies de diferentes caracteres e géneros, como seria o caso do canário, do género serinos, e cardinalito do género carduelis. Pela hibridação podemos juntar num numa só ave vários caracteres ou mutações. A hibridação é o cruzamento de duas espécies ou géneros diferentes. Para mim a hibridação e um trabalho que efectuo com o objectivo de conseguir passar mutações de uma espécie para outra e obter novas raças e espécies. A minha teoria sobre este ponto de vista, e o seguinte: sempre que se cruzam varias espécies ou genes distintos e seus híbridos se possam reproduzir entre si, o choque genético que se produz gerara um novo acoplamento de seus genes, que se transmitiram de geração em geração, o resultado deste conjunto de acoplamentos é de tal forma que uma vês fixadas as características, a ave, que era heterozigoto, se á transformado em homozigoto, criando assim uma nova raça ou espécie. Um híbrido é um heterozigoto, um F1 nascido de pais de diferentes espécies ou géneros distintos, homozigotos cada um na sua espécie, que se cruzam para conseguir novas raças ou simplesmente para passar certos caracteres de uma espécie a outra, fazendo dos seus filhos portadores dos ditos caracteres, com respeito a sua espécie homozigotica, para ele os caracteres transmitidos são ligados ao sexo recessivos o ou caracyeres de herança recessiva autosonica. Exemplo: cardinalito portador de Isabel, canário normal portador de cobalto e ónix. Há casos em que o portador só pode viver em estado heterozigose, chamado de híbrido permanente. Como tal o cruzamento com outras aves, tem que realizar-se assim, em heterozigose. A estes híbridos não ocorre o mesmo que a outra ave de espécie normal, que vive em estado homozigoto, (pintassilgo, canário branco semi-dominante, portador de amarelo), pois este é eliminado pelos genes letais que tem em seu genotipo. Falar de heterocigoto, portador ou F1 e falar de híbridos, já que em essência, são aves que bem por mutação, manipulação ou hibridação, não tendo a mesma concepção genética em seu par decromosomas que os da espécie a que pertencem. É importante estabelecer uma diferença entre o híbrido que dentro de si leva para transmitir um carácter diferente á sua espécie, também chamado de monohibrido ou portador do carácter. Exemplo: cardinalito normal x cardinalito Isabel. O híbrido que obtemos é um monohibrido ou prtador de Isabel. Que diferenciaremos dum híbrido obtido pelo cruzamento de duas espécies distintas, com o qual pretendemos obter uma nova espécie ou raça. Como podem observar nesta altura temos cinco nomes para dizer o mesmo. Ou seja uma ave que no seu par de cromosomas tem um gene diferente do da sua espécie. A alteração do nome tem a ver com o estudo (fim) que iremos realizar nesse momento. Em segundo caso, a única coisa que muda é que com este cruzamento, não pretendemos passar nenhum carácter, mas sim cruzar duas espécies ou géneros distintos para obter uma nova raça ou espécie. Não pretendemos apurar nenhum carácter em particular, o que nos interessa é o resultado da mistura acoplada destas duas espécies ou géneros homozigotas que se cruzaram. Exemplo: macho cardinalito da Venezuela x fêmea xanthogastra. Os híbridos que obtivermos tem 50% de cardinalito e 50% de xanthogastra. Ou seja todas estas aves F1 portadoras de um carácter são monohibridas da sua raça ou espécie em estado heterozigoto, já que possuem um carácter que não tem a sua espécie homozigota. Ainda que o nome de híbrido se aplique ao cruzamento de duas espécies ou géneros diferentes, também é híbrido o individuo que tem um ou mais caracteres diferentes da sua espécie, por norma é aplicado ao cruzamento de duas aves, incluso mestiços, sempre que algum deles é possuidor de um carácter e então seria também híbrido com respeito a esse carácter. Exemplo: verdilhão da china silvestre x verdilhão europeu Isabel: as crias serão mestiços, pois é um cruzamento de duas raças da mesma espécie, cujas crias são férteis machos e fêmeas; híbrido com respeito ao carácter isabel e monohibrido por ser um híbrido que só transmite um carácter extra na espécie; portador porque assim designamos os heterozigotos por terem um carácter ou gene distinto ao da sua espécie. Para que compreendam melhor é como se quisemos entrar em casa e cada entrada tem um nome diferente, (F1, híbrido, portador e monohibrido), mas o resultado será sempre o mesmo entrar em casa. Assim como o nosso resultado é uma ave que em seus cromosomas tem um gene distinto do outro e portanto não são homozigotos na sua espécie. Sempre que cruzamos um monohibrido (portador, heterozigoto) de carácter dominante com um recessivo puro, o fenotipo de todas as suas crias da primeira geração será 50% de fenotipo dominante e 50% de carácter recessivo. Exemplo: canário amarelo, monohibrido do carácter branco recessivo x branco recessivo, homozigoto. Obteremos 50% de canários amarelos e 50% de canários brancos recessivos. Dihibrido é uma ave que dentro da si tem dois caracteres para transmitir á sua descendência. Exemplo: canário portador de ónix e cobalto. Estes caracteres ónix e cobalto podem ser transmitidos a sua descendência, cruzando dois portadores, e ao unirem-se os dois genes que regem cada carácter, obtínhamos crias ónix, crias cobalto e crias ónix-cobalto. Contudo, no dihibrido de duas espécies diferentes não ocorre o mesmo e para melhor compreenderem menciono duas espécies distintas, cardinalito x negrito da bolívia. As ordens do cardinalito seria "gerar um cardinalito" a ordem do negrito seria "gerar um negrito". Ou seja que estes genes contraditórios tenham um choque genético que devem juntar-se novamente para formar um novo individuo, que dará origem a um novo fenotipo e a uma nova raça ou espécie. Temos ainda os trihibridos e polihibridos são aquelas aves que dentro de si mesmo tem três, quatro ou mais caracteres para transmitir a sua descendência, contudo trihibridos e polihibridos de espécies como as que falamos anteriormente, são aquelas que se cruzam varias espécies com a finalidade de se conseguir uma nova raça ou espécie. Por exemplo: cardinalito x negrito e com um xanthogastra, para obter dos três cruzamentos um cardinalito negro ou uma raça ou espécie nova. Segundo alguns critérios ao transmitirmos um, dois ou três caracteres estamos a transmitir um, dois ou três genes se o carácter e homozigoto e pode ocurrer dentro da mesma espécie ou de uma espécie para outra. Exemplo: dentro da mesma espécie, canário normal portador ou monohibrido de ónix, canário normal portador ou dihibrido de ónix e cobalto e canário normal portador ou trihibrido de ónix, cobalto e refracção azul. Passar de uma espécie a outra distinta, por exemplo o carácter ou mutação Isabel do cardinalito da venezuela ao negrito da bolívia ou o branco semi-dominante do canário ao verdelhão (serinos serinos), criando a raça de verdilhão gris. Quando falamos de cruzar dois três ou quartro espécies diferentes, sem caracteres de nenhuma classe, se não a homozigosis da mesma espécie, estamos a falar de cruzar milhares de genes, para criar uma raça ou espécie nova. Aqui te deixo uma serie de cruzamentos retirados de um artigo de um especialista espanhol e gentilmente traduzidos pelo Ivo: -Negrito de Bolívia (Carduelis atrata) x Cardenalito de Venezuela (carduelis cucullata) ou vice-versa; híbridos férteis, machos e fêmeas, a 100%. -Negrito de Bolívia x Xanthogastra ou vice-versa; híbridos férteis machos e fêmeas a 100%. -Negrito de Bolívia x Cabecita negra (Carduelis magallanicus) ou vice-versa; são férteis machos a 100% e fêmeas a 90%. -Negrito de Bolívia x Cabecita negra de peito negro (Carduelis notata) ou vice-versa; são férteis os machos, as fêmeas não são, ou a fertilidade é muito baixa. -Negrito de Bolívia x Lugre (Carduelis spinus); machos férteis, fêmeas a 50%. -Negrito de Bolívia x Canário (Serinus canaria); machos quase totalmente estéreis, não chegam a 10%, fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Pintassilgo (Carduelis carduelis); machos e fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Chamariz (Serinus serinus); machos e fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Verdilhão serrano (Carduelis citrinella); machos e fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Verdilhão comum (Carduelis Chloris); machos e fêmeas estéreis. -Negrito de Bolívia x Chamariz de frente vermelha (Serinus pusillus); machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Cabecita negra ou vice-versa; machos férteis a 90% e fêmeas férteis a 80%. -Cardenalito de Venezuela x Xanthogastra ou vice-versa; machos férteis a 100% e fêmeas férteis a 90%. -Cardenalito de Venezuela x Pardillo comun (Carduelis cannabina); machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Lugre; machos férteis e fêmeas de escassa fertilidade. -Cardenalito de Venezuela x Canário; machos férteis a 50% e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Chamariz ou vice-versa; machos férteis a 50% e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Alario (Serinus alario) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Pintassilgo; machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Verdilhão; machos e fêmeas estéreis. -Cardenalito de Venezuela x Dom-Fafe comun (Pyrrhula Pyrrhula); machos e fêmeas estéreis. -Cabecita negra x Lugre ou vice-versa; machos e fêmeas com escassa fertilidade. -Cabecita negra x Verdilhão de cabeça negra (Carduelis ambigua); machos e fêmeas estéreis. -Cabecita negra x Canário; machos de escassa fertilidade e fêmeas estéreis. -Cabecita negra x Cabecita de peito negro ou vice-versa; machos e fêmeas férteis a 100%. -Canário x Xanthogastra ou vice-versa; machos férteis a 50% e fêmeas estéreis. -Canário x Negrito de Bolívia ou vice-versa; machos férteis a 8%, fêmeas estéreis. -Canário x Cabecita negra; machos férteis a 20% e fêmeas estéreis. -Canário x Cabecita negra de peito negro; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Chamariz ou vice-versa; machos férteis a 100% e fêmeas férteis a 10%. -Canário x Lugre ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Pintassilgo ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Pardal; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Verdilhão ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Canário de Moçambique (Serinus mozambicus) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Cantor de África (Serinus leucopygius) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Chamariz de frente vermelha ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Alario ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário doméstico x Canio silvestre ou vice-versa; machos e fêmeas férteis. -Canário x Pinzón comum (Fringilla coelebs) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Pinzón real (Fringilla montifringilla) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Pinzón azul (Fringilla teydea) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Verdilhão azul (Passerina cianea) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Brasita de fuego (Coryphospingus cucullatus) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Dom-Fafe comum ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Canário x Dom-Fafe Mexicano (Carpodacus mexicanus) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Lugre ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Cabecita de peito negro ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Cabecita negra ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Dom-fafe comum ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Verdilhão ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Verdilhão del Himalaya (Carduelis spinoides); machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Canário de Moçambique; machos e fêmeas estéreis. -Pintassilgo x Dom-Fafe mejicano; machos e fêmeas estéreis. -Pardillo comun x Pardillo sicerín (Carduelis flammea) ou vice-versa; machos e fêmeas estéreis. -Pardal comum x Pintassilgo; machos e fêmeas estéreis. -Pardal comum x Verdilhão; machos e fêmeas estéreis. -Pardal comum x Chamariz; machos e fêmeas estéreis. -Pardal comum x Negrito de Bolívia; machos e fêmeas estéreis. 


* experiências sobre hibridação. Cruzando um Serinus serinus COM FEMEA DE CANARIO ISABELINO ACETINADO, ele obteve machos F1 de cor verde, bem como femeas F1 ifualmente verdes. Os machos têm se apresentado fértis. Cruzando um macho F1 com uma femea de canario isabelino acetinado, obteve machos e femeas R1 verdes, marrons e acetinados; entre os R1, algumas fémeas são fecundas. Cruzando macho F1 x fémea se serino, obteve machos e fémeas R1 todos verdes. Os hibridos R1 saidos de canarios são bem mais corpulentos que os hibridos R1 saidos de serino. Entre os R1 não há ágatas ou isabelinos de olhos negros, e os acetinados obtidos apresentam leves estrias beges; são isabelinos acetinados.
Esses dados mostram que as espécies de canário e serino são vizinhas. Mostram tambem que o fator acetinado é um alelo do fator RB do canario isabelino. Para o macho F1 escreve-se n+rb+n rbs o que explica o aparecimento em R1 de hibridos verdes (n+rb+), marrons (n rb+), isabelino acetinado (n rbs) e se pode esperar ágatas acetinados (n=rbs) de olhos avermelhados e sem melanina aparente. A diferença de tamanho entre os R1 obtidos de canario e os R1 saidos de serino mostra que o tamanho faz intervir numerosos genes cujos efeitos se juntam. Cruzando-se hibridos R1, verdes, marrons ou isabelino acetinados, com R1- serino e serinos puros pode-se consseguir variedades novas de serinos: serino canela, isabelino acetinado e agata acetinado. Partindo-se do cruzamento serino X canario ágata de olhos negros, pode-se chegar aos serinos ágatas de olhos negros. ~


* HIBRIDAÇÃO E AS SUAS CONSEQÜÊNCIAS
Maurice Pomarède – França
Revista Pássaros Ano 7-nro 35/2002
Anuário técnico Oficial 4C
Arquivo editado em 25 Maio 2003


DEFINIÇÕES

A hibridação consiste no cruzamento de aves diferentes. Os híbridos são o resultado desse cruzamento. Pode-se distinguir:

HÍBRIDOS INTER-ESPECÍFICOS: Seus pais pertencem a espécies diferentes. Por exemplo, pintassilgo x canário. Na natureza esses pássaros não se cruzam entre si, porém em cativeiro esse acasalamento é possível.
Estes híbridos são freqüentemente chamados de mulas, por analogia do acasalamento jumento e égua.

HÍBRIDOS INTRA-ESPECÍFICOS: Seus pais pertencem à mesma espécie. Por exemplo, canário border x canário de cor. Os canários border e os de cor pertencem a duas raças diferentes. Os híbridos são chamados de mestiços. Enquanto as mulas são freqüentemente estéreis, os mestiços são geralmente férteis.

HÍBRIDOS MENDELIANOS: Seus pais pertencem a uma mesma espécie, porém eles também são de raça pura. Uma ave é de raça pura quando vem de uma linhagem onde todos são semelhantes. Mendel descobriu as leis de hereditariedade através de cruzamentos de pais de raça pura, depois seus descendentes.
Em genética os indivíduos de primeira geração formam os F1 que, cruzando-se entre si, resultam em uma segunda geração os F2. Acasalando-se um híbrido F1 com seu pai ou sua mãe obtém-se um R1; na utilização de um indivíduo F2, obtém-se um R2.

PARTICULARIDADES DOS HÍBRIDOS
SEMELHANÇA DOS HÍBRIDOS Os híbridos inter-especifícios por terem a mesma origem são geralmente parecidos. Dessa forma, quando se cruza um pintassilgo (Carduelis carduelis) com um canário verde (muito próximo do canário silvestre), os pássaros obtidos são muito parecidos de aspecto, são de cor escura, com forma intermediária entre aquela do pintassilgo e a do canário, o bico é ponteagudo, como aquele do pintassilgo e apresentam máscara vermelha alaranjada, comparável aquela do pintassilgo, porém menos colorida e clara. Isto ocorre porque as espécies silvestres devem seu aspecto (ou fenótipo) aos genes dominantes, que são os mesmos para todos os pintassilgos. Todos os canários silvestres têm também em comum seus genes dominantes. Freqüentemente as aves silvestres são puras para seus caracteres principais; em outras palavras, os dois genes correspondentes ao mesmo caracter são idênticos.
Conseqüentemente os híbridos pintassilgo português x canário verde são comparáveis aos híbridos mendelianos e são parecidos. Porém ocorrem exceções. Por exemplo híbridos F1 de pintassilgo português x canário podem não ter a máscara vermelha alaranjada, Machos híbridos pintassilgo (Carduelis cannabina) canário verde podem não ter o peito cor de rosa.
Estas exceções são devidas aos pais não serem puros. A ausência da máscara num híbrido F1 de pintassilgo português x canário verde pode ser explicada da seguinte maneira: a máscara do pintassilgo português é devida provavelmente a um gene dominante que inibe o depósito de melanina, o que explica a cor branca e torna possível o depósito de carotenóide vermelho. Se o fator inibidor está presente em dobro (duplo exemplar), todos os híbridos e todos apresentarão máscara. Porém se o fator inibidor existe somente em um único exemplar, terá apenas a metade de híbridos F1 que a receberão, ficando os outros híbridos sem máscara.
Esta hipótese parece correta. Realmente constata-se que os híbridos F1 sem máscara são sempre fêmeas. Isto se explica admitindo-se que o fator inibidor dominante está ligado ao sexo. Conseqüentemente um macho pintassilgo português heterozigoto poderá dar fêmeas F1 normais e fêmeas F1 sem máscara. Pelo contrário, com uma fêmea pintassilgo português obter-se-á sempre híbridos F1 com máscara. Com o Diamente de Gould tem-se um caso parecido: a máscara vermelha é devida a um fator dominante inibidor da melanina, o que permite o depósito do carotenóide vermelho; um dominante macho com máscara vermelha, porém heterozigoto, dá fêmeas que tanta podem ser com máscara vermelha como sem máscara (portanto, com máscara negra). Com uma fêmea de diamante com máscara vermelha tem-se os 100% de diamantes F1 com máscara vermelha.
Os híbridos F1 de pintassilgo português x canário, que têm peito verde-musgo, podem tembém serem explicados admitindo-se que no pintassilgo existe um fator inibidor-dominante que limitaria o depósito de melanina no peito. Se o pintassilgo macho é heterezigoto para este fator, alguns híbridos F1 não receberão o fator inibidor; seu peito então será verde como no canário verde.
Cada vez que um criador obtém um híbrido excepcional, seus pais devem ser conservados. Esses pais permitirão continuar a hibridação ou, ainda, servirão para obter-se raças que darão rapidamente novas mutações.

HEREDITARIEDADE LIGADA AO SEXO Os caracteres ligados ao sexo presentes no pai podem apresentar-se nas fêmeas híbridas F1. Desta forma, cruzando-se canário acetinado macho x f?emea pintassilgo português, obtêm-se fêmeas normais e fêmeas F1 acetinadas (em outras palavras, sem melanina negra e com olhos vermelhos).
Com um canário isabelino pastel macho, pode-se obter fêmeas F1 isabelino pastel. Os caracteres marfim, canela, ágata, isabelino, acetinado e pastel são ligados ao sexo no canário: podem passar juntos ou separadamente para fêmeas híbridas.

ESTERILIDADES DOS HÍBRIDOS Um híbrido F1 recebe a metade de seus cromossomas de seu pai e outra metade de sua mãe. Para que ele seja fértil é indispensável que seus cromossomas possam formar pares. Senão a formação das células reprodutivas não ocorreriam. Conseqüentemente tem-se fêmea F1 que não põe ou macho F1 que não consegue fecundar (daí os ovos claros).
Se os cromossomas recebidos pelo híbrido F1 são pouco diferentes, o híbrido pode ser fértil.
Quando se acasala duas aves de espécies diferentes, a fertilidade fica proporcional a quanto mais vizinhas forem essas espécies:

-Mesma espécie: 100% de fertilidade dos híbridos;
-Espécies vizinhas: alguns híbridos são férteis;
-Espécies muito vizinhas: machos férteis; fêmeas estéreis;
-Espécies bastante vizinhas: machos férteis, todas fêmeas estéreis;
-Espécies pouco vizinhas: alguns machos férteis, todas fêmeas estéreis.
-Espécies bem diferentes: todos os híbridos são estéreis.

As espécies muito vizinhas seriam as pertencentes ao mesmo gênero (exemplo: Serino Serinus serinus e canário) e as espécies muito diferentes pertenceriam a famílias diferentes )exemplo: Pontífice índigo Passerina cyanea x canário).
Com relação ao canário, alguns híbridos férteis foram conseguidos pelo acasalamento com pássaros do gênero Serinus e Carduelis (spinus, chloris). A fertilidade dos híbridos é muito importante para conhecer-se o grau de parentesco entre duas espécies. Quanto mais aparecem híbridos férteis, mais os cromossomos são semelhantes e mais o parentesco é importante.

TAMANHO E COR DO HÍBRIDOS O tamanho dos híbridos é geralmente intermediário entre os tamanhos dos pais. Isto é decorrência de que o tamanho é comandado por numerosos genes cujas ações se completam (co-dominância). Portanto, é possível que uns híbridos sejam maiores que seus pais, isto ocorre geralmente nos híbridos inter-raciais (híbridos intra-específicos) e este fenômeno é denominado heterosis. Pode ser explicado admitindo-se que teve aquisição de novos genes para os híbridos. Esta aquisição decorre freqüentemente como conseqüência de uma inversão cromossômica, isto é, da presença de um fragmento de cromossomo onde os genes são alinhados em posição inversa da normal. No híbrido, por aí ter acúmulo da porção normal acarretar um aumento de tamanho.
A cor dos híbridos F1 é geralmente menos viva e menos delimitada que a dos pais. A máscara do híbrido F1 de pintassilgo português x canário é menos vermelha e menos clara que no pintassilgo; o híbrido F1 de pintassilgo da Venezuela (Carduelis cucullata) x canário tem menos vermelho que o pintassilgo. Isto ocorre porque a cor vermelha e sua localização dependem de vários genes que são passados todos para os híbridos. A presença de uma cor depende freqüentemente de uma série de reações químicas, e a sua situação na plumagem depende de fatores de localização.

LEIS DE MENDEL E HIBRIDAÇÃO Aves de espécies diferentes podem ter os mesmos genes (fator pastel, fator marfim, fator ino – por exemplo), porém estes genes podem ocupar posições diferentes sobre os cromossomos. Conseqüentemente duas aves de plumagem pastel (melaninas diluídas) terão ainda o fator pastel, porém os genes correspondentes não serão alelos. Ora, as leis de Mendel dizem respeito a genes alelos.
Acontece que as proporções dadas pelas leis de Mendel (por exemplo ¼, ½, ¼ em F2) não se observam no caso de híbridos F1; os tipos novos são muito menos freqüentes que os previstos. Isto permite compreender porque na hibridação pintassilgo português x canário aparecem muito poucas fêmeas sem máscaras em vez de 50% e também porque os machos férteis quase não ocorrem, quando deveriam ser em torno de 50%. Uma ave macho possui dois cromossomos X, um provindo do seu pai e outro de sua mãe. No caso dos machos F1 pintassilgo x canário, os dois cromossomos X não são muito diferentes e isto explica porque estes machos podem ser férteis. Porém um outro fenômeno intervém; no macho um dos X fica em repouso e forma um corpúsculo, o corpúsculo de Barr. Um macho F1, cujo X ativo provém do canário, seria fértil com uma fêmea canário. Embora que estatisticamente 50% de machos F1 devem seu X ativo ao canário, entre eles muitos poucos são férteis. Um macho F1 estéril pode tornar-se fértil ao fim de alguns anos e o inverso é possível; pode-se pensar que o X ativo não é sempre o mesmo.

CONSEQÜÊNCIAS O estudo de híbridos apresenta um grande interesse científico. Ele permite saber se duas espécies são aparentadas ou não. Ele permite também saber como são colocados no lugar alguns caracteres como o topete ou a cor vermelha.
Os híbridos férteis permitem obter raças novas. Isto é muito fácil no caso de caracteres ligados ao sexo; assim a mutação lutino (ausência de melaninas) do diamante de Kittlitz (Erythrura trlchroa) pode ser transmitido ao diamante da Nouméia (Eruthtuta pslttacea). Assim pode-se passar as mutações isabelino e acetinado do canário para o serino. No caso de mutalções não ligadas ao sexo são necessárias duas gerações, a segunda proveniente de um <<back-cross>> (R1). Umas mudanças de genes foram realizadas de psitacídeos dos gêneros Euphema, Psittacula ou entre agapornis.
A hibridação favorece as mutações <<sacudindo a hereditariedade>>. Quando os cromossomos são diferentes, eles têm tendências a se fragmentar. Conseqüentemente os híbridos podem ter, mais ou memos, fragmentos de cromossomos. Isto pode ser a origem de novos caracteres. O canário de fator vermelho provem da hibridação do pintassilgo da Venezuela x canário, e provavelmente o canário mosaico tenha mascido de uma hibridação entre um silvestre (pintassilgo português? Verdilhão Carduelis chloris?) x canário branco dominante, ou ainda pintassilgo da Venezuela x canário branco dominante.
Mesmo estéreis, os híbridos são muito interessantes pela sua beleza. Algumas hibridações são muito raras porque são difíceis de se obter são o caso da hibridação agapornis x periquito ondulado. Três casos foram mencionados, um em 1890, com Agapornis cana, o segundo em 1910, com Agapornis personata nigrigenis e o terceiro em 1985, com Agapornis roseicollis. A hibridação é uma arte difícil. Não é fácil provocar a atração sexual entre duas aves que não se acasalam na natureza. É indispensável que a hibridação seja encorajada e recompensada nos concursos.
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01 Jul 2009 

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08 Abr 2009 

Criação de pintassilgo major

Criação de Pintassilgos major
        Estas aves são aves cuja alimentação difere dos canários. São aves que pertencem à fauna europeia, sensivelmente maiores do que os pintassilgos comuns – 15, 15,5cm e que dispõe de uma variedade genética, que implica algumas mutações. Assim quando se
pretende acasalar estas aves dever-se-á ter em conta diversos factores, nomeadamente a sua mutação.
        Para tal é crucial conhecer bem as diferentes mutações do pintassilgo major, bem como conhecer o seu genótipo e saber qual o resultado dos diversos cruzamentos entre si. É importante realçar que os cruzamentos deverão ser efectuados entre pintassilgos major e nunca pintassilgo major com pintassilgo comum.
        Assim a título de exemplo sabemos que se juntarmos um pintassilgo major pastel com um pintassilgo major ancestral, e uma vez que a mutação pastel é ligada ao sexo, o resultado será 50% de machos portadores de pastel e 50% de fêmeas pastel. É deveras importante conhecer as leis de Mendel para que se possa trabalhar estas aves.
        Uma vez escolhidos os casais o macho deve, a partir do mês de Janeiro, estar na gaiola, a qual se dará a criação. Finais de Janeiro junta-se a fêmea. Exalto que as melhores gaiolas de criação possuem 1 m de comprimento * 1,5m de fundo * 2 m de altura. Estas voadeiras são as utilizadas na Bélgica permitindo resultados óptimos. Contudo voadeiras com 1m de comprimento * 50 fundo * 50 de altura, também permitem bons resultados na criação. Contudo a atenção por parte do criador deverá ser redobrada em relação ao macho, justamente pela sua necessidade de território, que poderá vir influenciar a fêmea no choco e arrasar os ovos no ninho.             Existem duas formas para contornar esta situação, a saber: Ou se retira o macho, no caso das voadeiras com 1m de compriment  * 50 fundo * 50 de altura e se coloca o mesmo dentro de uma outra gaiola pendurada do lado de fora da voadeira. Ou então faz-se como os criadores belgas que colocam o macho dentro de uma gaiola menor, que por sua vez está dentro das voadeiras com 1 m de comprimento * 1,5m de fundo * 2 m de altura, permitindo que a fêmea não seja importunada pela agressividade do macho e ao mesmo tempo posteriormente aquando da saída dos pequenos pássaros, este alimentá-los automaticamente.
        Uma vez os casais distribuídos pelas respectivas áreas de criação é tempo de preparálos, nomeadamente prevenir a coccosidiose e fornecer vitamina para os tornar mais fértis, aliás complemento que existe em grande variedade nas lojas de animais.
        Concomitantemente deverá ser preparado o ninho – condição fulcral – sendo que este deverá ser colocado em sítio alto, o qual deverá ser revestido por folhas ou plástico que venham dar um ambiente natural, pois não nos podemos esquecer o passado ancestral destas aves.
        O mesmo deverá ser colocado nos finais de Março princípios de Abril A fêmea demora 13 a 15 dias a incubar os ovos sendo que depois saem os novos passarinhos. Para os pintassilgos major é possível fazer-se 3 criações por ano.
        Por fim, sendo que será matéria para um outro artigo, a alimentação destas aves na fase de criação deverá ter pressupostos específicos, os quais abordarei num outro artigo.
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08 Abr 2009 

Doenças no Oryzoborus angolensis

Canibalismo dos pássaros: É o vício dos pássaros bicarem uns aos outros, comer pena, causando ferimentos, que às vezes leva até a morte. Deve usar o medicamento BICAVE, o canibalismo é causado por espaço limitado, arejamento deficiente, dentre outros.

Coccidiose: É provocada por um protozoário e causa: penas arrepiadas, diarréia, fraqueza, para de cantar, as penas da cauda e da asa caem e fica suja as penas perto da cloaca. O tratamento é feito com penaviar, terramicina e averol.

Verminose: É causada pela má higiêne na gaiola, seus sintomas são: diarréia, fraqueza, tristeza. É tratada com mebendazole, piperazina, folhas de chicória, hortelã e mastruz.

Sarna: Esta doença é causada por um parasita que deixa as pernas dos pássaros mais grossas e infeccionadas. O tratamento é feito com pomadas (quadriderme, hipoglós, neomecina e outras).

Diarréia: Uma doença comum nos pássaros em que o mesmo evacua freqüentemente (liquido abundante). pode ser tratado com alguma gotas de limão, água de arroz ferventado, soro caseiro e em casos extremos usa-se o medicamento "penaviar".

Gripe Coriza ou Resfriado: Os pássaros são atacados nas vias respiratórias perdendo o apetite, dormindo constantemente e parando de cantar. O tratamento é feito com algum antitérmico infantil, terramicina e nacoriza.

 Dicas sobre prevenção de doenças

O velho ditado "é melhor prevenir do que remediar" , também é enfatizado pôr nós no trato das aves em cativeiro, em especial o Curió . Procuraremos de forma sucinta descrever os cuidados que tomamos no nosso aviário. Recomendamos novamente que se consulte um veterinário especializado em aves, para uma orientação precisa.

Estresse: As aves em cativeiro necessitam de uma vida social , ou seja ver pessoas , escutar sons , passear , etc. , porem o bom senso deve prevalecer pois expor as aves a situações de incomodo podem causar danos irreparáveis. Portanto devemos evitar a presença de cães, gatos, guarda-chuvas , lagartixas , lugares úmidos , vento , frio , e qualquer outro objeto ou animal que perturbem as aves.

Higiene e Limpeza:Fator preponderante para evitar as doenças , a higiene começa pelo tratador , as mão de quem maneja as aves e de que prepara os alimentos devem ser bem lavadas antes do trato.  Com relação as gaiolas o papel de fundo deve ser trocado diariamente ( evite jornais pois a tinta contem chumbo ) , os acessórios de plástico ( comedouros, bebedouros , etc. ) devem ser lavados com água e sabão e freqüentemente desinfetados com ( cloro , amônia, quaternária, iodo , etc. ).  As gaiolas devem ser desinfetadas no mínimo duas vezes ao ano e de preferencia com calor , atualmente utilizamos o Vaporetto após a retirada de todos os resíduos.  É recomendável a utilização de aparelhos tipo steriler , para purificação do ar .

Quarentena:Quando adquirimos uma ave nova ou participamos de algum torneio , é muito importante que a ave fique pelo menos 20 dias em observação, e se possível submeter a ave a exame de fezes parasitológicos e cultura microbiológica.

Medicamentos Preventivos:Coccidiose : O remédio NF-180 devera ser ministrado durante 5 dias e repetido após 15 dias . Duas vezes ao ano. A dosagem ideal é 1grama pôr litro de água.

Doenças respiratórias: O remédio Tylan devera ser ministrado durante 5 dias e repetido após 15 dias . Duas vezes ao ano . ( imprescindível no inverno ). A dosagem ideal é 1 grama para cada 2 litros de água.

Verminoses: O remédio Licor de Cacau devera ser ministrado durante um dia e repetido após 15 dias . Duas vezes ao ano . A dosagem ideal é 1 gota pôr bebedouro ( 40 ml )
08 Abr 2009 

aves silvestres em via de extinção


Pássaros Silvestres ameaçados de Extinção

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Amazona braziliensis
P
apagaio de Cara Roxa

 

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Amazona aestiva
Papagaio Verdadeiro

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Ara araruana
Arara Canindé
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Ara chloroptera/ macao
Arara Vermelha
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Procnias nudicollis
Araponga
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Oryzoborus angolensis
Curió
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Zonotrichia capensis
Tico-tico

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Sporophila C. caerulescens
Coleiro-virado

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Paroaria dominicana
Galo da Campina

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Ramphocelus bresilius
Tiê Sangue
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Tangara seledon
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Brotogeris tirica
Periquito Rico
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Icterus sp
Corrupião
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Ramphastos
Tucano
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Bico de Lacre
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Carduelis yarellii
Pintassilgo do Nordeste
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Harpia harpyja
Harpia
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Gnorimopsar chopi
Pássaro-Preto
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08 Abr 2009 

ALIMENTAÇÃO DO DIAMANTE DE GOULD


ALIMENTAÇÃO DO DIAMANTE DE GOULD 



Considero a alimentação como um dos pontos mais importantes para a obtenção de boas criações e boas aves:



A mistura de grãos para aves exóticas que se vendem nas lojas da especialidade, é suficiente como uma dieta básica, não estando no meu entender, no entanto preparadas para o Diamante de Gould, ave esta que me leva a escrever o presente artigo.



A mistura que utilizo actualmente e que me tem dado bons resultados é a seguinte:





















40-50 % de alpista.




20-30 % de milho alvo branco.




10-15 % de milho alvo vermelho.




5-10 % de perilha.




5-10 % de Níger.




    No entanto o alimento preferido é a espiga de milho-alvo em rama, pois aparte de serem um alimento essencial, é comido de uma forma incrível pelos diamantes de Gould durante a criação, sendo assim aconselhável dar duas vezes por semana um par de espigas aos casais reprodutores.



É também interessante oferecer uma pequena quantidade de verduras, papa de criação, osso de choco e um composto de vitaminas A, B, C, D e E.



    A sua alimentação estará assim composta por uma mistura de sementes que contenha uns 30% de milho-alvo branco, 30% de alpista, 30% de milho-alvo vermelho e 10% de níger.



Por vezes certos criadores afirmam que o milho branco não será muito bom para este tipo de aves, mas no entanto antes de experimentar se isto realmente se aplica a todos os diamantes de Gould, é aconselhável utilizar um substituto para esta semente.



    Esta alimentação será no entanto mais completa se lhe adicionar-mos papa para insectívoros, cálcio, insectos, carvão vegetal, isto sobretudo durante a época de criação.



O período da muda é igualmente um momento de extrema importância, onde os diamantes de Gould têm que receber um aumento extra de proteínas, vitaminas, minerais e semente germinadas.



     O grit é importante em todas as fases da vida do Diamante de Gould e nunca deve faltar no interior do viveiro, num comedouro



        



Nota final:



Da minha experiência enquanto criador, e depois de muitas experiências quer a nível das misturas e das papas, cheguei a esta conclusão, conforme descrito anteriormente e posso dizer que não me posso queixar da criação, quer da quantidade de aves nascidas e bem como da sua qualidade para futuros concurs


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08 Abr 2009 

Conhecimento básico dos minerais

Conhecimento básico dos minerais

 

No que diz respeito à necessidade, os minerais são tão importantes e necessários quanto as vitaminas e os aminoácidos essenciais ao organismo e representam em papel como componentes das enzimas responsáveis por todas as transformações químicas que se processam no organismo. Nesta função atua semelhantemente às vitaminas, pois as proteínas de que fazem parte funcionam como catalisadores de reaçòes químicas específicas. Existem mais de 60 enzimas no organismo e nem todas tem seu mecanismo conhecido.
 A carência de um único elemento mineral pode determinar a morte em prazo curto, isto é, logo que acabem as reservas desse mineral. Praticamente todos os minerais são eliminados pela urina continuamente ou pelas fezes, mesmo necessitados na produção ou no crescimento, por isso deve-se fazer a reposição constante.Todos ingredientes utilizados em misturas tem uma quantidade variável de elementos minerais, essenciais ou não, e quando se determina a composição mineral de uma mistura seja ela ração ou farinhada, pode-se notar talvez uma deficiência até acentuada de algum mineral.
Deve-se, porém, sempre calcular o teor dos minerais essencais dessas misturas, levando em conta que há um teor "ótimo" para se obter a melhor conversão do alimento, e assim, dá-se a capacidade de cobrir todas as deficiências e estabelecer um nível de satisfação em que cada mineral funcione melhor.Deve-se precaver contra o uso excessivo do composto mineral nas misturas, e sobretudo, o uso indiscriminado, pois pode-se tomar essas misturas menos palatáveis, mais laxativas, menos assimiláveis, diminuir seu valor energético, ocupar o lugar de outro nutriente mais valioso, inativar a ação de certas vitaminas e até mesmo de outros minerais, etc. Enfim, seu caso deve ser criterioso e em quantidade suficientes. Nunca usar minerais de bovinos, suínos, etc. em aves. O balanceamento dos minerais são diferentes. Não adianta colocar na ração, execessos de ferro, cobalto, manganês, ou até mesmo de cálcio, sabendo-se que o excesso não será aproveitado e atrapalhará na dieta, não resolvendo nada.Não há um dado fixo para o teor de minerais ou cinzas em uma mistura balanceada para cada categoria de ave, porém pode-se e deve-se administrar como suplemento junto com a Grita que é necessária para a trituração dos alimentos. No caso da falta imediata detectada usa-se misturar o suplemento na ração ou farinhada na dose de 2% até 20 dias para suprir as necessidades imediatas, depois usar 20% na mistura de Grita, ou até dar à vontade pois elas saberão dosar se não forem obrigadas a ingerir junto com a ração.Fósforo e Cálcio (P e Ca) - Entram em maior proporção na composição do corpo e do ovo. O Fósforo entra ainda no metabolismo e nos compostos orgânicos, presente em todos os tecidos.
O estudo cálcio/fósforo é feito juntamente com a vitamina D, que é responsável pela assimilação e fixação desteRaquitismo - Deficiência de fósforo (ou vitamina D) Osteoporose - Deficiência de cálcio ocasionando filhotes defeituosos, fêmeas nas posturas descadeiradas, etc. Durante a postura, as necessidades de fósforo são pequenas, mas as de cálcio são muito altas. Para formar a casca de ovo, as aves retiram o cálcio dos ossos, nos intervalos entre a formação de uma casca e outra. Estudos realizados com galinhas mostram que a casca de um ovo médio tem 1,5 a 2g de cálcio depositada em 15 horas que antecedem a postura e, durante a calcificação da casca, o cálcio retirado dos ossos via sangue tem a proporção de 100 mh por hora. A fonte de fósforo mais utilizada em nosso meio é o fosfato bicálcio que contém 18,5 e 21% de fósforo.Sal (NaCL) -  O sal comum não é apenas um condimento que estimula o apetite e as secreções, mas um nutriente presente e necessário para os tecidos. Regula a pressão osmótica, controla a passagem dos alimentos de uma célula para a outra, mantém o equilíbrio ácido-base e o metabolismo da água.Sua falta diminui o apetite e o aproveitamento da proteína e da energia. Afeta diretamente a produção dos ovos, peso corporal e favorece o canibalismo.As aves suportam até no máximo 3% de sal nas misturas em curto prazo.Iodo -  Necessidade muito pequena para o funcionamento da tireóide, que atua diretamente no crescimento, postura e viabilidade de embriões por influência materna.As rações que leva o,o4% a 0,5% de sal iodado comum pode dispensar a adi'ção do iodo.Potássio (K) - Constituinte normal da célula animal, particularmente nos músculos. Sua falta acarreta lesões no coração e rins.É rapidamente absorvido pelo intestino e quando em excesso é imediatamente excretado pelos rins.
 
Magnésio (Mg) - É reconhecidamente essencial à alimentaçào. Na sua falta observa-se o crescimento retardado, mau empenamento, ataxia, diminuição do tônus muscular descoordenaçào, convulsões e morte.Mínimo necessário 50g por 100kh de ração. Não esquecer que o excesso provoca raquitismo, casca de ovos finos, diminuição de postura e da fertilidade, ocasionando fezes aquosas. Sua absorção é facilitada pela vitamina D quando há um bom equilíbrio na relação fosfocálcica.
 
Manganês (Mn) - Sua função está relacionada com o metabolismo cálcio fósforo. Atua como co-fator da fosfatização oxidativa. Sua falta ocasiona perose e casca fina do ovo. É muito controvertido pois a perose pode ser determinada por uma deficiência de colina, niacina, biotina e folacina e a casca fina por cálcio, vitamina E e G.Ovos não vingados, morte prematura do embrião, e várias deformações (membros encurtados, bico de papagaio, barriga saliente, cabeça globular e emplumação retardada), também são atribuidos à dificiência do mesmo.O teor de manganês dos produtos vegetais é muito variado dependendo da riqueza do solo neste elemento. O farelo de arroz geralmente é muito rico neste mineral.Zinco (Zn) - Responsável por uma parte de uma enzima respiratória (anidrase carbônica), existente nos glóbulos vermelhos e a eliminação do CO2 que contém 0,3% do mesmo. A tolerância das avez ao Zn é de 200 ppm.
Praticamente recomenda-se a adição de 30 ppm, podendo ser feito, na forma de sulfato, de carbono ou óxido, misturado com outros minerais.
 
Ferro (Fe) - É absorvido pela mucosa intestinal sobre a forma de uma combinação protéica até formar a ferratina. Quando em equilíbrio deixa de absorver o Fe sendo eliminado pelas fezes. A falta causa anemia por deficiência de Fe e Cu e algumas bitaminas tipo microcrítico e macrocrítico no caso de ácido fálico e da B12.
Durante a postura sabe-se das maiores necessidades, pois cada ovo retira em média 1,1 mg de Fe. A principal fonte é o sulfato ferroso e 10g/100kg de ração é suficiente para atender as suas necessidades.
 
Cobre (Cu) - Deve ser ministrado sempre junto com o ferro devido à sua necessidade para a sua assimilaçào. Sua necessidade foi determinada em 10% da de Fe.A falta de cobre, prejudica a absorção do Fe e dificulta sua mobilizaçào no organismo. Apesar de não ser estimulante melhora a conversão alimentar.Cobalto (Co) - Necessário para a manutenção dos glóbulos vermelhos do sangue, sem o que tem-se a anemia, perda de apetite e de peso.Deve-se usar sob a forma de cobalamina ou bitamina B12.Flúor (F)  -  Necessário em pequenas quantidades pois é muito tóxico e acumulativo.
 
Enxofre (S) - É constituinte de 2 aminoácidos (cistina e metionina) e também das vitaminas (tiamina e biotina).
 
Selênio (Se) - Altamente tóxico. Os ovos contém apreciável teor de selênio quando crus. É necessário técnica especial para homogenizar nas rações pelas pequenas dosagens utilizadas, por esta razão costuma-se substituir erroneamente pela vitamina E.Arsênio (As) - Encontra-se em quantidades infinitamente pequenas nos animais e é retirado dos alimentos naturais.
 
Molibdênio (Mo) -  Sabe-se ele faz parte do sistema enzimático. Ainda desconhecido ou não bem estuado.
 
Vanádio (V) - Promove um estímulo do crescimento, mas é tóxico e entra como impureza nos outros minerais.
 
Silídio (Si) - É um componente das penas e responsável pela rigidez das mesmas. Quase toda sua ingestão é eliminado pela fezes, porém, o mínimo necessário é absorvido.
 
Pedrisco ou Grita - Em tamanho conveniente funciona como dentes para as aves, desfazendo as partículas mais duras e facilitando a penetração dos sucos digestivos e a limpeza das paredes da moela. Causa a dilatação do tubo digestivo, aumentando a sua capacidade, o que é vantajoso. Recomenda-se usar pedras duras que não se desgastem no processo de "mastigação". Hoje usa-se muito areia de piscina por ser lavada e desinfetada, mas corre-se o risco da utilizaçào de produtos não convenientes tipo ácidos para essa desinfecção.
 
Outros minerais na água - As aves preferem água ligeiramente ácidas. As águas salubres, com teor mineral superior à 0,9% são prejudiciais. Os cloretos, com exceção do sódio e cálcio, são geralmente mais nocivos que os sulfatos. O cloreto de Mg é indesejável. Sal, comum na água, diminui a fertilidade e a incubabilidade dos ovos, além de reprimir o crescimento. As aves mortas, por excesso de sal, revelam enterite e ascite na necrópsia. Um sinal provável de excesso de sais na alimentação ou na água são as fezes aquosas.Exigência nutritiva para pássaros (% por kg de alimento) Estimativa mínima sem margem de segurança. Para uso de proteínas total de 18 a 20%.
 

Cálcio %                2,75                       Manganês mg        33

Fósforo %              0,6                        Zinco mg                35

Sódio %                 0,15                       Ferro mg                40

Potássio %            0,20                       Cobre mg               4

Iodo mg                  0,30                       Selênio mg             0,10

Magnésio mg          500     

08 Abr 2009 

Alimentação e vitaminas

Alimentação e Vitaminas


A alimentação dos canários e outras aves mantidas em cativeiro foi sempre um problema difícil a desafiar a argúcia dos criadores, devida principalmente a delicadeza de seu aparelho digestivo que em menos de uma hora, ingere, digere, absorve e excreta os alimentos.

Na criação de canários o problema se afigura ainda mais complexo devido à diversidade de aptidões exigidas por cada raça; lipocromo, qualidade de plumagem, forma e etc.

O canário em liberdade se alimentava de sementes diversas, principalmente das miúdas, mais ricas em proteínas e óleos, larvas, insetos e vermes, que lhes proporcionam proteína animal, frutas e folhas ricas em matérias nutritivas, que lhes completam as exigências alimentares.

Os alimentos ingeridos servem para produzir energia e calor, mantendo vivas as forças que são utilizadas para possibilitar a reprodução da espécie. As diversas partes componentes do organismo dos pássaros estão em constante renovação, para compensar o permanente desgaste devido a incessante atividade de destruição e reconstituição das matérias que formam parte do ser vivente. Sem entrarmos em maiores detalhes, diremos somente que os princípios básicos que constituem tecidos e os órgãos dos seres vivos são proteínas, gorduras e carboidratos.
Hoje sem a mentalidade empírica de outras épocas, sabemos que o espécime para ser sadio precisa: proteínas, vitaminas, carboidratos, minerais e gorduras. Cada um desses elementos é de vital importância para o pássaro e contribui para um perfeito estado de saúde proporcionando uma longa vida à ave.

No cativeiro o canário se adapta facilmente a um regime alimentar que vai do alpiste e água até os mais sofisticados imaginados pela sagacidade e desejo de acertar dos criadores. Ao examinarmos o conjunto de alimentos fornecidos aos canários, verificamos que é possível enquadrar tudo dentro de um regime mais simples, sem os perigos das misturas fermentáveis, completando-se com uma nova fórmula bem estudada e conjunto de alimentos que o canário busca na natureza e em harmonia com os alimentos que o criador dá aos pássaros em cativeiro.
Nem todos os alimentos são indispensáveis aos pássaros, por conseguinte, diríamos que os mesmos devem ser classificados em dois grupos: alimentos essenciais e complementares. No primeiro grupo estão verduras, vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e gorduras. No segundo grupo figuram os alimentos complementares e diríamos que os mesmos são "guloseimas", embora alguns deles funcionem como laxante, depurativo e desintoxicante.
Baseado no Grupo de Alimentos essencial diria que cada elemento ali inserido contribuiu com percentual vital para a existência do pássaro, como veremos a seguir.

Carboidrato: Também chamado de hidratos de carbono, açúcar etc. são assimilados pelo organismo do pássaro e contribuem como fonte de calor e energia, todos os nutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) fornecem energia em forma de Kcal, mas o cérebro consegue retirar energia somente dos carboidratos. Cada grama de carboidrato fornece 4.65 kcal de caloria.

Gorduras: Conhecidas como lipídeos no meio cientifico, esses elementos são essenciais para a formação dos hormônios, na época do frio em algumas regiões são eles que mantém o pássaro vivo, pois além de formarem uma camada isolante no corpo da ave, eles fornecem quase o dobro de energia por grama ingerida, 9.40 kcal.

Proteínas: As proteínas cumprem no organismo função de produzir energia e calor e são vitais para constituição do tecido muscular, fornecem 5,15 Kcal de energia por grama.

Os três elementos acima são encontrados nas sementes em percentuais variados.

Vitaminas:

Ao tratarmos desse elemento, seremos obrigados a nos ater a maiores detalhes, pois se trata de assunto dos mais complexos e que muita celeuma vem causando aos criadores, sendo que seu uso indiscriminado por parte de alguns criadores sem experiência não traz qualquer benefício ao pássaro, pelo contrário, causarão danos às vezes irreversíveis. As vitaminas são substâncias ou fatores químicos sem os quais não seria possível a vida. As vitaminas são responsáveis pela viabilidade dos processos metabólicos do organismo, que naturalmente são muito lentos, elas agem como um catalisador e na falta delas há desenvolvimento irregular do pássaro.

Classificação das Vitaminas:

As vitaminas de interesse dos pássaros classificam-se em: A-D-E as mais importantes, seguidas pelas C - complexo B e K, sendo que as do grupo B são encontradas aglutinadas na forma de complexo B. Cada uma das vitaminas citadas tem função específica na sobrevivência dos pássaros razão pela qual nos reportaremos a cada uma delas. As vitaminas são separadas em dois grupos: Lipossolúveis e Hidrossolúveis; As vitaminas Lipossolúveis são aquelas que se diluem em lipídeos, ou gordura, e as Hidrossolúveis, por sua vez são aquelas que são solúveis em água.

Vitamina A - Essencial para o crescimento e desenvolvimento do pássaro, mantém a integridade dos tecidos, as plumagens mais sedosas, brilhantes e aderentes. Tem o poder de atuar junto aos órgãos de audição da ave e fazendo com que mantenha um perfeito equilíbrio e forma ereta de agarrar-se ao poleiro, importante também para se evitar a cegueira noturna. Ela encontra-se em todas as folhas verdes, na casca da maçã, cenoura, laranja, milho amarelo, gema de ovo, leite e óleo de fígado de bacalhau. Sua Falta ocasiona - Retardamento do crescimento, enfraquecimento, falta de equilíbrio, problemas respiratórios e oftalmológicos.

Vitamina B - Complexo B - Essencial para o sistema nervoso. Previne doenças do fígado, rins e coração. Fontes da Vitamina B - Quando nos referimos à palavra fonte, queremos deixar bem claro tratar-se de fontes naturais, pois é do conhecimento de todos que nas farmácias e drogarias existe a sinterização química destes elementos na forma de complexo B. Enumeramos as fontes naturais: levedura de cerveja, trigo, cascas de sementes, leite, verduras, gema de ovo, carne e tomates. Sua Falta Ocasiona - A falta desta vitamina na maioria das vezes produz transtornos digestivos, paralisia dos membros, sendo que os distúrbios de origem digestiva se manifestam quase sempre por diarréia acompanhada da falta de apetite e debilidade geral do pássaro.

Vitamina C - Essencial para prevenir o organismo das enfermidades infecciosas, principalmente do aparelho respiratório. Fontes de Vitamina C - Encontra-se em todas as frutas frescas e principalmente nas cítricas (laranja, limão, cidra e etc.), é importante lembrar que: embora não aja um sintoma de hipervitaminose (excesso negativo de vitamina no organismo) as fontes de vitamina C também são fontes de ácido cítrico, que como vimos na sessão de Periquitos Australianos, esse ácido destrói a vitamina D3 que é responsável pela absorção e fixação do cálcio no organismo da ave. Sua Falta Ocasiona - Doença infecciosa em geral, falta de defesa do aparelho respiratório, debilidade e pode provocar escorbuto.


Vitamina D - Também conhecida como a vitamina do Sol, (falaremos da Vitamina D3). Contribuí para a boa formação dos ossos, viabilizando a absorção do cálcio e fixando nas células, principalmente as células ósseas, mas podendo ser em qualquer célula, desta forma combate o raquitismo a atua como principal item na formação óssea dos filhotes na fase de crescimento. Fontes de Vitamina D - Ela é encontrada em estado natural no óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, frutas, leite e verduras, e é conhecida como a vitamina do sol, porque o organismo consegue sintetiza-la a partir dos raios UV da luz solar.

 

Vitamina E - Esta vitamina é o principal fator de reprodução, portanto insubstituível para que haja uma boa fecundação dos ovos na época da criação, ela age na formação dos gametas (óvulos e espermatozóides). Obs.- Ao administrarmos essa vitamina aos pássaros devemos faze-lo com muito cuidado, pois é sabidamente comprovado que o seu excesso produz o efeito contrário, ou seja, podemos tornar o pássaro estéril. Fontes da Vitamina E - Uma das principais fontes de vitamina E é o óleo de germe de trigo. Também são boas fontes o leite, a gema de ovo e verduras. Sua Falta Ocasiona - Baixa fecundidade dos ovos. Dependendo de sua falta o pássaro torna-se estéril.

Vitamina K - ou anti-hemorrágica, essencial ao organismo. É através dela que são combatidos os males que atacam a pele, ou seja, as dermatoses. Fontes da Vitamina K - As principais fontes dessa vitamina são: Tomates, óleo Fígado de Bacalhau e Repolho.Sua Falta Ocasiona - Vulnerabilidades aos problemas dermatológicos.

Minerais: Como o último tópico dos alimentos essenciais, nos reportaremos aos minerais, nos atendo somente aqueles de maior importância para os pássaros, porque atuam sobre o metabolismo e são indispensáveis às funções biológicas, segundo a idade de cada pássaro.

Cálcio (Ca): É indispensável para a formação do esqueleto como também para melhor eficiência do aparelho reprodutor, especialmente o ovário da fêmea. Encontra-se em estado natural no osso moído, na farinha de ostra e em geral em todos os ossos de peixe.

Fósforo (P): Presente no ADN o fósforo tem um papel muito importante no crescimento celular e interage com o cálcio para a formação dos ossos.

Cloreto de Sódio (NaCl): Mantém a propriedade física do sangue, a ponto de possibilitar os glóbulos vermelhos sua função de portadores do oxigênio e permitir a dupla decomposição mediante a que o organismo separa os sais do potássio (o principal mineral contido nas substâncias vegetais).                                          

Iodeto de Sódio (NaI): Influi favoravelmente sobre o aparelho muscular dos pássaros, já que a carência de iodo produz entre outros males, rigidez dos músculos e debilidade de muitos embriões que, alcançando o completo desenvolvimento morrem no ovo, porque não conseguem romper a casca. Já se notou que os pássaros criados em alguns países ou certas regiões perto do mar, que tomam água rica em iodo e potássio e são alimentados com comida iodada, não estão expostos e estas anormalidades.

Potássio, Sódio, Ferro.

Magnésio: São indispensáveis à vida ao processo de crescimento dos pássaros. Os ossos dos animais compreendidos os pássaros, são formados de fosfato de cálcio. As verduras e as sementes são ricas em fosfato de potássio, porém um grande número de processos fisiológicos requer também a presença de sódio, ferro e magnésio. A carência de ferro se manifesta nos estados anêmicos, com debilitação e enfraquecimento e talvez mortalidade por anemia.

Sulfuretos: São elementos que constituem a albumina utilizada pelos tecidos do organismo durante o período de crescimento e reprodução. Conseqüentemente devemos ministrar, além do complexo que já falamos, ovo duro, aonde vamos encontra-lo em abundância, tanto quanto na farinha de peixe.

Cobre e Cobalto: São minerais que atuam como catalisadores no organismo dos pássaros.

 

Verduras: As verduras são verdadeiros sustentáculos de todos os seres vivos, visto que suas partes verdes contêm: A maior parte das vitaminas contida na alimentação, fibra e ferro, sem o qual nenhum ser de sangue quente poderia sobreviver.
A razão é simples: este elemento transporta o oxigênio que alimenta o calor, e circulação sangüínea e os processos vitais que dele dependem. Porém, devemos observar com muita atenção quando oferecemos verduras aos pássaros para que as folhas estejam verdes e bem frescas, jamais usando folhas amarelas e pálidas as quais são desprovidas de vitaminas assimiláveis pelos pássaros e que certamente causariam a ave distúrbios digestivos e endócrinos com sérios transtornos à saúde do pássaro.

Nota - A necessidade de calorias de um organismo vivo varia segundo o habitat, a estação do ano, a idade e atividade desenvolvida. Nos meses frios a necessidade de calorias aumenta, aumenta também nos jovens em fase de crescimento. Uma fêmea na imobilidade do choco tem menor necessidade de calorias, que devem ser reduzidas, o mesmo diga-se para os exemplares não utilizados na reprodução nos meses quentes.

Os alimentos verdes ricos em água apresentam menos calorias do que outras substâncias de que os pássaros se nutrem. O aumento ou a diminuição das rações dos vários alimentos, segundo os casos e situações, permite uma adequada alimentação em condições ambientais e das atividades dos pássaros.

As Farinhadas: As farinhadas são produtos farináceos, sementes e ovos, são geralmente satisfatória em porcentagem dos nutrientes necessários para o perfeito funcionamento do organismo do pássaro, e classificadas pelo percentual de proteína (nutriente mais caro e de maior dificuldade de obtenção pela parte dos fabricantes), o teor de proteína pode ser diferente em três etapas da vida dos pássaros:

1 - Época de Reprodução - 16 - 18.5%;

2 - Época de Muda - 14.5 - 15.5%;

3 - Época de Repouso - 12.5 - 13.5%.

Sendo na época do repouso uma quantidade pequena de apenas uma "unha" (medida referente ao recipiente no. 2 da christino) duas vezes na semana até duas colheres das de chá duas vezes ao dia para a época de reprodução, ficando na intermediaria a época de muda.

As Sementes: Alpiste: Como já sabemos o alpiste é a principal semente usada na dieta do canário. É rica em hidrato de carbono, proteínas, vitaminas B1 e E, etc. Os hidratos de carbono produzem calorias, mantendo a saúde da ave, facilitando o digestão.

Aveia: Também é uma semente rica em hidrato de carbono exercendo ação benéfica sobre o aparelho digestivo, semelhante ao grão de trigo e arroz com casca.

Colza: Uma semente rica em proteínas, ótima para o desenvolvimento da glândula tireóide, músculos, penas, vísceras, tendões, possui ainda hidrato de carbono, vitaminas, uma semente oleosa e gordurosa, semente de cor escura, em forma de esfera.

Níger: Como a colza esta também é uma semente escura e comprida, é recomendada mais na época de criação mas podendo ser fornecida o ano todo, também possui bastante óleo, sendo um bom fortificante das matérias corantes dos canários.

Linhaça: Também é bastante oleosa, rica em proteínas, é recomendada ser fornecida as aves na época de muda de pena, pois acentua o brilho das penas.

Nabão: É utilizado também nos canários de canto, uma semente macia, é bem oleosa, rica em gordura e hidrato de carbono.

 

Composição Nutricional das Sementes

 

 

Sementes         Hidra.carbono  Gordura           Proteínas          Fibras  Vitaminas

Alpiste                     62                  51                     11                 06        B1,E

Aveia                      63                  06                     10                 11         

Colza                      21                  41                     19                  05        A

Níger                      20                  37                     20                     

Linhaça                                        20                     37                                 

Nabão                    22                  41                     19                   05         

 

AREIA: Nós criadores sabemos que as aves em geral não possuem dentes, como nos canários o processo de digestão ocorre quando os músculos da moela se contraem triturando os grãos de alimento ingeridos, é nesse processo que a areia desempenha um papel fundamental. É a areia que permite que a "trituragem" que antecede à digestão se proceda de maneira completa, permitindo que a ave possa extrair do alimento todo o seu valor nutritivo. A areia que é ingerida pela ave vai para moela, fazendo as vezes dos dentes, ajudando a triturar e facilitando a digestão dos alimentos. Por esta razão o canário deve sempre ter à sua disposição uma quantidade de areia grossa, lavada e peneirada, se possível; esterilizada e seca ao sol, pode-se acrescentar junto desta areia a casca de ovo que pode ser fervida e moída ou triturado no liquidificador após secar ao sol por alguns dias, a casca não deve ser triturada muito no liquidificador para evitar que vire pó, e que fique num tamanho em que o canário possa escolher, onde junto com a areia irá na moela.

A casca de ovo é uma rica fonte de cálcio o qual é indispensável para a vida das aves. A areia deve permanecer diariamente pois as aves saberão quanto e quando se alimentar.

Carvão: O Carvão vegetal é utilizado como fortificante para os canários, evitando doenças e fornece uma maior resistência as aves, fornecendo ao canário uma vez por mês na seguinte forma: tritura-se o carvão até formar um pó, mistura-se aos poucos o mel puro, até que forme uma pasta farinhada.

Água: Como em todos os seres vivos a maior parte que constitui o corpo é água, como não poderia de ser os canários também possuem água em seu corpo 60%. Uma ave pode ficar sem comer e perder suas gorduras e proteínas e ainda sobreviverá, enquanto que a perca de 15% de água resultará em sua morte. Os canários deve ter a sua disposição um pote de água para beber e outro para se banhar (já visto em outro capítulo). A água a ser fornecida para o consumo da ave deve ser um água fresca e limpa, livre de impurezas ou mesmo de produtos químicos como cloro, etc; produtos estes que são utilizados no seu tratamento. A água é um dos alimentos que não há substituto, ele só vai ingerir aquela, por este motivo quando tiver de administrar remédios e vitaminas faz-se por via desta, pois a ave será obrigada a ingerir.

No organismo da ave se faz necessário pois a mesma transporta materiais de uma parte do corpo para outra e executa funções importantes na regulação da temperatura do organismo dos canários

A quantidade de água a ser consumida pelos canários em relação aos alimentos chega a ser numa proporção de 3 partes de água para uma parte de alimento ingerido.

A água deve ser trocada todos os dias, evitando assim o acumulo de limpo nos bebedouros que é prejudicial a ave, evite que fiquem expostos aos raios solares, porque a água esquenta e pode causar diarréia as aves.

Quanto a água de beber em viveiros e voadeiras estas devem ser colocadas do lado externo como nas gaiolas, se não for possível é aconselhável que não se coloque as vasilhas de água debaixo dos poleiros, para evitar que as aves defequem dentro dos bebedouros, podendo contaminar a água.

Lembramos sempre fornecer água limpa e fresca as aves e se possível de mina ou poços artesiano, pois temos notado que a água com cloro vem dando diarréia nas aves. Quando houver excesso de cloro na água (notável pelo cheiro forte e pelo paladar), deve-se fervê-la.

Cada criador tem seu método de alimentação, uns criando com muito sucesso, outros com menos

08 Abr 2009 

Alimentação

Alimentação 

A alimentação dos canários e outras aves mantidas em cativeiro foi sempre um problema difícil a desafiar a argúcia dos criadores, devida principalmente a delicadeza de seu aparelho digestivo que em menos de uma hora, ingere, digere, absorve e excreta os alimentos.

Na criação de canários o problema se afigura ainda mais complexo devido à diversidade de aptidões exigidas por cada raça; lipocromo, qualidade de plumagem, forma e etc.

Cada criador tem seu método de alimentação, uns criando com muito sucesso, outros com menos.

O canário em liberdade se alimentava de sementes diversas, principalmente das miúdas, mais ricas em proteínas e óleos, larvas, insetos e vermes, que lhes proporcionam proteína animal, frutas e folhas ricas em matérias nutritivas, que lhes completam as exigências alimentares.

No cativeiro o canário se adapta facilmente a um regime alimentar que vai do alpiste e água até os mais sofisticados imaginados pela sagacidade e desejo de acertar dos criadores.

Ao examinarmos o conjunto de alimentos fornecidos aos canários, verificamos que é possível enquadrar tudo dentro de um regime mais simples, sem os perigos das misturas fermentáveis, completando-se com uma nova fórmula bem estudada e conjunto de alimentos que o canário busca na natureza e em harmonia com os alimentos que o criador dá aos pássaros em cativeiro.

Os alimentos ingeridos servem para produzir energia e calor, mantendo vivas as forças que são utilizadas para possibilitar a reprodução da espécie.

As diversas partes componentes do organismo dos pássaros estão em constante renovação, para compensar o permanente desgaste devido a incessante atividade de destruição e reconstituição das matérias que formam parte do ser vivente. Sem entrarmos em maiores detalhes, diremos somente que os princípios básicos que constituem tecidos e os órgãos dos seres vivos são proteínas, gorduras e carboidratos.

Hoje sem a mentalidade empírica de outras épocas, sabemos que o espécime para ser sadio precisa: proteínas, vitaminas,  carboidratos, minerais e gorduras. Cada um desses elementos é de vital importância para o pássaro e contribui para um perfeito estado de saúde proporcionando uma longa vida à ave.

Nem todos os alimentos são indispensáveis aos pássaros, por conseguinte, diríamos que os mesmos devem ser classificados em dois grupos: alimentos essenciais e complementares.

No primeiro grupo estão verduras, vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e gorduras. No segundo grupo figuram os alimentos complementares e diríamos que os mesmos são "guloseimas", embora alguns deles funcionem como laxante, depurativo e desintoxicante.

Baseado no Grupo de Alimentos essencial diria que cada elemento ali inserido contribuiu com percentual vital para a existência do pássaro, como veremos a seguir.


 

Carboidrato


Também chamado de hidratos de carbono, açúcar etc. são assimilados pelo organismo do pássaro e contribuem como fonte de calor e energia, todos os nutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) fornecem energia em forma de Kcal, mas o cérebro consegue retirar energia somente dos carboidratos. Cada grama de carboidrato fornece 4.65 kcal de caloria.

Gorduras


Conhecidas como lipídeos no meio cientifico, esses elementos são essenciais para a formação dos hormônios, na época do frio em algumas regiões são eles que mantém o pássaro vivo, pois além de formarem uma camada isolante no corpo da ave, eles fornecem quase o dobro de energia por grama ingerida, 9.40 kcal.

Proteínas


As proteínas cumprem no organismo função de produzir energia e calor e são vitais para constituição do tecido muscular, fornecem 5,15 Kcal de energia por grama.

Os três elementos acima são encontrados nas sementes em percentuais variados.


Vitaminas


Ao tratarmos desse elemento, seremos obrigados a nos ater a maiores detalhes, pois se trata de assunto dos mais complexos e que muita celeuma vem causando aos criadores, sendo que seu uso indiscriminado por parte de alguns criadores sem experiência não traz qualquer benefício ao pássaro, pelo contrário, causarão danos às vezes irreversíveis.

As vitaminas são substâncias ou fatores químicos sem os quais não seria possível a vida. As vitaminas são responsáveis pela viabilidade dos processos metabólicos do organismo, que naturalmente são muito lentos, elas agem como um catalisador e na falta delas há desenvolvimento irregular do pássaro.

Classificação das Vitaminas:

As vitaminas de interesse dos pássaros classificam-se em: A-D-E as mais importantes, seguidas pelas C - complexo B e K, sendo que as do grupo B são encontradas aglutinadas na forma de complexo B. Cada uma das vitaminas citadas tem função específica na sobrevivência dos pássaros razão pela qual nos reportaremos a cada uma delas.

As vitaminas são separadas em dois grupos: Lipossolúveis e Hidrossolúveis;

As vitaminas Lipossolúveis são aquelas que se diluem em lipídeos, ou gordura, e as Hidrossolúveis, por sua vez são aquelas que são solúveis em água.

Vitamina A - Essencial para o crescimento e desenvolvimento do pássaro, mantém a integridade dos tecidos, as plumagens mais sedosas, brilhantes e aderentes. Tem o poder de atuar junto aos órgãos de audição da ave e fazendo com que mantenha um perfeito equilíbrio e forma ereta de agarrar-se ao poleiro, importante também para se evitar a cegueira noturna.

Fontes da Vitamina A - Ela encontra-se em todas as folhas verdes, na casca da maçã, cenoura, laranja, milho amarelo, gema de ovo, leite e óleo de fígado de bacalhau. 
Sua Falta ocasiona - Retardamento do crescimento, enfraquecimento, falta de equilíbrio, problemas respiratórios e oftalmológicos.

Vitamina B - Complexo B - Essencial para o sistema nervoso. Previne doenças do fígado, rins e coração.

Fontes da Vitamina B - Quando nos referimos à palavra fonte, queremos deixar bem claro tratar-se de fontes naturais, pois é do conhecimento de todos que nas farmácias e drogarias existe a sinterização química destes elementos na forma de complexo B. Enumeramos as fontes naturais: levedura de cerveja, trigo, cascas de sementes, leite, verduras, gema de ovo, carne e tomates.

Sua Falta Ocasiona - A falta desta vitamina na maioria das vezes produz transtornos digestivos, paralisia dos membros, sendo que os distúrbios de origem digestiva se manifestam quase sempre por diarréia acompanhada da falta de apetite e debilidade geral do pássaro.

Vitamina C - Essencial para prevenir o organismo das enfermidades infecciosas, principalmente do aparelho respiratório.

Fontes de Vitamina C - Encontra-se em todas as frutas frescas e principalmente nas cítricas (laranja, limão, cidra e etc.), é importante lembrar que: embora não aja um sintoma de hipervitaminose (excesso negativo de vitamina no organismo) as fontes de vitamina C também são fontes de ácido cítrico, que como vimos na sessão de Periquitos Australianos, esse ácido destrói a vitamina D3 que é responsável pela absorção e fixação do cálcio no organismo da ave.

Sua Falta Ocasiona - Doença infecciosa em geral, falta de defesa do aparelho respiratório, debilidade e pode provocar escorbuto.

Vitamina D - Também conhecida como a vitamina do Sol, (falaremos da Vitamina D3).

Contribuí para a boa formação dos ossos, viabilizando a absorção do cálcio e fixando nas células, principalmente as células ósseas, mas podendo ser em qualquer célula, desta forma combate o raquitismo a atua como principal item na formação óssea dos filhotes na fase de crescimento.

Fontes de Vitamina D - Ela é encontrada em estado natural no óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, frutas, leite e verduras, e é conhecida como a vitamina do sol, porque o organismo consegue sintetiza-la a partir dos raios UV da luz solar.

Vitamina E - Esta vitamina é o principal fator de reprodução, portanto insubstituível para que haja uma boa fecundação dos ovos na época da criação, ela age na formação dos gametas (óvulos e espermatozóides).

Obs.- Ao administrarmos essa vitamina aos pássaros devemos faze-lo com muito cuidado, pois é sabidamente comprovado que o seu excesso produz o efeito contrário, ou seja, podemos tornar o pássaro estéril.

Fontes da Vitamina E - Uma das principais fontes de vitamina E é o óleo de germe de trigo. Também são boas fontes o leite, a gema de ovo e verduras.

Sua Falta Ocasiona - Baixa fecundidade dos ovos. Dependendo de sua falta o pássaro torna-se estéril.

Vitamina K - ou anti-hemorrágica, essencial ao organismo. É através dela que são combatidos os males que atacam a pele, ou seja, as dermatoses.

Fontes da Vitamina K - As principais fontes dessa vitamina são: Tomates, óleo Fígado de Bacalhau e Repolho.

Sua Falta Ocasiona - Vulnerabilidades aos problemas dermatológicos.

 

Minerais

 

Como o último tópico dos alimentos essenciais, nos reportaremos aos minerais, nos atendo somente aqueles de maior importância para os pássaros, porque atuam sobre o metabolismo e são indispensáveis às funções biológicas, segundo a idade de cada pássaro.

 


Cálcio (Ca):

É indispensável para a formação do esqueleto como também para melhor eficiência do aparelho reprodutor, especialmente o ovário da fêmea. Encontra-se em estado natural no osso moído, na farinha de ostra e em geral em todos os ossos de peixe.

 

Fósforo (P)

Presente no ADN o fósforo tem um papel muito importante no crescimento celular e interage com o cálcio para a formação dos ossos.

 

Cloreto de Sódio (NaCl) - Mantém a propriedade física do sangue, a ponto de possibilitar os glóbulos vermelhos sua função de portadores do oxigênio e permitir a dupla decomposição mediante a que o organismo separa os sais do potássio (o principal mineral contido nas substâncias vegetais).

 

Iodeto de Sódio (NaI)- Influi favoravelmente sobre o aparelho muscular dos pássaros, já que a carência de iodo produz entre outros males, rigidez dos músculos e debilidade de muitos embriões que, alcançando o completo desenvolvimento morrem no ovo, porque não conseguem romper a casca. Já se notou que os pássaros criados em alguns países ou certas regiões perto do mar, que tomam água rica em iodo e potássio e são alimentados com comida iodada, não estão expostos e estas anormalidades.

 

Potássio, Sódio, Ferro. Magnésio:

São indispensáveis à vida ao processo de crescimento dos pássaros.

Os ossos dos animais compreendidos os pássaros, são formados de fosfato de cálcio. As verduras e as sementes são ricas em fosfato de potássio, porém um grande número de processos fisiológicos requer também a presença de sódio, ferro e magnésio. A carência de ferro se manifesta nos estados anêmicos, com debilitação e enfraquecimento e talvez mortalidade por anemia.

 

Sulfuretos:



São elementos que constituem a albumina utilizada pelos tecidos do organismo durante o período de crescimento e reprodução. Conseqüentemente devemos ministrar, além do complexo que já falamos, ovo duro, aonde vamos encontra-lo em abundância, tanto quanto na farinha de peixe.

Cobre e Cobalto:

São minerais que atuam como catalisadores no organismo dos pássaros.

 

Verduras



As verduras são verdadeiros sustentáculos de todos os seres vivos, visto que suas partes verdes contêm: A maior parte das vitaminas contida na alimentação, fibra e ferro, sem o qual nenhum ser de sangue quente poderia sobreviver.

A razão é simples: este elemento transporta o oxigênio que alimenta o calor, e circulação sangüínea e os processos vitais que dele dependem. Porém, devemos observar com muita atenção quando oferecemos verduras aos pássaros para que as folhas estejam verdes e bem frescas, jamais usando folhas amarelas e pálidas as quais são desprovidas de vitaminas assimiláveis pelos pássaros e que certamente causariam a ave distúrbios digestivos e endócrinos com sérios transtornos à saúde do pássaro.

Nota - A necessidade de calorias de um organismo vivo varia segundo o habitat, a estação do ano, a idade e atividade desenvolvida. Nos meses frios a necessidade de calorias aumenta, aumenta também nos jovens em fase de crescimento. Uma fêmea na imobilidade do choco tem menor necessidade de calorias, que devem ser reduzidas, o mesmo diga-se para os exemplares não utilizados na reprodução nos meses quentes.

Os alimentos verdes ricos em água apresentam menos calorias do que outras substâncias de que os pássaros se nutrem. O aumento ou a diminuição das rações dos vários alimentos, segundo os casos e situações, permite uma adequada alimentação em condições ambientais e das atividades dos pássaros.

Analise Bromatólogica de algumas sementes fornecidas para canários

 Sementes       Colza          Cânhamo     Aveia           Alpiste         Painço           Ovo*

Proteínas        19%            18%             10%              11%            9%                11,9%

Carboidratos  21%            21%             58%             61%              74%             ----

Gorduras       42%            42%             5%               1%               5%                10%

Fibras            5%              16%             11%             6%               1%                ----

        * (P > 0,05) Dado pouco confiável.

 

As Farinhadas

 

As farinhadas são produtos farináceos, sementes e ovos, são geralmente satisfatória em porcentagem dos nutrientes necessários para o perfeito funcionamento do organismo do pássaro, e classificadas pelo percentual de proteína (nutriente mais caro e de maior dificuldade de obtenção pela parte dos fabricantes), o teor de proteína pode ser diferente em três etapas da vida dos pássaros:

1 - Época de Reprodução - 16 - 18.5%;

2 - Época de Muda - 14.5 - 15.5%;

3 - Época de Repouso - 12.5 - 13.5%.

Sendo na época do repouso uma quantidade pequena de apenas uma "unha" (medida referente ao recipiente no. 2 da christino) duas vezes na semana até duas colheres das de chá duas vezes ao dia para a época de reprodução, ficando na intermediaria a época de muda.

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08 Abr 2009 

Influência da alimentação na saúde


Influência da alimentação na saúde

 

A alimentação influencia consideravelmente a saúde, a procriação e o crescimento de todos os animais, sendo esta verdade igualmente aplicada aos canários. Uma boa ALIMENTAÇÃO é a que reúne todos os elementos indispensáveis a um equilíbrio de vida e aumenta a resistência orgânica das aves, conduzindo ao seu bom estado de saúde ou permitindo o seu restabelecimento rápido em caso de doença. A base da alimentação dos canários é uma mistura de sementes, que se completa com verdura e fruta, papa de ovo, vitaminas e minerais. A mistura de sementes pode ser obtida em estabelecimentos comerciais especializados, dependendo da proporcionalidade dos grãos e da idoneidade do comerciante. Há criadores que adquirem as diversas sementes em separado, fazendo posteriormente a mistura na percentagem que entendem ser a mais correta. Existem ainda os canaricultores que dão as sementes aos seus canários em separado, isto é, cada variedade é colocada em recipiente individual. Este critério é baseado no desperdício de alimento que por vezes se verifica quando as aves derrubam para fora dos comedouros grandes quantidades de sementes, ao procurarem as que são mais do seu agrado. As sementes devem ser colocadas num só recipiente, diariamente, numa mistura proporcional que se tenha decidido adotar. Uma vez por semana como guloseima em pequena quantidade e em separado, dar uma mistura de sementes gordas, a que os Ingleses chamam de "prato forte". Indicam-se as sementes consideradas fundamentais para uma boa alimentação de canários, variando a sua proporção conforme as raças e os critérios do canaricultor:

  • Alpiste  
  • Colza 
  • Níger   
  • Aveia  
  • Linhaça 
  • Cânhamo 
  • Painço 
  • Perilla 
  • Papoula 
  • Nabão

Esse assunto é problemático, visto que, não se deve apresentar um "modelo" de mistura de sementes, pois os critérios não são unânimes, variando de criador para criador, não só nas espécies de sementes como em sua proporção na mistura.

  • Farinhada: É muito importante na alimentação dos canários, deve ser fornecida todos os dias, em muitos lugares parece que há um tabu para fornecer as receitas desse complemento básico para os canários. Existe no mercado uma grande variedade de farinhadas prontas, com ovos, sem ovos, para fator vermelho, filhotes, etc. Cabe ao criador escolher a que mais lhe convém e oferecer aos seus pássaros a alimentação o mais completa possível.

 

Listamos abaixo algumas sugestões de receitas de farinhada

  • FARINHADA - A
  • Farinha de rosca: 500g
  • Farinha de milho branco: 200g
  • Aveia em pó: 150g
  • Neston: 100g
  • Gerval em pó: 50g
  • Sal: 1g
  • FARINHADA - B
  • Germe de trigo: 500g
  • Farelo de trigo: 500g
  • Aveia em pó: 200g
  • Fubá (branco): 200g
  • Colheres de sopa de mel: 2g
  • Sal: 2g
  • FARINHADA - C
  • Farinha de rosca: 500
  • Farinha de milho branco: 100
  • Farinha de trigo: 100
  • Colza: 150
  • Níger: 100

Para as fórmulas de farinhada acima pode se aplicar para cada 1 quilo de farinhada 30g. de premix.
Se o criador quiser pode acrescentar uma gema de ovo cozida e passada na peneira para cada 2 colheres de sopa de farinhada, quantidade essa para alimentar aproximadamente 6 casais.

  • Verduras: Excelente fonte de vitaminas as verduras devem ser fornecidas observando o comportamento dos canários, alguns criadores fornecem verduras diariamente variando apenas o tipo, outros acreditam ser mais conveniente fornecer 2 ou 3 vezes por semana, fica a seu critério essa escolha e observe nos primeiros dias o comportamento dos seus pássaros com relação a diarréia ou se os mesmos deixam de comer outras coisas e se atem somente as verduras.

    As verduras mais utilizadas na alimentação dos canários são as amargas, almeirão, jiló, escarola, chicória, couve, agrião e espinafre, não se deve nunca utilizar o alface, que causa diarréia e desidratação ao pássaro. Uma boa higienização se faz necessária, já que os produtores se utilizam de agrotóxicos para a produção das mesmas.

  • Frutas: Tão importantes quanto as verduras, as frutas exercem papel de fundamental importância na alimentação dos canários no que se refere ao fornecimento de vitaminas.

    As mais comumente utilizadas são maçã e laranja, no mesmo caso das verduras a observação dos pássaros é de fundamental importância.

  • Água: Fornecer água de boa procedência, filtrada ou de bicas ou poços, por muitas vezes o cloro usado no tratamento da água pode ser prejudicial aos pássaros. A água deve ser trocada diariamente e o bebedouro muito bem lavado com água e sabão, jamais deixe surgir aqueles fungos verdes extremamente prejudiciais aos canários.

  • Cálcio: Uma boa fonte de cálcio se faz necessária a alimentação dos canários, pode-se obtê-la de modo caseiro ou adquiri-la em estabelecimentos especializados, o mais importante é o fornecimento diário.

  • Como fazer em casa: Peque um pouco de areia grossa de construção, lave bem, deixe secar ao sol, junte cascas de ovos, lave bem e triture no liquidificados, junte à areia e leve tudo por 20 minutos ao forno em fogo alto, deixe esfriar, acondicione em potes fechados.

    Seguindo essas "regras" básicas seu canário estará bem nutrido, forte e alegre, retribuindo a você com seu canto melodioso e lindos filhote.
08 Abr 2009 

Influência da Alimentação sobre o Lipocromo


Influência da Alimentação sobre o Lipocromo


É do conhecimento dos canaricultores que o principal responsável pela expressão quantitativa do lipocromo é o factor genético. Sem uma herança genética de qualidade o lipocromo dos canários com seu factor vermelho será sempre prejudicado.
Em vista dos criadores europeus, e tendo participado do julgamento de uma exposição na Itália, onde auxiliamos um juiz COM na pontuação de canários lipocrômicos amarelos intensos, nevados e mosaicos, um fato nos chamou bastante a atenção: o lipocromo, principalmente dos canários sem factor vermelho era de excelente qualidade, tanto em pureza como intensidade.·
Inicialmente atribuímos tal qualidade exclusivamente a factores genéticos, porém a partir de depoimentos de outros criadores que haviam importado este tipo de canário, fomos informados que após a mudança de penas, no Brasil, sob regime alimentar habitual e normal, percebeu-se uma mudança ainda que subtil, na qualidade dos referidos lipocromos.·
Procurando interpretar o que poderia ter ocorrido, pensou-se inicialmente que os criadores europeus poderiam estar ministrando algum produto que pudesse realçar as qualidades do lipocromo.·
Pesquisando na literatura pertinente alguma informação teórica que pudesse confirmar tal fato, acabamos chegando a uma conclusão bem diversa do que pensou inicialmente. O criador europeu não fornece nenhum produto específico que melhore a qualidade do lipocromo dos canários sem factor vermelho. Por outro lado, o regime alimentar habitual adoptado pelos criadores brasileiros fornece em excesso substâncias que colaboram para que haja uma queda de qualidade do lipocromo dos nossos canários (isso ocorre, como veremos, tanto nos canários com como nos sem factor vermelho).·
As substâncias em questão pertencem ao grupo dos carotenóides. O criador europeu fornece aos seus canários uma dieta que contém uma quantidade de carotenóides substancialmente menor que a utilizada pelos criadores brasileiros, principalmente no tocante à zeaxantina.·
Convém lembrar novamente que o factor genético é o grande responsável pela qualidade de lipocromo, e não há regime alimentar que possa compensar uma deficiência genética neste sentido.·
Como alimentos ricos em carotenóides que fornecemos aos nossos pássaros podemos citar: gema de ovo, milho amarelo e verduras. Tais elementos, que são de extrema importância na nutrição dos canários, trazem em sua composição uma quantidade significativa de carotenóides, e em especial a zeaxantina, pigmento existente no milho amarelo e que é depositado pelas galinhas na gema dos ovos. Tal pigmento, uma vez depositado nas penas dos canários, é responsável pelas tonalidades amarelos alaranjadas que se misturam as tonalidades mais puras do lipocromo. Sabemos que as tonalidades que tendem para o laranja são indesejáveis no lipocromo com ou sem o factor vermelho.·
Nos canários vermelhos, sabe-se que por ocasião da disposição dos pigmentos corantes, existe uma disputa por espaço, ao nível das células, entre a cantaxantina e os carotenóides, principalmente a zeaxantina. Essa disputa por espaço se aplica também e da mesma maneira no caso dos canários sem factor vermelho. O que acontece, então, é que se fornecemos uma dieta rica em zeaxantina, a sua participação na pigmentação das penas dos canários será proporcionalmente maior, e o resultado final que se observa é o amarelo se afastando do amarelo-limão, e o vermelho que se manifesta com influência de tons alaranjados.·
Como dissemos anteriormente, os alimentos ricos em carotenóides são de grande importância na nutrição dos canários, pois são fontes importantes de proteínas e vitaminas. Na busca de uma melhor qualidade de lipocromo, devemos, por ocasião da muda de penas, procurar substituir tais alimentos por outros que possuam menor quantidade de carotenóides mas que garantam o mesmo aporte de proteínas e vitaminas.·
As verduras (a coloração verde tem relação directa com a quantidade de carotenóides) podem ser substituídas por frutas ou outros vegetais com menor quantidade de carotenóides. O milho amarelo pode ser substituído pelo milho branco, cuja composição química é praticamente a mesma, a não ser pelo teor de proteínas do milho branco que é exactamente o mesmo do milho amarelo. A gema do ovo que no caso representa uma fonte de proteína e de boa qualidade, pode ser substituída, ao menos em parte, por outras fontes de proteínas eficientes como a caseína ou leveduras. Como esses produtos não são de fácil acesso ao canaricultor, devemos procurar adquirir ovos cujas gemas sejam menos amarelas, o que ocorre mais com ovos de casca branca. O ovo chamado de "caipira", com gema "vermelha" é totalmente contra indicado.·
Voltamos a lembrar que o principal factor de qualidade do lipocromo é o factor genético, e que os alimentos ricos em carotenóides são muito importantes na nutrição dos canários.·
Por isso, não devem simplesmente ser suprimidos mas sim substituídos, por ocasião da muda de penas, por outros alimentos que continuem a fornecer os mesmos níveis de proteínas, vitaminas e outros elementos nutritivos.

08 Abr 2009 

Nutrição na Criação de Canários


Nutrição na Criação de Canários

 

O filhote ao nascer, traz consigo uma carga genética herdada de seus pais, e cabe ao criador fazer com que esta carga genética seja aproveitada ao máximo, oferecendo a este novo integrante do nosso plantel as condições mais próximas do ideal, para que este potencial todo seja aproveitado. Assim, devemos oferecer a estes pássaros uma alimentação balanceada de acordo com suas necessidades.

Sementes: Além do alpiste, que deve ser a semente básica para as aves, pelo menos mais três espécies de sementes diferentes ou mais, devem ser misturadas na razão de 10% da quantidade total de alpiste cada uma.

Como por exemplo:

Alpiste = 1000 gramas
Colza = 100 gramas
Niger = 100 gramas
Linhaça = 100 gramas
Nabão = 100 gramas
Aveia sem casca = 100 gramas

Uma mistura como esta, mais variada em relação às sementes, torna mais atraente para os pássaros, e permite que ele obtenha das sementes a variedade de elementos que necessita, pois cada semente tem seu valor nutritivo diferente, devido terem quantidades de elementos diferentes uns dos outros.
Outra vantagem desta mistura de variedades de sementes, e a maior independência que tem em relação a outros tipos de alimentação.
É importante também dizer, que estas sementes devem ser lavadas e secas antes de serem usadas para as aves. Hoje no mercado encontramos misturar de sementes lavadas para uso.

Verduras: As verduras são grande fonte de vitaminas, além de oferecerem água de boa qualidade. Deve-se oferecer pelo menos uma vez por dia verduras frescas, livre de agrotóxicos para os canários.
Com esta verdura a disposição, os pássaros podem ter a oportunidade de fazer seu balanceamento de vitaminas, corrigindo eventuais distorções como exemplo, podemos falar do almeirão e da couve.

Areia: Devido aos canários não terem dentes para fragmentarem os alimentos, estes são fragmentados a nível de moela e neste sentido a areia desempenha um papel fundamental.
É a areia que permite a “moagem” destes alimentos que antecedem a Digestão, fazendo assim, que esta digestão seja completa, permitindo que os pássaros possam extrair destes alimentos todo o seu potencial nutritivo.
Devido a isto, o canário tem que ter sempre a sua disposição areia grossa de boa qualidade, areia esta que deve ser lavada e esterilizada. Hoje no mercado já se encontra para a venda areias prontas para o uso, areias estas que já vem com cálcio, fazendo assim, uma melhor absorção deste alimento tão essencial para a casca do ovo.

Água: Devido a sua variedade de funções e sua utilidade, a água pode ser considerada um nutriente essencial por excelência para sua criação.
Para ter uma idéia da importância da água, um pássaro pode perder praticamente toda a sua gordura e mais da metade da proteína e ainda sobreviver, enquanto que se ele perder 10% de água, resultará na sua morte.
O canário deve ter sempre a sua disposição água fresca e limpa.
Ao contrário dos outros alimentos que oferecemos para os pássaros, a água não tem substituto, ou seja, o animal é obrigado a ingerir da forma como é apresentada, do contrário morrerá de sede. Devido a isto, pelo menos para o bem estar dos pássaros, devemos oferecer água sempre pura, da maneira como nós gostamos de tomar.
Caso seja preciso fazer uma medicação ou alguma suplementação de vitaminas diversas, procurar fazer por outras vias, como por exemplo nas farinhadas. Quando não for possível por esta via de administração, fazer eventualmente na água e por períodos menores possíveis.
Lembre-se novamente que a água não tem substituto.

08 Abr 2009 

Composição de algumas sementes


Alpista (Phalaris canariensis)
Grão rico em hidratos de carbono. Os hidratos de carbono produzem calorias, mantendo a saúde da ave, facilitando a digestão. Ao contrário do que seu nome em inglês "canary seed" sugere, este grão não é usado somente para canários, sendo, entretanto o principal componente da maioria das misturas de grãos para pássaros. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.
Como já sabemos o alpiste é a principal semente usada na dieta dos pássaros, é rica em hidrato de carbono, proteínas, vitaminas B1 e E, etc. Os hidratos de carbono produzem calorias, mantendo a saúde da ave, facilitando a digestão.
Componente principal da maioria das misturas. Pertence a família das Gramináceas. O tamanho e aspecto dependem muito do país de origem. Nestes países é considerada uma erva daninha. Pari. Muito usada na face de amadurecimento por criadores de curiós e bicudos, inclusive no cardápio dos filhotes.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: EUA / Canadá / Argentina / Austrália / Hungria / Marrocos

Aveia sem casca (Avena sativa)
Grão rico em hidratos de carbono, de óptima palatabilidade e digestibilidade, portanto ingerido com muito gosto e facilidade por pássaros no ninho. Em quantidades demasiadas pode levar ao acumulo de gordura, principalmente em canários. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos, periquitos grandes e papagaios.
Também é uma semente rica em hidrato de carbono exercendo acção benéfica sobre o aparelho digestivo, semelhante ao grão de trigo e arroz com casca.
Ingerida com gosto e com facilidade pelos pássaros do ninho. Quantidades demasiadas elevadas podem levar à adiposidade.
Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaio e pássaros granívoros de médio e grande porte.
Origem: Bélgica / Inglaterra / França

Cânhamo (Cannabis sativa)
Grão inactivo da planta Cannabis sativa. É rico em extracto etéreo (óleos) e proteína. Contém THC, que estimula o interesse sexual nos pássaros. Deve-se cuidar para que não haja exageros na quantidade de cânhamo oferecida aos pássaros, para evitar-se constipação e excessiva excitação dos animais. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos, periquitos grandes e papagaios. Um dos melhores grãos para qualquer pássaro, porém o seu uso (principalmente no verão) nunca pode ser excessivo.
Sementes da planta cannabis. Contém proteínas de alta qualidade. As crias adoram que os pais os alimentem com cânhamo. Estimula o ardor sexual nos pássaros (podem tornar-se demasiado excitados).
Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaios, e pássaros granívoros de pequeno, médio e grande porte.
Origem: Bélgica / Inglaterra / França

Colza (Brassica rapa)
Grão rico em proteína e extracto etéreo (óleos), de sabor um pouco amargo. É o mais importante grão numa mistura para canários, pois seu elevado teor de extracto etéreo (óleos) promove uma excelente saúde e um canto melodioso. Pode levar à adiposidade, se usado em demasia. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos e pássaros silvestres. Esta foto da Colza se refere à Colza fresca, geralmente as que são vendidas em aviculturas comuns são pretas não azuladas como as da foto, mas que também servem para a alimentação de Pássaros canoros, mas não possuem as mesmas propriedades nutritivas.
Uma semente rica em proteínas, óptima para o desenvolvimento da glândula tiróide, músculos, penas, vísceras, tendões, possui ainda hidrato de carbono, vitaminas, uma semente oleosa e gordurosa, semente de cor escura, em forma de esfera.
Maior e mais escuro que o nabo. Tem um sabor mais amargo. O valor nutritivo é idêntico ao nabo.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polónia

Linhaça (Linum usitatissimum)
Grão da planta do linho. É rico em proteínas e extracto etéreo (óleos), principalmente do grupo Ómega 3, essencial para uma excelente plumagem. Possui propriedades terapêuticas, melhorando o trânsito do bolo alimentar no tubo digestivo e contribuindo para uma melhor digestão. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.
Também é bastante oleosa, rica em proteínas, é recomendada ser fornecida as aves na época de muda de pena, pois acentua o brilho das penas.
Sementes de linho. De cor escura ou clara. Contém um teor elevado de ácido gordo omega-3, essencial para a formação da plumagem. Melhora a sua digestão por via das suas características mucíparas.
Uso: Canários e Pintassilgos.
Origem: Bélgica / Hungria / Canadá

Níger (Guizotia abyssinica)
Grão rico em extracto etéreo (óleos) e proteínas. Devido a sua excelente palatabilidade, este grão é muito apreciado por diferentes tipos de pássaros. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.
Como a colza esta também é uma semente escura e comprida, é recomendada mais na época de criação mas podendo ser fornecida o ano todo, também possui bastante óleo, sendo um bom fortificante das matérias corantes dos pássaros.
A maioria dos pássaros adoram esta semente, mas que não pode faltar numa mistura de qualidade. É uma das poucas sementes que tem um óptimo equilíbrio cálcio/fósforo.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: Nepal / Índia / Etiópia / Hungria

Painço Amarelo (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo amarelo. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos, grandes periquitos e pombos.
Um tipo de milho-alvo de grão pequeno e por isso ideal para misturas de cria. Existem muitas sub-famílias desta semente.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Austrália / Argentina / China / África do Sul

Painço Branco (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo branco. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.

Painço Preto (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo preto. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.

Painço Verde (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo verde. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.

Painço Vermelho (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho-alvo vermelho. São grãos ricos em hidratos de carbono e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos. Espécie de milho-alvo muito fino.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: África do Sul / Austrália / China

Perila (Perilla frutescens)
É conhecida também como "a semente da saúde". Grão rico em extracto etéreo (óleos), principalmente do grupo dos Ómega 6 e Ómega 3. Importante na promoção de um canto melodioso e uma plumagem exuberante. Seu uso principal é nas misturas para curiós e outros pássaros silvestres, canários e pássaros exóticos. É o melhor grão e o mais importante para os pássaros, seu uso não pode ser excessivo.

Perila café (Perilla frutescens)
É conhecida também como "a semente da saúde". Grão rico em extracto etéreo (óleos), principalmente do grupo dos Ómega 6 e Ómega 3. Importante na promoção de um canto melodioso e uma plumagem exuberante. Seu uso principal é nas misturas para curiós e outros pássaros silvestres, canários e pássaros exóticos. É o melhor grão e o mais importante para os pássaros, seu uso não pode ser excessivo.

PAPOULA (somniferum)
São muito ricas em gordura. Tem propriedades calmantes. Muito apropriadas para acalmar pássaros de torneios exposição. Podem no entanto, travar o canto.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: Hungria

Trigo-Sarraceno
Planta rica em amido (hidratos de carbono) mas pobre em gorduras, essencialmente colhida em terrenos arenosos.
Uso: Grandes periquitos, papagaios e bicudos.
Origem: Argentina / China / França / Brasil / Rússia / Hungria

Kat Jang IDJOE
Pertence à família da soja. Pelo seu poder germinativo é muitas vezes utilizado em misturas de germinar, igualmente para espécies de pássaros mais pequenos. Os rebentos são, como os da soja, muito ricos em proteínas.
Uso: Grandes periquitos, papagaios, sementes a germinar.
Origem: Tailândia / China / Austrália

Milho-alvo Amarelo
O milho-alvo mais corrente. É composto com a maior parte das sementes desta família, por hidratos de carbono.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Argentina / EUA / Austrália / Hungria / Rússia

Milho-alvo Branco
Estas sementes de boa qualidade são menos duras e por isso – não obstante o seu tamanho maior.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.

Origem: EUA / (Dakota, Colorado) / Austrália / China

Milho-alvo Vermelho
Sementes geralmente mais duras do que as outras deste grupo. A sua cor torna as misturas mais atraentes.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polónia

Milho-alvo Japonês
O milho-alvo mais rico em proteínas. Aumenta a qualidade de qualquer mistura.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte
Origem: China / Austrália / África do Sul

Nabão
É utilizado também nos canários de canto, uma semente macia, é bem oleoso, rica em gordura e hidrato de carbono.

Areia
Nós criadores sabemos que as aves em geral não possuem dentes, como nos canários o processo de digestão ocorre quando os músculos da moela se contraem triturando os grãos de alimento ingeridos, é nesse processo que a areia desempenha um papel fundamental. É a areia que permite que a trituração que antecede à digestão se proceda de maneira completa, permitindo que a ave possa extrair do alimento todo o seu valor nutritivo. A areia que é ingerida pela ave vai para moela, fazendo as vezes dos dentes, ajudando a triturar e facilitando a digestão dos alimentos. Por esta razão o canário deve sempre ter à sua disposição uma quantidade de areia grossa, lavada e peneirada, se possível; esterilizada e seca ao sol, pode-se acrescentar junto desta areia a casca de ovo que pode ser fervida e moída ou triturado no liquidificador após secar ao sol por alguns dias, a casca não deve ser triturada muito no liquidificador para evitar que vire pó, e que fique num tamanho em que o canário possa escolher, onde junto com a areia irá na moela.
A casca de ovo é uma rica fonte de cálcio o qual é indispensável para a vida das aves. A areia deve permanecer diariamente pois as aves saberão quanto e quando se alimentar.

Ovo
Fornecer duas vezes por semana ovos cozidos, por no mínimo 20 minutos.

Água
Como em todos os seres vivos a maior parte que constituem o corpo é água, como não poderia de ser os canários também possuem água em seu corpo 60%. Uma ave pode ficar sem comer e perder suas gorduras e proteínas e ainda sobreviverá, enquanto que a perca de 15% de água resultará em sua morte.
Os canários devem ter à sua disposição um pote de água para beber e outro para se banhar (já visto em outro capítulo). A água a ser fornecida para o consumo da ave deve ser um água fresca e limpa, livre de impurezas ou mesmo de produtos químicos como cloro, etc; produtos estes que são utilizados no seu tratamento. A água é um dos alimentos que não há substituto, ele só vai ingerir aquela, por este motivo quando tiver de administrar remédios e vitaminas faz-se por via desta, pois a ave será obrigada a ingerir.
No organismo da ave se faz necessário pois a mesma transporta materiais de uma parte do corpo para outra e executa funções importantes na regulação da temperatura do organismo dos canários.
A quantidade de água a ser consumida pelos canários em relação aos alimentos chega a ser numa proporção de 3 partes de água para uma parte de alimento ingerido.
A água deve ser trocada todos os dias, evitando assim o acumulo de limpo nos bebedouros que é prejudicial a ave, evite que fiquem expostos aos raios solares, porque a água esquenta e pode causar diarreia as aves. Quanto a água de beber em viveiros e voadeiras estas devem ser colocadas do lado externo como nas gaiolas, se não for possível é aconselhável que não se coloque as vasilhas de água debaixo dos poleiros, para evitar que as aves defequem dentro dos bebedouros, podendo contaminar a água.
Lembramos sempre fornecer água limpa e fresca as aves e se possível de mina ou poços artesiano, pois temos notado que a água com cloro vem dando diarreia nas aves. Quando houver excesso de cloro na água (notável pelo cheiro forte e pelo paladar), deve-se fervê-la.

08 Abr 2009 

Noções sobre nutrição

Noções gerais sobre nutrição

Os animais de boas raças exigem uma alimentação racional para alcançar melhor produção.
Os animais de raças inferiores, com a mesma ração dada às boas raças, nunca alcançam a produção delas.
Devem ter condições de habitat ou meio ambiente:
É o conjunto de fatores que dá condições para a vida. Esses fatores são AR, LUZ, TEMPERATURA, PRESSÃO, UMIDADE, etc.

 

BOA ALIMENTAÇÂO

Selecionando e racionalizando os alimentos adequados à nutrição dos animais, podemos obter a melhor produção das mesmas. Se é verdade que boas raças são fundamentais na criação, assim também é na alimentação. Esses dois fatores se completam com o bom estado sanitário do rebanho.
A alimentação racional e suficiente garante uma boa produção, porque confere ao animal os elementos plásticos e energéticos essenciais à vida.

 

BOM ESTADO SANITÁRIO DOS REBANHOS

Animais sadios produzem, animais doentes não produzem. A mortalidade deve ser baixa, para melhor rendimento do rebanho. Assim, também, deve ser alto o índice de natalidade. A boa raça e com um bom estado sanitário converte melhor o alimento, dando maiores lucros.

 

RAÇÂO


É aquele que contém todos os alimentos essenciais a um perfeito equilíbrio do organismo, em quantidades suficientes para repor os desgastes naturais à produção de energia e à reprodução.
Duas são as finalidades: manutenção e produção.

 

RAÇÃO DE MANUTENÇÃO


Chamamos aquela dada ao animal, para a produção de energia e reposição dos desgastes naturais.

 

RAÇÃO DE PRODUÇÃO


Será aquela dada ao animal, para compensar a produção, quer seja carne, leite, ovos ou ainda a procriação.

 

ÍNDICE DE CONVERSÃO


É o número que exprime a quantidade de quilos de ração necessárias para formar uma unidade de produto (líquido de carne, ovos, leite, etc).

 

CONSTITUINTES DA RAÇÃO


a) proteínas
b) carboidratos (açúcar, amido, celulose, etc)
c) gordura (gorduras, esteróis, carotenos, fosfolipídios)
d) Minerais
e) Vitaminas
f) Água

 

a) Proteínas

 

As proteínas são absorvidas ou assimiladas no tubo digestivo com aminoácidos, que são seus componentes elementares.
Alimentos protéicos são aqueles que fornecem proteínas.
As proteínas quanto à sua natureza são de origem animal e vegetal. As proteínas animais são de qualidade superior às proteínas vegetais.
Os aminoácidos são necessários ao organismo, para que ele elabore suas próprias proteínas.
O número e qualidade de aminoácidos presentes determinam a quantidade de proteínas. Por essa razão, é melhor que se use mais do que uma fonte de proteínas nas rações, para que se tenha uma maior segurança de estarmos suprindo de maneira adequada os diferentes aminoácidos necessários.
Quando usamos as proteínas vegetais, o aminoácido mais comumente definido é a metionina.
As proteínas animais são também melhores que os vegetais, como fonte de vitaminas e minerais essenciais. Suas maiores desvantagens são suprimentos reduzidos e preço elevado.
As proteínas animais são as melhores fontes dos aminoácidos limitantes: lisina, triptofano e cistina.

 

EIS OS NOMES DE ALGUNS AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS


Arginina – Lisina – Histidina – Ácido Aspártico – Treonina – Serina – Fenilanina – Cistina – Ácido Glutâmico – Prolina – Hidroxiprolina – Glicina – Alanina – Triptofano – Leucina – Valina – Metionina – Isoleucina – Leucina – Tirosina.

 

PRINCIPAIS FONTES DE PROTEÍNAS VEGETAIS


Farelo de torta de algodão – Alfafa - Farelo de soja – Protenose – Farelo de trigo – Farelo de arroz, etc.

 

PRINCIPAIS FONTES DE PROTEÍNAS ANIMAIS


Farinha de peixe – Farinha de fígado – Farinha de carne – Farinha de sangue, etc.

 

RELAÇÃO ENERGIA – PROTEÍNA


A última novidade em nutrição animal foi a descoberta de que a relação entre a proteína e a energia (colorias) da ração muito tem a ver com a eficiência da mesma. Esta relação parece não ter quase nenhum efeito sobre a produção total (leite, ovos, carne, produção, etc), mas está ligada a conversão da ração.
Uma ração de alta eficiência é aquela que contém grande quantidade de calorias para a proteína que é ingerida.
A relação correta calorias – proteínas na ração é importante para que essa tenha o melhor aproveitamento da proteína que contém. Se houver proteína em excesso, esta é usada como hidrato de carbono.
Se o excesso for hidrato de carbono em quantidade suficiente, para que toda proteína da ração seja usada apenas como proteína, resultará numa eficiência máxima e esta finalidade de se relacionar as calorias com as proteínas a ração.

 

b) Carboidratos

 

Os Hidratos de carbono, são substâncias ternárias compostas de Hidrogênio, Oxigênio e Carbono. Constituem cerca de ¾ partes de matéria seca dos vegetais. Este grupo de substância inclui os açúcares, que são compostos orgânicos relativamente simples e também o amido, celulose e outros compostos orgânicos de natureza mais complexa. Os Hidratos de Carbono são também divididos em seus elementos componentes e absorvidos como açúcares simples (glicose, levulose, etc). que por sua vez são convertidas no fígado e armazenados como amido ou glicogênio.
Os Hidratos de Carbono são utilizados pelos animais como fonte de energia.
Quando há Hidrato de Carbono em excesso na ração, os mesmos transformam-se em gorduras armazenada.
Alimentos ricos em Hidrato de Carbono mais utilizados são: Milho, sorgo, Batata Doce, etc.

 

c) Gordura e Lipídeos
Como Hidrato de Carbono, as gorduras são compostas de carbono, Hidrogênio e Oxigênio.
As Gorduras fornecem cerca de 2,25 vezes mais calor (energia) do que os Hidratos de Carbono na combustão, tendo portanto um maior valor alimentício.
As Gorduras não constituem somente uma fonte concentrada de energia e de produção de gordura corporal ou de gordura de leite, mas possuem também outras funções. Elas auxiliam a absorção das vitaminas A, D, E e K dos alimentos, especialmente do caroteno e podem auxiliar a absorção de Cálcio.
As Gorduras, quando assimiladas após a digestão dos alimentos, acumulam-se em várias regiões do corpo constituindo reservas para serem utilizadas nas ocasiões de escassez (doenças, prenhez, reprodução, etc).
Essas reservas gordurosas, depois de sofrerem reações químicas complexas, estão em condições de serem utilizadas pelo organismo como fonte de calor e energia.
O poder energético das Gorduras é o dobro das proteínas e dos Hidratos de Carbono. Para se conseguir uma elevada digestibilidade das gorduras e das proteínas é indispensável haver uma relação entre 1:3 a 1:5, que é denominada de relação adipoproteica.

 

d) Minerais
São componentes inorgânicos dos alimentos que desempenham papel importante no metabolismo dos organismos animais e vegetais.

 

Classificação dos Minerais
São classificados em dos grandes grupos. Chamados de:

 

1-Minerais Plásticos:
Importantes na formação do corpo, intervindo na regularização funcional de numerosos processos vitais, são eles: Cálcio, Fósforo, Cloro e Sódio.

 

2-Oligo-Elementos ou Micro-elementos ou Elementos Minerais Menores:
Essas substâncias gozam da particularidade de exercer, em pequena dose, franca ação biológica de natureza biocalitíca, são eles: Ferro, Cobalto, Cobre, Iodo, Enxofre, Magnésio, Manganês e Zinco.

 

e) Vitaminas
São componentes orgânicos dos alimentos, dos quais apenas uma parcela reduzida (alguns miligramas) é indispensável, diariamente, ao crescimento celular para a manutenção de suas funções normais.
À falta ou excesso de Vitaminas, dão-se os nomes de Hipovitaminose e Hipervitaminose, respectivamente. O termo Avitaminose seria a falta total de vitaminas, o que não é possível de se constatar.

 

Funções das Vitaminas
As Vitaminas desempenham um papel relevante na distribuição das Proteínas, dos Hidratos de Carbono, das Gorduras, dos Sais Minerais de Água.

 

Origem da palavra Vitamina
Esse termo foi proposto pelo Dr. Casimir Funk em 1912, acreditava ele na existência de certas substâncias indispensáveis à vida e similares as “Animais” e criou, para designa-las, a palavra VITAMINAS.
Posteriormente, se verificou que nem todas essas substâncias são animais, mas a designação original está hoje consagrada pelo uso.

 

Natureza das Vitaminas
As Vitaminas não são substâncias vivas, mas compostos químicos definidos, atuando até certo ponto como catalisadores.

 

Razão de Designação das Vitaminas por Letras
As Vitaminas são designadas por letras porque, de início, quando se estudaram as suas propriedades, não se conhecia sua composição química.
Porém, à medida que se tornavam conhecidas, eram rotuladas com designação químicas próprias.

 

Situação atual da Classificação das Vitaminas
1-Vitaminas Azotadas
Tiamina ou B1 – Riboflavina ou B2 – Piridoxina ou B6 – Ácido Fólico – Ácido Nicotínico – Ácido Pantotenico – Ácido Para-Amino-Benzóico – Colina – Biotina ou H – Cobalamina ou B12.

 

2-Grupo dos Esteróis
Complexo D

 

3-Derivados do Açúcar
Vitaminas C Inusitol

 

4-Derivados do Caroteno
Vitamina A

 

5-Derivados da Quinona
Vitamina E
Vitamina K

 

6-Ácidos Graxos não saturados
Ácido Linoleico
Ácido Linilenico

 

Datas dos estabelecimentos das Fórmulas de Vitaminas
Ácido Nicotínico - 1913
Vitamina C - 1932
Vitamina A - 1933
Vitamina D - 1934
Vitamina B2 - 1935
Vitamina H (Biotina) - 1936
Vitamina B1 - 1936
Vitamina E - 1938
Vitamina B6 - 1939
Ácido Pantotenico - 1940

 

Algumas Vitaminas Obtidas Sinteticamente
Vitamina A, vitamina B6, vitamina E, Vitamina H, Ácido Pantotenico, Vitamina B, Vitamina C, Vitamina K, Ácido Fólico, Calciferol, Vitamina D foi obtida por processo fotoquímico (irradiação do ergoterol).

 

Eficácia das Vitaminas sintéticas
De modo em geral, são tão eficazes como as Vitaminas naturais, Isto é, se forem de alto grau de pureza e corresponderem a composição química das naturais.

 

f) Água
O conteúdo máximo em água (umidade) que é ainda compatível com a boa conservação é p 13% para os cereais, o 10% para os farelos e as farinhas de qualquer procedência.
Para as gorduras, contidas a mais do que 6/7% são facilmente propensas aos fenômenos de deterioração.
Aos alimentos para garantir uma boa conservação com os meios comuns, dependem do conteúdo em água e das quantidades em gorduras.

08 Abr 2009 

Semente de perilha


Semente de Perila



É uma semente actualmente muito utilizada na Europa para alimentação de pássaros. As sementes são arredondadas, semelhantes às de nabo e colza (2 a 3 mm), apresentam cor variável entre cinzento e o negro passando pelo castanho avermelhado. São ricas em proteínas e, particularmente, em um óleo aromático usado pelas populações asiáticas (China, Himalaia, Japão, Rússia etc.) como óleo comestível. Estas sementes são agradáveis aos pássaros e, além do seu valor nutritivo, tem demonstrado conferir uma óptima saúde e bom funcionamento do aparelho digestivo (intestino, em particular). Provas experimentais em várias espécies de pintassilgo e de outros fringilídeos, com abdómen inchado, avermelhado e com diarreia, comprovam que em torno de 6 a 10 dias de administração contínua, a saúde foi completamente restabelecida.



Sendo sementes ricas em óleo, devem ser administradas normalmente não mais que três vezes por semana (meia colher de chá p/cada pássaro). Por 6 a 10 dias consecutivos para pássaros recém capturados, para aqueles debilitados, com abdómen inflamado, diarreia, debilitados por tratamentos com antibióticos e quimioterápicos. O óleo confere brilho e elasticidade às penas e provavelmente contém substâncias que permitem revigorar, recuperar a saúde para além de sua capacidade nutritiva notável.



A perila é uma planta oleaginosa cultivada nos países asiáticos, seja com a finalidade alimentar ou decorativa. As sementes de Perilla frutensis são, assim, recomendadas para a alimentação de todos os pássaros granívoros, durante todo o ano, particularmente durante o período de criação dos filhotes no desmame e no período de muda.



Composição química das sementes de perila (segundo Prof. Church):




  • Água: 5,3%;

  • Proteína 22,6%;

  • Estrat. Nitrogenados 10,6%;

  • Lipídeos 43,2%;

  • Fibras 14%;

  • Cinzas (inclusive cascas) 4,3%;




- Extrato não azotado 10,6%.



Podem ser misturadas numa dose de 5 a 10% na mistura normal de sementes. Porém devido a elevada “aptecibilidade” pelos pássaros e aos preços, é aconselhável uma administração em um recipiente à parte, nos seguintes períodos:



  • a) Período de repouso - do término da muda ao início da preparação para o acasalamento - meia colher de chá por pássaro, três vezes por semana (duas vezes para os pássaros que tendem a engordar);



  • b) Período da muda - nas doses para os pássaros indicados no item "a", em dias alternados (um sim, outro não). No período "Central" da muda, quando o organismo das aves se acha no máximo esforço de renovação de plumagem, pode-se praticar uma administração diária, por 8 a 10 dias consecutivos, com a advertência de colocar as aves em voadeiras amplas.



O seu alto percentual proteico e o óleo perfeitamente digerível permitem uma veloz replumagem, com penas fortes e reluzentes, além disso, conferem uma boa funcionalidade do aparelho digestivo, prevenindo muitas disfunções intestinais, que frequentemente se acentuam durante o delicado período da muda.


08 Abr 2009 

Canários, a mistura de sementes, como balancear...


O Canário, como qualquer ser vivo, ingere alimentos para fazer funcionar seu organismo, isto é : para manter a temperatura do corpo, fazer o metabolismo funcionar, repor tecidos, trocar penas, se movimentar, se reproduzir, etc.

São pássaros granívoros e, portanto, as sementes representam a parte mais importante de sua dieta, que deve ser complementada por uma ração, antigamente chamada de farinhada. Juntos, sementes e ração, devem prover e adequar os alimentos fornecidos às diferentes necessidades de nossos pássaros.

A composição e o balanceamento da mistura de sementes e seu necessário ajustamento é o assunto a ser discutido neste artigo.

Alimentação X Fases da Vida

Como todo ser vivo, as necessidades de alimentos variam em função das fases da vida, da temperatura ambiente, do clima em que os canários vivem. Se estão em muda - a troca de penas é um processo extremamente penoso e crítico para os pássaros, exigindo elementos nutritivos especiais - suas necessidades são diferentes, por exemplo, da pós-muda, quando estão aguardando a nova estação de cria, se exercitando nas voadeiras, cantando, brigando entre si.

Durante a reprodução, a cria dos filhotes exige muito das fêmeas, que se estressam e ficam mais vulneráveis às doenças oportunistas.

De modo simples, podemos dividir em três, as fases em que os canários têm necessidades de alimentação distintas: Reprodução, Período de Muda e Repouso.

Proteínas X Carboidratos X Lipídeos

Proteínas são compostos nitrogenados, absolutamente necessários aos processos metabólicos de crescimento, reposição de tecidos, formação de matéria viva, massa muscular, esqueleto, muda de penas, etc. Suas necessidades em períodos de reprodução são críticas para o sucesso da criação.

Carboidratos são os provedores de energia para o organismo, sendo necessários para prover calor, fazer funcionar o organismo, enfim, é o combustível da máquina chamada canário.

Lipídeos são as gorduras, (graxas ou extrato etéreo ). São compostos com alta carga de energia (2,25 vezes mais que os Carboidratos). É em forma de gordura que as aves e os outros animais armazenam energia no corpo para atender às situações de carência alimentar.

Composição Média das Sementes

Cada semente tem uma composição diferente de Proteínas, Carboidratos e Lipídeos. Abaixo relacionamos as principais sementes encontradas no mercado brasileiro:

SEMENTE

PROTEÍNA %

CARBOIDRATOS%

LIPÍDEOS %

Alpiste

16,6

49,0

6,4

Colza

19,6

18,0

45,0

Aveia

11,3

68,4

8,7

Níger

23,0

17,0

40,0

Nabão

20,7

5,7

40,2

Linhaça

24,2

25,0

36,5

Perilo

22,6

10,6

43,2

Cânhamo

18,2

21,8

32,5

O alpiste é a semente mais importante na mistura. Sua composição de Proteínas, Carboidratos e Lipídeos é a que mais se aproxima das necessidades normais dos canários. A qualidade de sua Proteína, medida pelo balanço de aminoácidos e digestibilidade, é alta. O alpiste é essencial aos canários, e deve entrar na mistura de sementes com, pelo menos, 60% do total.

A níger, uma semente muito apreciada pelo nossos pássaros, tem elevado teor de Proteínas e Gorduras. É usada normalmente como prove- dor de Proteínas na mistura. Como tem altíssimo teor de Lipídeos, sua participação deve ser limitada à 20 % do total.

A colza é outra semente que, como a níger, apresenta bom teor de Proteínas e teor de gorduras bastante elevado ( 45% ). Maurice Pomarède, estudioso francês de canários, alerta para a alta toxidês desta semente, recomendando restrições à seu uso. Outro cuidado é com relação à aquisição desta semente no mercado. Freqüentemente, vende-se semente de mostarda como se fosse colza, com prejuízos evidentes para a mistura.

A aveia é um excelente provedor de energia, muito rico em amido, e especialmente rico em lisina e cistina, dois dos principais aminoácidos essenciais. Deve ser utilizada no balanceamento da mistura como o principal provedor de Carboidratos. O risco desta semente é a alta manifestação de fungos e outras formas de vida indesejáveis, que podem causar sérios danos à saúde dos pássaros.

A linhaça não é muito palatável para os canários. Tem alto teor de Proteínas e Lipídeos. Administrada durante o período de muda, tem efeito benéfico sobre a formação das penas.

Balanceamento das Sementes

A recomendação para nossos canários é que no período de reprodução, os teores de Proteína sejam mais elevados devido às necessidades dos filhotes, e os teores de Carboidratos e Lipídeos sejam menores, pois assim os canários serão levados à ingerir mais alimentos para atender à suas necessidades calóricas.

No caso oposto, no período de repouso, quando as Proteínas são menos necessárias, as Energias deverão ter seus teores elevados.

No período de muda, as gorduras são mais desejadas, pelo efeito positivo sobre a formação das penas, e deposição de lipocromo. Os grãos escuros (colza, níger, linhaça, cânhamo), usados sempre com parcimônia devido aos altos teores de gorduras em suas composições, ajudam nesta fase.

Relação Nutritiva

Um dos parâmetros muito usado no ajustamento dos alimentos às necessidades dos pássaros é a Relação Nutritiva (RN).

O que é Relação Nutritiva (RN)?

Nada mais do que uma fórmula prática, extremamente simples, usada nos cálculos da proporção dos alimentos, que reflete os relacionamentos entre Proteínas, Carboidratos e Lipídeos, adequando-os às fases da vida de nossos canários.

Existem outros métodos para balanceamento de rações, bem mais complexos e completos, porém, para efeito deste artigo, exemplificaremos o balanceamento apenas pelo fator RN.

Observando-se a fórmula, ela mostra exatamente isto que foi comentado : Mais Proteína e menos Energia no período de reprodução e menos Proteína e mais Energia no período de repouso.

A MUDA, com RN = 4 (limites: 3,5 a 4,5) deve ter os teores intermediários entre as outras fases.

A fórmula prática é a seguinte:

RN  =  % CARBOIDRATOS + GRAXAS X 2,25
           % PROTEÍNAS

Quais são as necessidades? É recomendável que a relação R/N esteja o mais próximo dos seguintes valores:

Reprodução

RN = 3 (limites: 2,5 a 3,5)

Muda

RN = 4 (limites: 3,5 a 4,5)

Repouso

 RN = 5 (limites: 4,5 a 5,5)

Traduzindo estes parâmetros para teores de Proteínas, Carboidratos e Lipídeos, teremos o seguinte quadro:
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<!--[endif]-->

PERÍODO

PROTEÍNAS(%)

CARBOIDRATOS(%)

LIPÍDEOS(%)

REPRODUÇÃO

16,0 a 18,5

40  a  45

6,0  a   8,0

MUDA

14,5 a 15,5

45  a  50

8,0  a 10,0

REPOUSO

12,5 a 13,5

50  a  60

7,0  a   8,0

Comentário Importante

Da simples análise do RN recomendamos para o período de REPRODUÇÃO, (Lipídeos entre 5,5% e 7,5%), e da verificação dos teores de Gordura das sementes, chegamos à conclusão que não há possibilidade de se obter com apenas as sementes, as proporções adequadas e desejadas.

O que fazer? Primeira conclusão: Há necessidade de se usar uma ração que, oferecida aos canários, equilibre os teores dos elementos discrepantes na mistura de sementes. Como as rações comerciais para canários descrevem na embalagem os teores destes princípios nutritivos, basta calcular os teores da mistura de sementes, e assim definir que ração adquirir, em função dos elementos para balanceamento.

Como o período mais crítico é o da reprodução, e o teor de proteínas o princípio nutritivo mais importante nesta fase, o recomendado é calcular primeiramente a mistura levando-se em conta o teor de Proteína, tentando manter o mais baixo possível os Lipídeos.

Em seguida, determinaremos que parâmetros deverá conter a ração que vamos usar para completar a alimentação de nossos pássaros.

Usando-se um programa simples de cálculo, e várias tentativas procurando obter uma mistura de sementes com proteína entre 16,0% e 18,5%, chegamos aos seguintes resultados para o período de reprodução:

Cálculo do Teor de Proteína

Sementes

Teor Protéico na semente

Quantidade na mistura

Teor Protéico na mistura final

Memória de Calculo

ALPISTE

16,5

700

11,6

(1)

COLZA

19,6

80

1,6

(2)

NÍGER

23,0

30

3,0

(3)

AVEIA

11,3

70

0,8

(4)

LINHAÇA

24,2

20

0,5

(5)

100gr

17,5%

Cálculo do Teor de Carboidratos

Repetindo os cálculos como mostrados acima, somente trocando as colunas de Proteínas pelas de Carboidratos, teremos: Teor de Carboidratos = 43,2%

Repetindo mais uma vez para os Lipídeos, teremos: Teor de Lipídeos = 14,6%

Verificação da Relação RN:

RN desejada (REPRODUÇÃO) = 3 ( limites: 2,5 a 3,5 )

Cálculo : RN  =  % CARBOIDRATOS + LIPÍDEOS X 2,25
                  % PROTEÍNAS

Resulta : RN  =            43,2 + 14,6 x 2,25          = 4,3
                  17,5%

O valor de RN está em 4,3. Porem o desejado é entre 2,5 e 3,5.

Examinando com cuidado os resultados da análise, verificaremos que os parâmetros obtidos se comparam com os desejados da seguinte maneira:

Desejado

Obtido

Análise

PROTEÍNA

16,0 a 18,5%

17,5%

OK

CARBOIDRATOS

40 a 45%

43,2%

OK

LIPÍDEOS

6,0 a 8,0%

14,6%

Muito elevado !

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Categorias: Informações sobre alimentos,sementes p/ aves

08 Abr 2009 

Para Além Das Sementes – Dieta equilibrada para aves granívoras

Existem alguns equívocos quando se fala na alimentação das aves granívoras, sendo o maior deles, considerar que estas aves se alimentam apenas de sementes.

As aves granívoras são geralmente as aves mais indicadas para os iniciantes, sobretudo devido ao tipo de alimentação. Contudo, por falta de experiência e informação, este tipo de aves, acaba frequentemente por ser alimentada exclusivamente de sementes. Apesar de as sementes constituírem a base da dieta das granívoras, existem outros alimentos essenciais para que estes animais tenham uma dieta equilibrada.


Perceber as sementes

As sementes são a base da alimentação das aves granívoras. Existem dois grandes tipos de sementes: as sementes gordas e as sementes secas, ou cereais. As sementes secas constituem a maior parte da dieta, sendo responsáveis pelo fornecimento de carbohidratos. As sementes gordas são ricas em gordura e têm mais proteína do que as anteriores. Por isso, a inclusão destas na dieta das aves deve ser feita de forma moderada.

Sementes gordas

  • Sementes de Girassol – Uma das sementes gordas mais utilizadas. As sementes brancas têm uma menor percentagem de óleo e maior de proteína, do que as listradas, o que as torna uma melhor opção, mas também mais cara.
  • Cânhamo – É provavelmente a semente preferida das aves, sobretudo devido às suas propriedades estimulantes. Contudo, se dado em demasia, os pássaros podem ficar sobreexcitados.
  • Linhaça – Rica em Omega 3.
  • Colza – Elevado teor de óleo.
  • Nabo – Devem ser utilizadas sementes do ano anterior
  • Níger – Durante a criação
  • Amendoins – Com bastante gordura, são boas guloseimas, ou seja, algo a dar esporadicamente.
  • Pinhão


Sementes secas

  • Alpista
  • Aveia descascada
  • Milhete
  • Milho

A semente seca que mais se usa na composição da ração de uma ave granívora é alpista, milhete e aveia descascada. Quanto às sementes gordas, sementes de girassol, sobretudo as brancas, pinhões, nabo, colza, linhaça e cânhamo estão entre as preferidas das aves e criadores.

A variedade de sementes dada às aves tem aumentado de forma significativa nos últimos anos. Exemplos que foram mais recentemente inseridas na alimentação dos gravívoros são sementes de abóbora ou perila.

No mercado é possível comprar sementes avulso ou embalagens que combinam variados tipos de sementes específicos para determinadas espécies de aves. Se costuma ir a lojas de animais, geralmente uma mistura embalada de sementes é a melhor opção. As sementes avulso vêm ainda com pó e por vezes não são armazenadas nas melhores condições de higiene.

Equilibrar a dieta

Ao contrário do que acontece com os cães e gatos, estas “rações” para determinadas espécies, Periquitos, Papagaios, etc., não chegam para suprir as necessidades dietéticas das aves. As sementes, embora ricas em hidratos de carbono, lípidos e proteína, não fornecem as quantidades necessárias de vitaminas que as aves necessitam, sobretudo de vitamina A. Uma boa solução para equilibrar a dieta dos granívoros é habituá-los desde cedo a fruta e vegetais. Estes devem ser bem lavados e secos antes de serem dados à ave. Estes alimentos apodrecem rapidamente e devem ser retirados da gaiola no máximo um dia depois de terem sido colocados. É preciso especial atenção a esta situação nos meses de maior calor. Por isso, deve colocar a fruta e os vegetais num sítio da gaiola de fácil acesso para o dono.

Verduras

  • Espinafre – Rico em ferro, pode ser encontrado durante todo o ano.
  • Cenoura – Rica em vitamina A.
  • Bróculos
  • Chicoria
  • Alface
  • Dente-de-leão – É necessário especial cuidado com herbicidas. As plantas selvagens, junto a estradas ou outros locais não cultivados, podem ser perigosas para as aves.

Fruta

  • Maça (sem caroços) e Uvas – São constituídas por água e hidratos de carbono e são muito usadas pelos criadores de aves. Estão disponíveis durante todo o ano.
  • Romã – Muito apreciada, sobretudo por Papagaios
  • Figo seco
  • Cerejas
  • Laranja – A laranja é incluída na dieta das aves granívoras devido à riqueza em Vitamina C. Contudo deve-se evitar citrinos mais ácidos, pois podem causar diarreia.

Algumas aves não gostam de fruta ou vegetais, sobretudo aquelas que não foram criadas à mão e que por isso são mais reticentes em experimentar novos alimentos dado pelo dono. A dieta destas aves deve ser complementada com suplementos vitamínicos que podem ser dissolvidos na água ou polvilhados na comida. Alguns criadores optam ainda por dar apenas sementes e complementar a dieta das aves com papas.
08 Abr 2009 

Nutrição de aves em cativeiro

Nutrição de Aves em Cativeiro

A dieta de uma ave de cativeiro não pode ser a mesma de uma ave em estado selvagem

Como consequência do desconhecimento das necessidades nutricionais de aves, em especial sobre os psitacídeos (em cativeiro) e da desinformação dos proprietários quanto aos princípios básicos que os orientem na alimentação de suas aves, as doenças nutricionais são uns dos problemas mais prevalentes na clínica de aves (KOLLIAS, 1995; ULLREY et al, 1991).

Uma observação importante:


Segundo estudos, vários factores contribuem para erros no manejo alimentar, a simples extrapolação dos hábitos alimentares na natureza para o cativeiro pode provocar uma superestimativa do fornecimento de energia e de gordura.

Seja qual for a espécie, concluiu-se erroneamente que essas aves necessitam de uma grande quantidade de energia também em cativeiro, sem levar em conta as grandes diferenças no grau de actividade e oferta de alimentos nos dois ambientes.

Em cativeiro as aves não têm grande actividade física e o alimento é fornecido de forma constante e em quantidades superestimadas. O excesso de energia, é estocado no organismo da ave como tecido adiposo. Esses acúmulos de gordura podem ter consequências na reprodução das aves, no desencadeamento de doenças como a do fígado gordo e doenças cardiovasculares. (Saad e Machado 2001).

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Dito isto, as frutas fornecidas aos animais devem estar frescas e maduras. A ração não deve estar húmida, tampouco mofada, pois a humidade é prejudicial: além de alterar a composição do alimento, favorece o crescimento de fungos, cujas as toxinas podem ser mortais para as aves. As rações que contém amendoim deve ser evitadas, pois estas sementes contaminam-se facilmente pelo fungo Aspergillus cuja toxina determina o aparecimento de cirrose hepática, ascite e cancro do fígado, no entanto amendoim fresco e livre do fungo e pode ser dado as aves, sem prejuízo para a saúde. O perigo encontra-se nas sementes que ficam estocadas em condições ideais de calor e humidade para o desenvolvimento do Aspergillus.

É preciso ter muito cuidado com a proveniência das verduras fornecidas as aves, pois actualmente há um uso indiscriminado de defensivos agrícolas que pode provocar a morte das aves que se alimentam com verduras contaminadas por produtos químicos (insecticidas).

As sementes devem ser guardadas em lugar fresco e seco, conservadas em frascos com tampas de preferência com pequenos orifícios, para que haja passagem do ar. Tal procedimento evitará que elas mofem, pois caso isso ocorra não poderão ser consumidas.

Deve-se ter cuidado com alimentos gelados, pois as aves não estão acostumadas, pode-se conservar os alimentos na geladeira, mas quando fornecidas ao animal deve-se estar em temperatura ambiente.
Observar a época de muda de penas dos animais e fornecer alimentação rica em proteínas, vitaminas, sais minerais e lipídios.

A quantidade de alimento e água ingeridos vai variar de espécie para espécie de ave, da sua idade, da temperatura ambiente, e até mesmo de características próprias de cada indivíduo dentro do grupo a que pertence.

SISTEMA DIGESTIVOS DAS AVES


Formato dos bicos:

  • Psitacídeos (araras, papagaios e periquitos): bico forte curvo e curto. Sementes, castanhas, legumes, frutas, tubérculos, e papas tipo angu quando jovem (em cativeiro).
  • Ramphastídeos (tucanos): bicos desproporcionalmente grande, decurvo, comprido, (bordo) serrada, ranfotecas esponjosas e translúcidas. Alimentam-se de frutos, abóbora, batata doce, carne, camarão, angu, sapos, filhotes de passarinhos.

Trabalho realizado no zoológico do RJ com aves em cativeiro, observaram os seguintes dados gerais em relação à alimentação fornecida para todos os tipos de aves:

  • A abóbora não foi aceita por nenhuma ave com entusiasmo.
  • A aveia com casca, mesmo tolerada, provocou irritações leves de garganta, por sua ponta aguda.
  • Agrião, alface e chicória foram bem aceitos, excepto por aves nocturnas e psitacídeos.
  • A banana foi uma fruta aceita por todas as aves frugívoras.
  • A batata doce cozida foi apreciada por todas as aves em detrimento da crua.
  • Cenouras são preferidas por psitacídeos.

Observaram no trabalho também:

  • As aves com fome não descartam das vasilhas os alimentos deteriorados, deglutindo e passando mal posteriormente a ingestão. Os alimentos devem ser muito bem seleccionados.
  • A colocação do alimento no viveiro deve ser em local sombreado e fresco, protegidos do sol e chuva.
  • No verão aumentar a quantidade de alimentos hidratados (frutas e legumes), diminuindo os alimentos ricos em gordura e fécula. Já no inverno o processo ao contrário.
  • Mais  observações:
  • Não se deve deixar alimentos húmidos amanhecer na gaiola, principalmente se sua base for milho e ovo.
  • Quando há filhotes comendo este alimento, estes terão diarreia.
  • Milho fresco costuma fermentar em 2 horas no verão, devemos colocar pedaços de espigas e retirá-los em 2 horas.
  • Sementes estão vivas e respiram liberando água neste processo. Elas devem ser revolvidas quando colocadas em vasilhas fechadas, para que ocorra evaporação desta água.
  • Não deve-se estocar alimentos por mais de 15 dias a 1 mês, pois há altos riscos de contaminação por fungos e produção de micotoxinas. As micotoxinas não poderão ser destruídas pelo calor.
  • Ave doente deve receber alimento de fácil apreensão e digestão, e estar ao alcance rápido da ave.
  • Verduras devem ser deixadas de molho em solução de cloro ou vinagre por 30 minutos antes de serem fornecidas para as aves.
  • Cortar as frutas removendo a área do talo, pois geralmente concentra muito mais agrotóxico.
  • O volume de alimento nos comedouros não deve passar de 1/3 de sua capacidade, para ser evitado desperdícios.

Alimentos para psitacídeos:

Frutas - maçã, banana, mamão com sementes, uva de qualquer tipo, melancia, pêra, kiwi, goiaba, manga, laranja, ananás, côco, melão, maracujá, fruta do conde Annona squamosa, etc. Evitar abacate (grandes quantidades de selénio), morango e figo, pois precisam de muitos defensivos para poderem ser produzidos.

Legumes - crus ou cozidos; abóbora com sementes (qualquer tipo), pepino, pimentão, berinjela, vagem, tomate, cenoura, milho, ou espiga seca, batata e batata doce cozida.

Verduras - couve, repolho, couve-flor, brócolos, almeirão, escarola, ou chicória, dê preferência aos talos. Evite alface e salsa

Sementes - Existe uma grande variedade de sementes que pode ser fornecida para psitacídeos. As aves precisam aprender a comer alimentos que as vezes estão fora do seu cardápio, e isto deve ser feito com paciência e persistência. Girassol, só como petisco e não como dieta habitual.

Livia Costa e Silva - Engª Zootécnica.
Exp. Nutrição de aves em cativeiro.
Pós-graduanda em Comportamento Animal e Primatologia.
08 Abr 2009 

Semente de cardo mariano

Cardo Mariano: (Silymarina)(Silybum Marianum)
A silymarina referencia-se ao extrato das sementes do cardo mariano; utilizado há mais de 2 000 anos, foi muito usado na Idade Média para tratamento do fígado.
O ingrediente activo actua como um potente hepaticoprotector e antioxidante e promove o nascimento de novas células hepáticas.
O cardo mariano pode ajudar a proteger e sarar o fígado, nos danos causados má alimentação, produtos químicos ou medicamentosos, venenos ou hepatites



Sylibum marianum


Parte utilizada: Parte aérea



Usos : Planta  de origem Européia, trata icterícia, cirrose, hepatite, intoxicações por drogas e álcool.



Nome científico: Silybum Marianum (L.) Gaertn



Sinonímia: Alcachofra-selvagem, cardo-Santa-Maria, cardo- prateado, cardo-de-Nossa- Senhora, cardo-Maria.



Família: Compositae.



Características: Planta com espinhos chegando a medir 2 metros de altura, suas folhas são grandes e espinhosas, com manchas brancas ao lado dos nervos. As flores são de cor vermelho-púrpura, ou rosa, e seus frutos são de cor escuras e rijos.



Habitat: Planta nativa da Europa e da Espanha, tendo adaptado-se bem no Brasil.



Propriedades químicas: bioflavonóides, antioxidantes, (silimarina), taminas, lipídeos, tiramina, óleo essencial, albumina, proteínas, açúcar, ácidos graxos, mucilagem, princípio amargo, cinina.



Propriedades terapêuticas: Males hepáticos tais como: hepatite aguda e crônica, litíase biliar, cirrose, icterícea, é anti-asmático, hipotensão, constipação, alergias, hipocondria, dispepsias, urticária, varizes.



É também digestivo, estimulante, anti-hemorrágico uterino, galactogênico, antidepressivo, diurético.

08 Abr 2009 

Semente chia

O que é a chia?
A chia é uma semente mágica com propriedades nutritivas especiais para as aves.
 
A chia (Salvia hispanica L.) é uma pequena semente de forma oval (2 mm de comprimento) de cor acastanhada clara e oriunda do México, onde a sua composição especial e as suas propriedades benéficas para a condição física foram detectadas já há centenas de anos. Durante séculos as sementes nutritivas da chia formaram o alimento base dos Índios indígenas do sudoeste da América.
 
Hoje em dia, estudos científicos provam que a chia proporciona grande número de nutrientes interessantes, de tal modo que esta semente mágica é momentaneamente redescoberta pelos nutricionistas e está ganhando rapidamente uma enorme popularidade, quer seja na alimentação humana ou na dos animais. Actualmente a chia é cultivada para fins comerciais no México, Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.
 
A composição da chia pode ser comparada com a de outras sementes mucilaginosas como a linhaça e o psílio. Ao contrário da linhaça, a chia não contém factores anti-nutricionais, factores que no caso da linhaça limitam a sua utilização sem tratamento de calor preliminar. Factores anti-nutricionais são os glicósidos cianogénicos ou linatina, que são antagonistas da vitamina B6, o que na realidade quer dizer que impedem a vitamina B6 de actuar no metabolismo. Além disso, a chia tem um sabor muito mais agradável do que a linhaça de tal modo que os pássaros a ingerem com mais apetite
21 Jan 2009 

sementes especiais , CHEGARAM!!!!

AMAPOLA ADORMIDERA AZUL, ANIS, CANHAMO, CARDO MARIANO, FONIOPADDY, ALFACE BRANCA,


ACEITAMOS RESERVAS.

O que é a chia?
A chia é uma semente mágica com propriedades nutritivas especiais para as aves.
 
A chia (Salvia hispanica L.) é uma pequena semente de forma oval (2 mm de comprimento) de cor acastanhada clara e oriunda do México, onde a sua composição especial e as suas propriedades benéficas para a condição física foram detectadas já há centenas de anos. Durante séculos as sementes nutritivas da chia formaram o alimento base dos Índios indígenas do sudoeste da América.
 
Hoje em dia, estudos científicos provam que a chia proporciona grande número de nutrientes interessantes, de tal modo que esta semente mágica é momentaneamente redescoberta pelos nutricionistas e está ganhando rapidamente uma enorme popularidade, quer seja na alimentação humana ou na dos animais. Actualmente a chia é cultivada para fins comerciais no México, Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.
 
A composição da chia pode ser comparada com a de outras sementes mucilaginosas como a linhaça e o psílio. Ao contrário da linhaça, a chia não contém factores anti-nutricionais, factores que no caso da linhaça limitam a sua utilização sem tratamento de calor preliminar. Factores anti-nutricionais são os glicósidos cianogénicos ou linatina, que são antagonistas da vitamina B6, o que na realidade quer dizer que impedem a vitamina B6 de actuar no metabolismo. Além disso, a chia tem um sabor muito mais agradável do que a linhaça de tal modo que os pássaros a ingerem com mais apetite

CARDO MARIANO
Sylibum marianum

Parte utilizada: Parte aérea

Usos : Planta  de origem Européia, trata icterícia, cirrose, hepatite, intoxicações por drogas e álcool.

Nome científico: Silybum Marianum (L.) Gaertn

Sinonímia: Alcachofra-selvagem, cardo-Santa-Maria, cardo- prateado, cardo-de-Nossa- Senhora, cardo-Maria.

Família: Compositae.

Características: Planta com espinhos chegando a medir 2 metros de altura, suas folhas são grandes e espinhosas, com manchas brancas ao lado dos nervos. As flores são de cor vermelho-púrpura, ou rosa, e seus frutos são de cor escuras e rijos.

Habitat: Planta nativa da Europa e da Espanha, tendo adaptado-se bem no Brasil.

Propriedades químicas: bioflavonóides, antioxidantes, (silimarina), taminas, lipídeos, tiramina, óleo essencial, albumina, proteínas, açúcar, ácidos graxos, mucilagem, princípio amargo, cinina.

Propriedades terapêuticas: Males hepáticos tais como: hepatite aguda e crônica, litíase biliar, cirrose, icterícea, é anti-asmático, hipotensão, constipação, alergias, hipocondria, dispepsias, urticária, varizes.

É também digestivo, estimulante, anti-hemorrágico uterino, galactogênico, antidepressivo, diurético.

20 Mar 2008 

SEMENTE DE FÓNIO, CARDO MARIANO, CHIA, CHICÓRIA, PERILHA, ETC...

TRABALHAMOS COM AS MAIS VARIADAS SEMENTES PARA AS SUAS AVES...

20 Mar 2008 

MARCAS DE PRODUTOS PARA AVES, POR NÓS REPRESENTADAS

VERSELE-LAGA, CHEMIVIT, WHITTE MOLLEN, LATAC, AVIZOON, ZOOPAN, VET, ORNIEX, ORLUX, PETCUP, TABERNIL, GUFARMA, ETC...